de olinda até recife.
fazia um sol de rachar.
nos encontramos na praça do diário.
durou uma tarde nossa caminhada
pelas margens do beberibe, do capibaribe;
pelas ruas da união, do sol e da aurora.
numa esquina clarice, noutra carlos pena filho,
noutra bandeira, – meu bandeira!
e tantas estátuas espalhadas por ruas e calçadas.
me levaste pela rua da união até pasárgada
e me envenenaste de uma luz tão funda
que até hoje não achei palavra para agradecer.
ruas, rios, pontes, estátuas, risos, histórias.
não deu tempo de conhecer a torre malakoff
e, curiosamente, o dia acabou no marco zero
vinte minutos, uma tarde:
saudade...
poeminha dedicado à eloíde araújo,
pela companhia, disposição (tarde adentro)
e, sobretudo, pela amizade tão preciosa
e tão rara...
pela companhia, disposição (tarde adentro)
e, sobretudo, pela amizade tão preciosa
e tão rara...
cristovam melo
Cada vez que leio (repetidas e repetidas vezes), parece que volto à dezembro... Tomada pela nostalgia, penso como seria bom se todos os dias fossem como aquela tarde. Como seria fantástico se todas as pessoas que conhecemos na net ou fora dela, tivessem a mesma sensibilidade que o poeta Cristovam Melo.
Meu amigo querido, não imaginas o quanto fiquei feliz ao ler teus versos e constatar que, mesmo em meio a tantos e tantos desencontros, ainda é possível encontrar poesia (no mais amplo sentido da palavra) no coração humano.
A simplicidade da tarde de dezembro, faz brilhar a minha alma.
Ah, e a foto? A imagem que pra muitos pode não fazer sentido, pra mim representa saudade. O dia em que o poeta pisou o Marco Zero e se despediu deixando imensa saudade. Muito obrigada pelo carinho.
Elô Araújo
11:06
Elô Araújo
Posted in: 













