Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

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domingo, 17 de agosto de 2014

Lágrimas do Recife

O meu Recife está tão triste
O Capibaribe parece feito de lágrimas
Lágrimas turvas que impiedosas se espalham
Os olhares incrédulos vagam pela Rua da Aurora

Tudo é silêncio!!!
Todos estão em profundo e inquietante silêncio
Na Rua da União, os poetas emudeceram,
Não há rimas nem versos
Já não há Ariano

E Campos...O Dudu, como só os pernambucanos
o chamavam...se foi!

E eu, que entre lágrimas escrevo
Contemplo o meu Recife taciturno
Os pombos do Pátio de São Pedro
Já não sabem ou não querem voar

O Marco Zero está solitário, totalmente vazio
Na Torre Malakoff  nada temos à contemplar
Da Praça da Independência até a Rua Direita
As pessoas se comunicam apenas pelo olhar

A Rua do Hospício mais parece sob efeito de tranquilizantes
De repente tornou-se sã diante de tamanho desatino
O luto se estendeu por todos os cantos desta cidade
Até a agitada Dantas Barreto emudeceu

Sob densa nuvem, a Rua do Sol eclipsou
Na Rua Nova pessoas perplexas comentam
Duque de Caxias, Guararapes,
Ponte Duarte Coelho,
Tudo é tristeza, apenas os sinos tocam

Um lamento!!!

Sete vidas se foram
Sete famílias que se multiplicaram
e compartilham da mesma dor
Os corações descompassados batem no peito
A esperança se fez em pedaços

Já não há partidos e as ideologias se perderam
O torpor invadiu o céu e o sol teima em não brilhar

Julho se foi entre lágrimas e abriu as portas
Agosto adentrou  acompanhado de profunda comoção
Só quem é pernambucano alcança
A tristeza em cada olhar

Só quem é pernambucano entende
O significado do silêncio que grita
Pelas ruas do meu Recife
Cujas lágrimas se misturam

As turvas águas feitas de lágrimas
que cruzam a cidade submissas ao Capibaribe
Ecoam por toda a cidade como prece
Para que se transforme em saudade
a dor agora sentida...Assim seja!



Que Deus console os corações destas famílias e que renove a esperança do nosso povo.

Elô Araújo

PS: A minha ficha ainda não caiu.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ariano

Ontem amanhecemos nublados,
Hoje em lágrimas nos desmanchamos.
Eu e o Recife.
Um texto que não apreciamos.
Um fato sem propósito
Que ainda não aceitamos.
E agora, quem aquietará as nossas inquietações?
Quem alimentará a nossa fome de encantamento?
Quem fará flutuar a nossa alma?
Quem em um misto de firmeza e leveza se oporá à mediocridade?
Quem nos fará rir diante das verdades expostas?
O nordestino de branco, o rubro amado por todas as nações
O cavaleiro armorial de muitas faces
A "madeira de lei" que aos cupins bravamente resistiu
O frágil corpo que já não comportava tamanha genialidade,
No seio da terra foi plantado
E a nós, pobres mortais, nos resta resistir
E lutar com as armas dele e por ele.

Obrigada, mestre Ariano.

terça-feira, 12 de março de 2013

Recife e Olinda - Cidades Irmãs, Guerreiras e Poéticas

"Minha cidade
menina dos olhos do mar
dos rios que levam meu coração
do sol que começa a raiar"
Lenine - Minha Cidade (Menina dos Olhos do Mar)


Olinda
Tens a paz dos Mosteiros da Índia
Tu és linda
Pra mim és ainda
Minha mulher
Calada
O silêncio rompe a madrugada
Já não somos aflitos nem nada
Minha mulher
Alceu Valença - Olinda (Sonho de Valsa)


 12 de março - Homenagem aos 476 anos do Recife e 478 anos de Olinda.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

vinte minutos, uma tarde

durou vinte minutos a condução que me levou
de olinda até recife.
fazia um sol de rachar.
nos encontramos na praça do diário.

durou uma tarde nossa caminhada
pelas margens do beberibe, do capibaribe;
pelas ruas da união, do sol e da aurora.

numa esquina clarice, noutra carlos pena filho,
noutra bandeira, – meu bandeira!
e tantas estátuas espalhadas por ruas e calçadas.

me levaste pela rua da união até pasárgada
e me envenenaste de uma luz tão funda
que até hoje não achei palavra para agradecer.

ruas, rios, pontes, estátuas, risos, histórias.
não deu tempo de conhecer a torre malakoff
e, curiosamente, o dia acabou no marco zero

vinte minutos, uma tarde:
saudade...

poeminha dedicado à eloíde araújo,
pela companhia, disposição (tarde adentro)
e, sobretudo, pela amizade tão preciosa
e tão rara...


cristovam melo
 
 
Cada vez que leio (repetidas e repetidas vezes), parece que volto à dezembro... Tomada pela nostalgia, penso como seria bom se todos os dias fossem como aquela tarde. Como seria fantástico se todas as pessoas que conhecemos na net ou fora dela, tivessem a mesma sensibilidade que o poeta Cristovam Melo.
Meu amigo querido, não imaginas o quanto fiquei feliz ao ler teus versos e constatar que, mesmo em meio a tantos e tantos desencontros, ainda é possível encontrar poesia (no mais amplo sentido da palavra) no coração humano.
A simplicidade da tarde de dezembro, faz brilhar a minha alma. 
Ah, e a foto? A imagem que pra muitos pode não fazer sentido, pra mim representa saudade.  O dia em que o poeta pisou o Marco Zero e se despediu deixando imensa saudade. Muito obrigada pelo carinho. 



Elô Araújo

sábado, 16 de junho de 2012

Quatro horas e um minuto

Quatro horas
Quatro ônibus levando vinte e quatro pessoas
Tristonhas e solitárias
Quatro horas e um minuto
Acendi um cigarro e a cidade pegou fogo.


Cinco horas
Cinco soldados espancando cinco pivetes
Filhos sem pai
E órfãos de pão
Cinco horas e um minuto
Urinei na ponte e inundei a cidade

Sei horas
O Recife reza
E eu voando pra ver Maria


Miró, poeta recifense.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Projetos, poesias e lágrimas

Salve, salve, povo bom do Salto15, já estava com saudades deste cantinho. Mas, depois de duas semanas só a base de projetos, projetos e mais projetos, quase sucumbi em meio a uma overdose de mídia social, mensuração, métricas, indicadores, advergames, facebook, twitter, klout...Ufa! E o pior: Descobri que sou doidinha por tudo isso!!! Enfim, pausa nos estudos pra trocar umas ideias com vocês.
Blá-blá-blá à parte, esses dias estava com a cabeça fervendo de coisas legais pra compartilhar, mas como não anotei...Puft!!! Calma, nada de desespero, aos poucos vou lembrando e as ideias clareando, clareando... Então, lembrei da primeira. Anotem para não esquecer:

Evento - Pra quem curte poesia, de 07 a 10/06, tá rolando aqui no Recife o 1º Festival Internacional da Poesia. O evento acontece na  Torre de Malakoff,  Recife Antigo, realizado pela Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe. A programação parece bem interessante, com cursos, debates e rodas de poesia. Poetas de vários países vão participar do evento. Detalhe: Na programação consta ainda, aulas de poesia para o público. Acredito que vale super a pena dar uma passadinha e conferir. A programação completa está no site.

Ahhhh, lembrei de alguns fatos bizaaarrrros!!!! Mesmo mergulhada em projetos e sem muito tempo para acompanhar os noticiários, essas semanas foram um tanto sem noção. Acompanhem as nuvens de lágrimas:


Primeira: Xuxa revela que foi abusada.  Pera aé! Abusada? Abusada de abuso? Sério??? A moça dos patinhos que foram passear, abusada? A "Rainha dos Baixinhos", dos sertanejos, pilotos, jogadores de futebol, flanelinhas?  Tenso demais pra minha cabeça. Como pode??? Mas, partindo do princípio que abusar ou explorar sexualmente crianças e adolescentes é crime, com pena prevista no Código Penal Brasileiro,  o que foi aquilo lá com o menininho no filme "Amor Estranho Amor"? Ah, tudo bem, foi arte, né? O garoto recebeu cachê...Ok, então só é abuso se não houver cachê? Que traumatizante...

Segunda: Oops, Gretchen no programa "A Fazenda", conta que se arrepende de ter participado de filme pornô.  A mesma moiçola que causou nos anos 80 com canções poéticas como "Conga, Conga, Conga" e "Freak Le Boom Boom",  cujo rebolado a consagrou como a "Rainha do Bumbum" (O Brasil é mesmo o país das realezas), disse que na época, aos 47 anos, só aceitou 1 milhão por causa dos seis filhos, quinze maridos, 753 plásticas, dois hamesters, quatro gatos, sete cachorros, dois patos e um ganso.  Poxa, tadinha gente! 

Terceira:  Ronaldinho Gaúcho em entrevista exclusiva para o Fantárdico (como diria o Tiririca),  negou todas as acusações do Flamengo e se colocou como vítima do Sistema e do Urubu. Tudo bem, eu acredito! Isso deve fazer parte da Teoria da Conspiração, Iluminnati, o Lado Negro da Força, algo assim! Ok, tá explicado!

Quarta:  Chega, né? Assim nem eu aguento. Que tal a gente falar de algo mais ameno, tipo a onda de violência e os riscos de guerra civil na Síria? Humm!?


Diva L.

Notas da autora:  
1. Alguns fatos foram usados meramente para não causar enjoos a esta pobre mortal, frente às futilidades, hipocrisias, banalidades e bizarrices as quais alguns programas nos expõem,  como se os nossos cérebros fossem... ervilhas?! Dããã!!! 

2. Contrariando às opiniões, sim, a Gretchen está chorando. Informação de fonte segura.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Evocação do Recife

Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
- Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância
A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado
e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas
Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê
na ponta do nariz
Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras
mexericos namoros risadas
A gente brincava no meio da rua
Os meninos gritavam:
Coelho sai!
Não sai!

A distância as vozes macias das meninas politonavam:
Roseira dá-me uma rosa
Craveiro dá-me um botão

(Dessas rosas muita rosa
Terá morrido em botão...)
De repente
nos longos da noite
um sino
Uma pessoa grande dizia:
Fogo em Santo Antônio!
Outra contrariava: São José!
Totônio Rodrigues achava sempre que era são José.
Os homens punham o chapéu saíam fumando
E eu tinha raiva de ser menino porque não podia ir ver o fogo.

Rua da União...
Como eram lindos os montes das ruas da minha infância
Rua do Sol
(Tenho medo que hoje se chame de dr. Fulano de Tal)
Atrás de casa ficava a Rua da Saudade...
...onde se ia fumar escondido
Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora...
...onde se ia pescar escondido
Capiberibe
- Capiberibe
Lá longe o sertãozinho de Caxangá
Banheiros de palha
Um dia eu vi uma moça nuinha no banho
Fiquei parado o coração batendo
Ela se riu
Foi o meu primeiro alumbramento
Cheia! As cheias! Barro boi morto árvores destroços redemoinho sumiu
E nos pegões da ponte do trem de ferro
os caboclos destemidos em jangadas de bananeiras

Novenas
Cavalhadas
E eu me deitei no colo da menina e ela começou
a passar a mão nos meus cabelos
Capiberibe
- Capiberibe
Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas
Com o xale vistoso de pano da Costa
E o vendedor de roletes de cana
O de amendoim
que se chamava midubim e não era torrado era cozido
Me lembro de todos os pregões:
Ovos frescos e baratos
Dez ovos por uma pataca
Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.


Manuel Bandeira

Uma homenagem aos 475 anos da cidade do Recife - 12 de Março

Recife e Olinda


Uma para a outra! 
As duas para o Mundo!

Uma é mar, ladeiras e coqueirais,
a outra mar, rios, pontes e manguezais
Se uma é poesia,
a outra é prosa e verso.
Uma é frevo,
a outra ciranda, coco, mangue e maracatu
Se uma é amor, a outra é paixão
Uma é Nassau, outra é Duarte

Se uma é história, a outra também
Recife e Olinda
Olinda e Recife
Cidades irmãs
Berços da cultura nordestina,
Plantadas às margens do mar
Os bonecos gigantes e
as sombrinhas de frevo
O Alto da Sé,
A Casa da Cultura
Capibaribe, Beberibe
Cidade Alta
Ladeira da Misericórdia

Cidades que se misturam,
Histórias que se confundem
Culturas entrelaçadas que se fundem
Arraigadas em sua gente
Tradição e evocação
Rimam sem intenção
Dançam com o vento
Artesanando a vida

Irmãs de filhos ilustres,
Filhos nascidos,
Filhos do coração,
Filhos adotados vindos do interior
e de outras capitais
São tantos e tantos apaixonados
Filhos Escritores, Cantadores,
Pensadores e Poetas,
Cantores, Músicos e Repentistas,
Cineastas, Escultores e Filósofos,
E tantos anônimos trabalhadores
que lutam e nunca se entregam

Carlos Pena Filho, Manuel Bandeira,
João Cabral de Melo Neto, Joaquim Nabuco,
Raimundo Carrero, Lourdes Sarmento,
Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues,
Clarice Lispector, Mestre Salustiano, Chico Science,
Capiba, Reginaldo Rossi, Alceu Valença,
Caju e Castanha, Siba e Bajado
Camilo Cavalcanti, Jomard Muniz de Brito,
Kleber Mendonça, Sandra Ribeiro,
Claudio Assis, Lírio Ferreira, Léo Falcão,
Lenine, Otto, Devotos e Adilson Ramos
Maestro Duda, Maestro Forró e Spok,
Fred 04, Zé da Flauta, Jeová da Gaita,
Francisco Brennand, Abelardo da Hora, Gilberto Freyre,
Geraldo Azevedo, Almir Rouche, André Rios, Roberto Cruz,
Petrúcio Amorim, Geraldinho Lins,
Alcymar Monteiro, Nádia Maia, Santana, Luiz Gonzaga...
São tantos que nos fazem perder o fôlego

Não, Recife não é a Cidade Maravilhosa
Maravilhosa e cheia de encantos é a cidade do Rio de Janeiro
O coração do Brasil não bate em Olinda,
Pois encontrou em São Paulo o seu lugar

Olinda, Marim dos Caetés,
é arte em toda parte,
Recife, o reduto dos filósofos,
a Veneza Brasileira
Recife e Olinda são história
que fazem história.

É cultura
É poesia
É sangue quente
É abraço
É sombra e aconchego
É andar pelas ruas
e abraçar o passado
É lutar pelo presente
e vislumbrar o futuro
sem nunca esquecer as raízes

Recife e Olinda juntas
somam quase mil anos de história
Cidades irmãs,
Cidades guerreiras,
Cidades apaixonantes.

Parabéns, Recife!
Parabéns, Olinda!




UMA HOMENAGEM AS CIDADES IRMÃS
12 DE MARÇO ANIVERSÁRIO DE OLINDA E RECIFE





Elô Araújo é uma jornalista nascida no Recife,
enamorada por Olinda e apaixonada por toda
a história que envolve a cultura do povo brasileiro.


Fotos:JC Online

sábado, 12 de março de 2011

Parabéns, Cidades Irmãs!

Recife e Olinda: 
Uma para a outra! 
As duas para o Mundo!

Uma é mar, ladeiras e coqueirais,
a outra mar, rios, pontes e manguezais
Se uma é poesia,
a outra é prosa e verso.
Uma é frevo,
a outra ciranda, coco, mangue e maracatu
Se uma é amor, a outra é paixão
Uma é Nassau, outra é Duarte

Se uma é história, a outra também
Recife e Olinda
Olinda e Recife
Cidades irmãs
Berços da cultura nordestina,
Plantadas às margens do mar
Os bonecos gigantes e
as sombrinhas de frevo
O Alto da Sé,
A Casa da Cultura
Capibaribe, Beberibe
Cidade Alta
Ladeira da Misericórdia

Cidades que se misturam,
Histórias que se confundem
Culturas entrelaçadas que se fundem
Arraigadas em sua gente
Tradição e evocação
Rimam sem intenção
Dançam com o vento
Artesanando a vida

Irmãs de filhos ilustres,
Filhos nascidos,
Filhos do coração,
Filhos adotados vindos do interior
e de outras capitais
São tantos e tantos apaixonados
Filhos Escritores, Cantadores,
Pensadores e Poetas,
Cantores, Músicos e Repentistas,
Cineastas, Escultores e Filósofos,
E tantos anônimos trabalhadores
que lutam e nunca se entregam

Carlos Pena Filho, Manuel Bandeira,
João Cabral de Melo Neto, Joaquim Nabuco,
Raimundo Carrero, Lourdes Sarmento,
Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues,
Clarice Lispector, Mestre Salustiano, Chico Science,
Capiba, Reginaldo Rossi, Alceu Valença,
Caju e Castanha, Siba e Bajado
Camilo Cavalcanti, Jomard Muniz de Brito,
Kleber Mendonça, Sandra Ribeiro,
Claudio Assis, Lírio Ferreira, Léo Falcão,
Lenine, Otto, Devotos e Adilson Ramos
Maestro Duda, Maestro Forró e Spok,
Fred 04, Zé da Flauta, Jeová da Gaita,
Francisco Brennand, Abelardo da Hora, Gilberto Freyre,
Geraldo Azevedo, Almir Rouche, André Rios, Roberto Cruz,
Petrúcio Amorim, Geraldinho Lins,
Alcymar Monteiro, Nádia Maia, Santana, Luiz Gonzaga...
São tantos que nos fazem perder o fôlego

Não, Recife não é a Cidade Maravilhosa
Maravilhosa e cheia de encantos é cidade do Rio de Janeiro
O coração do Brasil não bate em Olinda,
Pois encontrou em São Paulo o seu lugar

Olinda, Marim dos Caetés,
é arte em toda parte,
Recife, o reduto dos filósofos,
a Veneza Brasileira
Recife e Olinda são história
que fazem história.

É cultura
É poesia
É sangue quente
É abraço
É sombra e aconchego
É andar pelas ruas
e abraçar o passado
É lutar pelo presente
e vislumbrar o futuro
sem nunca esquecer as raízes

Recife e Olinda juntas
somam quase mil anos de história
Cidades irmãs,
Cidades guerreiras,
Cidades apaixonantes.

Parabéns, Recife!
Parabéns, Olinda!




Elô Araújo é uma jornalista nascida no Recife,
enamorada por Olinda e apaixonada por toda
a história que envolve a cultura do povo brasileiro.

Fotos: Google e Imagem de Olinda, PatiSrap

sábado, 5 de março de 2011

Acorda, Recife, Acorda!!!

Hino do Galo da Madrugada
Composição: José Mário Chaves
  
Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada


A manhã já vem surgindo,
O sol clareia a cidade com seus raios de cristal
E o Galo da madrugada, já está na rua, saldando o Carnaval


Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada


As donzelas estão dormindo
As cores recebendo o orvalho matinal
E o Galo da Madrugada
Já está na rua, saldando o Carnaval


Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada



O Galo também é de briga, as esporas afiadas
E a crista é coral
E o Galo da Madrugada, já está na rua
Saldando o Carnaval


Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada



Aos foliões, bom Carnaval e brinquem na paz. Não esqueçam do motorista da vez nem da camisinha. Responsabilidade em primeiro lugar.

Diva L.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Recife e Olinda: Uma para a outra e as duas para o mundo!!!






















Uma é mar, ladeiras e coqueirais,
a outra mar, rios, pontes e manguezais
Se uma é poesia,
a outra é prosa e verso.
Uma é frevo,
a outra ciranda, coco, mangue e maracatu
Se uma é amor, a outra é paixão
Uma é Nassau, outra é Duarte

Se uma é história, a outra também
Recife e Olinda
Olinda e Recife
Cidades irmãs
Berços da cultura nordestina,
Plantadas às margens do mar
Os bonecos gigantes e
as sombrinhas de frevo
O Alto da Sé,
A Casa da Cultura
Capibaribe, Beberibe
Cidade Alta
Ladeira da Misericórdia

Cidades que se misturam,
Histórias que se confundem
Culturas entrelaçadas que se fundem
Arraigadas em sua gente
Tradição e evocação
Rimam sem intenção
Dançam com o vento
Artesanando a vida

Irmãs de filhos ilustres,
Filhos nascidos,
Filhos do coração,
Filhos adotados vindos do interior
e de outras capitais
São tantos e tantos apaixonados
Filhos Escritores, Cantadores,
Pensadores e Poetas,
Cantores, Músicos e Repentistas,
Cineastas, Escultores e Filósofos,
E tantos anônimos trabalhadores
que lutam e nunca se entregam

Carlos Pena Filho, Manuel Bandeira,
João Cabral de Melo Neto, Joaquim Nabuco,
Raimundo Carrero, Lourdes Sarmento,
Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues,
Clarice Lispector, Mestre Salustiano, Chico Sciense,
Capiba, Reginaldo Rossi, Alceu Valença,
Caju e Castanha, Siba e Bajado
Camilo Cavalcanti, Jomard Muniz de Brito,
Kleber Mendonça, Sandra Ribeiro,
Claudio Assis, Lírio Ferreira, Léo Falcão,
Lenine, Otto, Devotos e Adilson Ramos
Maestro Duda, Maestro Forró e Spok,
Fred 04, Zé da Flauta,  Jehovah da Gaita,
Francisco Brennand, Abelardo da Hora, Gilberto Freyre,
Geraldo Azevedo, Almir Rouche, André Rios, Roberto Cruz,
Petrúcio Amorim, Geraldinho Lins,
Alcymar Monteiro, Nádia Maia, Santana, Luiz Gonzaga...
São tantos que nos fazem perder o fôlego

Não, Recife não é a Cidade Maravilhosa
Maravilhosa e cheia de encantos é cidade do Rio de Janeiro
O coração do Brasil não bate em Olinda,
Pois encontrou em São Paulo o seu lugar

Olinda, Marim dos Caetés,
é arte em toda parte,
Recife, o reduto dos filósofos,
a Veneza Brasileira
Recife e Olinda são história
que fazem história.

É cultura
É poesia
É sangue quente
É abraço
É sombra e aconchego
É andar pelas ruas
e abraçar o passado
É lutar pelo presente
e vislumbrar o futuro
sem nunca esquecer as raízes

Recife e Olinda juntas
somam quase mil anos de história
Cidades irmãs,
Cidades guerreiras,
Cidades apaixonantes.

Parabéns, Recife!
Parabéns, Olinda!



Elô Araújo  é uma jornalista nascida no Recife,
enamorada por Olinda e apaixonada por toda
a história que envolve a cultura do povo brasileiro.

Leão do Norte em festa



"Eu sou mameluco,
Eu sou de Casa Forte,
Sou de Pernambuco,
Eu sou o Leão do Norte"

Hei, vem cá!!!!


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