Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

vinte minutos, uma tarde

durou vinte minutos a condução que me levou
de olinda até recife.
fazia um sol de rachar.
nos encontramos na praça do diário.

durou uma tarde nossa caminhada
pelas margens do beberibe, do capibaribe;
pelas ruas da união, do sol e da aurora.

numa esquina clarice, noutra carlos pena filho,
noutra bandeira, – meu bandeira!
e tantas estátuas espalhadas por ruas e calçadas.

me levaste pela rua da união até pasárgada
e me envenenaste de uma luz tão funda
que até hoje não achei palavra para agradecer.

ruas, rios, pontes, estátuas, risos, histórias.
não deu tempo de conhecer a torre malakoff
e, curiosamente, o dia acabou no marco zero

vinte minutos, uma tarde:
saudade...

poeminha dedicado à eloíde araújo,
pela companhia, disposição (tarde adentro)
e, sobretudo, pela amizade tão preciosa
e tão rara...


cristovam melo
 
 
Cada vez que leio (repetidas e repetidas vezes), parece que volto à dezembro... Tomada pela nostalgia, penso como seria bom se todos os dias fossem como aquela tarde. Como seria fantástico se todas as pessoas que conhecemos na net ou fora dela, tivessem a mesma sensibilidade que o poeta Cristovam Melo.
Meu amigo querido, não imaginas o quanto fiquei feliz ao ler teus versos e constatar que, mesmo em meio a tantos e tantos desencontros, ainda é possível encontrar poesia (no mais amplo sentido da palavra) no coração humano.
A simplicidade da tarde de dezembro, faz brilhar a minha alma. 
Ah, e a foto? A imagem que pra muitos pode não fazer sentido, pra mim representa saudade.  O dia em que o poeta pisou o Marco Zero e se despediu deixando imensa saudade. Muito obrigada pelo carinho. 



Elô Araújo

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Deixe

Só sei ser
Não me sinto
Nem me vejo

Apenas seja

Deixe que eu te sinta
Que apenas eu te veja


Diva L. e Cristovam Melo, a quatro mãos.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Pós Natal

Pensem  numa saudade imensa. Pensaram? Pois bem, elevem ao cubo. Isso mesmo,  é o tamanho da saudade que estou de trocar idéias com vocês, mas enfim, minha ausência foi por uma causa justa: As comemorações do Natal. Agradeço a todos que por aqui passaram, as mensagens enviadas, os posts comentados. Esse compartilhar é o que faz a diferença e muito nos enriquecem.  

Sintam-se abraçados todos que acreditam e compartilham do nascimento do Cristo e, os que  não acreditam, mas respeitam, sintam-se abraçados também, pois o respeito às diferenças é a base da convivência. Liberdade de expressão e responsabilidade se complementam, uma vez que respeito gera respeito.  Independente das religiões e crenças, duvidem dos que zombam da fé alheia.

Espero que o Natal de todos tenha sido tão maravilhoso quanto o meu,  pois vivenciei momentos únicos que se eternizaram. Muitos foram os abraços, felicitações e presentes. Oops, o Audi não chegou, mas recebi verdadeiras preciosidades. A amizade compartilhada, não tem como avaliar

Como se não bastasse a alegria da família e dos amigos reunidos, ainda recebi a visita ilustre do meu amigo poetinha, Cristovam Melo. Aproveito o espaço para agradecer ao Cris a enorme surpresa. Lamento não ter subido e descido as ladeiras de Olinda como prometi, mas valeu o imensoooooooo tour pelo Recife.  Fico devendo, visse?!

Ah, um obrigada mais do que especial ao poeta Du Macário. Olhem o presente maravilhoso enviado por este cearense arretado: O livro Solidão devidamente autografado, dedicado, rotulado, carimbado e avaliado. Chic d+.  Obrigada Du, já iniciei a leitura e em breve compartilho aqui no blog.

No mais, recomendo a todos que acreditam que é possível fazem amigos virtuais e que já encontraram inúmeros na net, que saltem da telinha e passem momentos reais, compartilhem, toquem, olhem  nos olhos, retribuam os sorrisos, abracem, troquem figurinhas ao vivo e em cores. Eu, particularmente, adorei a experiência e espero repetir a dose em breve.

 
Sequências antológicas:
Na primeira, Cris extasiado diante da placa  da Rua do Sol, a mesma do poema "Evocação do Recife" de Manuel Bandeira, às margens do Capibaribe.



"(...) Rua da União...
Como eram lindos os nomes das ruas da minha infância Rua do Sol (Tenho medo que hoje se chame do Dr. Fulano de Tal)"
 














E o que dizer da expressão ao chegar ao Espaço Pasárgada? Lá o Bandeira viveu parte da sua infância. Logo ali, na Rua da União.

O  discípulo e o mestre









Diva L.






Em tempo: Foi no sobrado nº 263 da Rua da União, hoje Espaço Pasárgada, onde o poeta Manuel Bandeira viveu parte da sua infância, dos seis aos dez anos. O casarão em estilo neoclássico, de propriedade do avô de Bandeira, inspirou vários de seus poemas. Em um deles, “Evocação do Recife”, Bandeira retrata a cidade a partir da ótica de uma criança que começa a descobrir o mundo que existia…

Fonte: Fundarpe

sexta-feira, 1 de abril de 2011

SMS: Calor, Versos e Beijo na Boca...Sexta-feira!!!


Tempo sempre bom na Veneza Brasileira
Céu azul com promessas de uma noite maravilhosa
Temperatura quente como esse coração pernambucano

Sexta-feira chegou com grandes possibilidades
à noite, comemoração com os amigos
Abraços apertados, saudades amenizadas.

Vamos caminhando e cantando
sempre desejando e esperando o melhor
E, sem esquecer, de fazer acontecer!

Façamos então uma sexta inesquecível
seja regada a vinho ou suco de graviola
Com beijos apaixonados ou abraços fraternos
O importante é ser, estar e fazer feliz.

[Diva L.]

Salve, salve, minhas flores!!!
Daqui, da amada Fortaleza, esse
poetinha desvairado, sem muitas rimas...
vem lhes desejar aquele bom dia mais
que especial...

Muita saúde nesta sexta-feira (dia de farra, negada!!!)
Espero que curtam muuuuuuuuuuuito!!!
Muito beijo na boca, aquele cineminha providencial,
visitar um amigo, tomar o sorvetinho na esquina...
ou caminhar na beira praia (Por favor, este é meu.
nada de imitação ou inveja, tá? rs!)

[Cristovam Melo]

segunda-feira, 28 de março de 2011

SMS: Bom dia, sempre!!!


Bom
            dia
            cheio
            de
                     saudades
                 cheio
                 de
nostalgia
                              Gullar)
              sem a pretensão
de ser o poeta
mas pra ter o gozo
                           mínimo
de o imitar.

Não para aplacar
    simplesmente
    a cor púrpura
    que jorra          
                             longe...
                             longe...
a língua pálida
              da minha poesia
mas, para fazer brotar
no chão seco e duro dos nossos corações
                         [a flor amarela da alegria.

Beijos,

Cristovam Melo

sexta-feira, 11 de março de 2011

SMS: Mais Saudade!



Hoje, o dia seja pra frente
                      para  cima.
                      De repente,
                      com  rima
sobre as coisas boas da vida!

Que os nossos pés não saiam
da dureza desse chão,
mas nossas almas voar, voar
                          [voar, voar...
até que chegue onde possa
     [tocar as nuvens paixão...

Bom dia, flores (Ou sabiás?)

Beijos. [Cristovam Melo]


Meu dia começou com cheiro de saudade
pensamento de saudade
melancolia da saudade
Sem certezas
Sem razões
Só saudades

E assim começa mais um dia
Cheio de trabalho
Repleto de decisões
Com muitas reclamações
Envolvido na saudade

Calça nova, sapato novo
maquiagem em dia
Coisa de mulher
vivendo a saudade
(ai meu cartão de crédito)

Razão e emoção
brigam em minha mente
Falta de mim
Ele não sente

Um misto de doida e inocente
Cá estou eu
Enganando a mim mesma
a dizer
Talvez um simples almoço
Que mal pode haver?


A briga continua
Ao longo do dia
Veremos quem vai vencer...


Enquanto isso
Tenho pena de vocês
Que terão que entender
Essa minha saudade sem sentido
e o comportamento infantil

Á vocês, todo meu bem querer
Nesse novo dia
e que para vocês
ele não tenha saudades
só alegria


Beijosss [Pati]



Flor desfolhada em saudades, pensamentos incertos
                        [e desassossego do amor que passou,
não estamos aqui somente para celebrarmos dias de alegria.
Estamos, todavia, com o propósito de compartilhar vidas.
Vida é coisa muito grande. E nós estamos dentro dela com
                        [o mesmo peso e o mesmo brilho.
A tua dor é nossa. O nosso amor é teu!
Que o sol da esperança invada as janelas da tua alma, flor!

Beijos desse aprendiz. [Cristovam Melo


SMS, Quinta-feira, 03/02/11

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SMS: Música do dia (de ontem)

 "Lali, acabei de ouvir uma música que combina bem com o clima pirado de hoje: (Especialmente pra ti! rs!)."
Cristovam Melo


O Retorno do Maia Intergalático (Lulu Santos)

Navegam em naves movidas à pura vontade
E têm poderes realmente impressionantes
Não necessitam dar demonstrações disso
E nesse momento não seria interessante
Querem saber se a raça humana
Sabe dar o passo para evoluir
Ou se é pré-programada pra se destruir
Nossa sobrevivência deles depende nesse instante
De alguma escolha cósmica que talvez venham a fazer
Entre este e outro planeta habitado mais distante
Por motivos que nunca conheceremos
Querem saber se a raça humana
Sabe dar o passo para evoluir
Ou se é pré-programada pra se destruir
O retorno do maia intergalático
Detonando de vez
O império de Cortez
O retorno do maia intergalático
Deletando de vez
Os arquivos de Pizarro e Cortez
Algumas pessoas nos tomam por anjos
E pensam que zelam por sua boa vontade
O que é uma forma de covardia
E de fugir a própria responsabilidade



Caramba, não conhecia! Mas que poxa, como nunca ouvi essa pérola?  Ameiiiiiiiii, Cris querido! Obrigada!  
Não sei porque as pessoas me dão músicas piradas... 
Diva L.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SMS: Frase do dia


"Imaginem vocês o tamanho da tragédia que é um poeta desvairado estar apaixonado? rs! Nem queiram saber..."

Cristovam Melo

domingo, 6 de fevereiro de 2011

SMS: Flor Saudade

Flor desfolhada em saudades, pensamentos incertos
                        [e desassossego do amor que passou,
Não estamos aqui somente para celebrarmos dias de alegria.
Estamos, todavia, com o propósito de compartilhar vidas.
Vida é coisa muito grande. 
E nós estamos dentro dela com
                     [o mesmo peso e o mesmo brilho.
A tua dor é nossa. O nosso amor é teu!
Que o sol da esperança adentre as janelas da tua alma, flor!

Beijos desse aprendiz. [Cristovam Melo]

Poeminha dedicado a poetisa Pati. 

SMS: Poemas, Flores, Pássaros e Sotaques


As flores que de longe todos os dias eu cultivava,
além de florir e cheirar todo meu jardim, sabiam cantar.
Eu não sabia, e nem tão pouco poderia imaginar...
(Quem diria?)
As flores não eram somente flores, meu Deus:
As flores eram, por ventura, também, sabiás!
Ah!, que vozes lindas tem minhas flores-saibás!

Beijo de boa tarde.
[
Cristovam Melo]

P.S.: Lali e Pati, poderíam formar uma dupla sertaneja, viu?
Com essas vozes lindas e esse sotaque, seria sucesso total!

Mas toda sabiá que sabiamente
sabe cantar, tem ao lado um canário
vindo das terras de lá
Onde o sotaque é doce e gostoso escutar

Aos poucos o canário soube as sabiás cativar
De pequenas sementes, as flores viu brotar
Os ritmos são diferentes, mas melodicamente sabem falar, cantar...encantar

E assim, dourados pelo sol de lá e cá
As sabiás e o canário vivem a trocar
cantos e experiências vividas
enriquecendo a vida e aprendendo a amar.

Ao mais lindo e poético Canário do Ceará!!!
Cristovam Melo, meu amigo e parceiro
que aprendi a amar.
[Diva L.]




Poeminhas inspirados e dedicados aos 3 seres aloucados do Salto15, seus sotaques melodiosos e suas cidades filhas do sol: Pati (Salvador), Diva L. (Recife) e Cristovam Melo (Fortaleza). SMS - 02/02/11

sábado, 5 de fevereiro de 2011

SMS: Rápido, rápido, rápido!!!

Respondam rápido sem pensar
uma fruta que gostaríam de degustar?

E uma cor?
Qual a cor que rima com o seu olhar?

Um beijo?
Qual o sabor que toma os seus sentidos
ao recordar?

Uma música?
Aquela que te faz sonhar!

Vamos, respondam sem pensar
Onde gostaríam de estar?

Fruta: Abacate
Cor: Verde, antes era azul. rs!
Beijo – o sabor: Beijo molhado, gosto de mar...
Música – para sonhar:  “De volta ao começo” (Gonzaguinha)
Lugar: Agora, à beira do mar, indiferente o lugar...[Cristovam Melo]


O poeta não entendeu
mas agora vou mostrar
as pedras do caminho
e, quando juntar,
verá como é lindo
rimar sem parar


Fruta tem que ser madura
em qualquer estação
banana, morango, abacaxi
ou melão


Não importa a cor mas
adoro o vermelhar
pode ser por vergonha
ou por puro amar


Amor só quero intenso
e a melodia tem que encantar
Adoro ouvir o Roberto
Detalhes me faz suspirar,


Sonhar acordada e desejar
lábios doces e ternos
em beijos molhados
que fazem o coração palpitar,
as pernas tremerem e a alma flutuar


Viajar por mares e o continente atravessar
rumo a um lugar eterno
e com o meu amado sonhar [Diva L.]



Morango sempre a desejar 
na cor vermelha me deleitar
Para no doce beijo sentir seu paladar
e simplesmente me inebria
Ouvindo Altemar fico a pensar
De que vale brigar e o amor maltratar
Só gostaria de contigo estar
em um cantinho que ninguém pudesse incomodar [Pati]


- Uma fruta que gostariam de degustar?

Abacaxi (geladinho)
- E uma cor?

Verde

- Qual a cor que rima com o seu olhar?

Verde(uma esperança  fdm)
- Um beijo?

Longo e carinhoso com uma pitada de  ousadia

- Qual o sabor que toma os seus sentidos
ao recordar?

Brigadeiro

- Uma música?
Aquela que te faz sonhar!

Careless Whispers

- Vamos, respondam sem pensar, onde gostariam de estar?

Vendo o por do sol no Arpoador


Arpoador  em meu sonho sonhando viajo mergulho das pedras e como uma sereia água e correnteza enfrentam,

Suas belas e fortes ondas me levam ao fundo e nele sua imagem refletida transforma-se em meio homem, meio peixe

Navegaremos assim em busca da felicidade. [Andréa]
 
Pirei ++++ ainda... rs


SMS - 02/02/2011  

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SMS: Jabuticabas, desejos e desvairados seres telúricos

Unhas de jabuticaba
Os lábios pintei de café
Trago no corpo o aroma
                                  da vida
E na pele o gosto de
                                  um cafuné

Na cabeça repleta de sonhos
E na alma ansiedade por viver
Nos olhos o brilho da esperança
Pelos novos momentos que vejo nascer

Quão bom é sentir-se vivo
E caminhar sobre os próprios pés
sentir o vento que nos desalinha
e a alegria da liberdade amplia
quando o sol ilumina e nos diz: Bom dia!!!

Pra vocês o meu melhor bom dia!!! [Diva L.]


 
Tantas cores,
            tons, semitons,
                         [sons,
vê meus olhos de poeta
pela frialdade desta tela,
– nessa manhã ensolarada –
trazidos de longe,
       muito longe...

na sintonia entre nós – seres
essencialmente telúricos...
Tudo, parece ser igual, mas não é.
Hoje, cabe o nosso cuidado de ser,
                                           fazer
                                 e acontecer
a vida plena:
Na boca, um riso, uma palavra amena.
No peito e nas mãos, a nobreza...
e, no olhar, a paz...
                 sem qualquer mistificação...
O meu bom dia a todos!!! [Cristovam Melo]


Meu bom dia ofereço
Junto com minha alma e apreço
também muitos desejos
De um dia sem preço

Sem preço para alma
para o amor
para a alegria
para o bem querer

Sorrisos nos rostos
Vontade de viver
É só o que desejo
para todos vocês

Amor sem medida
carinhos infinitos
É tudo que esse bando
de doidos desvairados
vive a ansiar

Enquanto a vida traz
apenas os desencontros
vamos rindo e enxugando nossos prantos
enquanto poetamos

Com vocês voltei a pensar
que sou capaz de poetar
transformando em palavras
todo o meu pensar.

Viva esse bando
de doidos desvairados
que eu passei tanto a amar.

Viva vocês!
Meu bom dia para vocês! [Pati]



SMS 02/02/2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

SMS: Óculos, reuniões e palavras não ditas!!!

Hoje o dia amanheceu nublado
Céu cinzento,
Sol sem luz,
Alma sem cor...
Quando já estava desistindo,
Eis que tropecei
E os óculos caíram...

Conclusão:
Tirem os óculos escuros!!!
O Sol sempre ilumina,
mesmo quando não o vemos!!! 
                                               [Diva L.]

Começar o dia em reunião?
                    Que absurdo!
Quisera um céu cinzento...
Os óculos no chão...

Enquanto o sol no céu brilha
Pra uns e se esconde pra outros,
Seguirei, hoje, com minha bela
                              [quadrilha
Cantando o que seja essencial:
                                      Paz
                                   Saúde
                             Harmonia
                                     Vida
e porque não reunião?
Óculos escuros caídos no chão?

Um dia cheio de paz e cores
A todas vocês, minhas flores!!! 
                                        [Cristovam Melo]

Dormi sem inspiração
Acordei sem reencontrá-la
Culpa do amor não vivido
Do vazio sentido
E das palavras não ditas
Cabeça, corpo e coração
Sentem o vazio da alma

Mas a vida continua
Óculos no chão
reuniões e compromissos
na roda viva me deixou levar
nada melhor que trabalhar
para aplacar o pensamento
de qualquer momento
que possa me lembrar
do colo, dos beijos, do cheiro
do querer bem, das conversas sem fim...

Já diz o sambista
Deixa a vida me levar
Deixa mesmo levar
para onde ela quiser
Desde que haja amor
e almas cheias de grandeza. 
                                           [Pati]
  

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SMS: Um dia básico

Que seja o dia básico,
mas que não seja raso:
que seja fundo nos mistérios do amor,
que seja livre do tédio e do dissabor;
Que seja intenso de tudo quanto seja
                                              [raro
Que seja imenso...
Que tenha cor...
Que seja claro... [Cristovam Melo]


Que seja como o beija-flor
Que seja rápido e intenso
Que transborde o puro amor...[Diva L.]
Que seja forte
Que seja eterno
Que aplaque a dor...[Pati]
Que traga a paz,
Que leve os medos.
E, no mais, aflore
             [desejos...[Cristovam Melo]
 

SMS: Sou Careta!!!


Se quiseres me chamar de careta que chame; Talvez eu seja mesmo. Até prefiro ser, sabia? Não consigo entender o que quer dizer essa modernidade desmedida.

Se diz moderno uma criatura que usa roupa esmolambada, pinta o rosto – seja homem ou mulher, beija outra criatura de mesmo aspecto, e ainda do mesmo sexo; 

Bem como um casal que se diz está numa relação, na qual não existe sequer uma definição clara: Não namoram, não são amigos, muito menos casados. Aliás, nem mesmo eles sabem definir o que seja. 

Cada um vive totalmente independente, se encontram casualmente pra matar a saudade (o desejo do sexo), se falam ao telefone, não cobram nada um do outro, e ainda não fazem qualquer previsão de futuro, de família, nada!

Da forma que vai, daqui há algum tempo, viveremos numa sociedade onde não haverá homem nem mulher, consequentemente, não haverá famílias. Palavras como respeito, carinho, consideração, afeto, serão apenas parte integrante no conceito de caretice.


Cristovam Melo, totalmente despido em nossas orgias matinais.

SMS: Orgias Poéticas Matinais

Há uma semana (mais ou menos, nunca tenho noção do tempo) após uma troca de e-mails com o poeta e parceiro Cris, cujo único objetivo era desejar "bom dia", surgiu algo inesperado: e-mails poeticamente rimados. Impossível ter um dia desastroso em meio a tanta poesia. E, mesmo que o dia não esteja tão colorido ou o chefe não tão amável, descobrimos que é possível manter o bom humor quando rimos das nossas próprias bobagens. Lembrando que bobagem não é mediocridade e, mesmo que seja, é possível tirar lições das nossas próprias limitações. Segundo Drummond: "As obras-primas devem ter sido geradas por acaso; a produção voluntária não vai além da mediocridade."


Sem que percebéssemos e sem grandes pretensões, eis que surge o SMS - Sarau Matinal Subversivo (Ai,  o proibido sempre me fascina). Em meio ao expediente, burlando as regras ou na pausa para o café, eis que saltam coloridas poesias  em nossas telas. Como o que é bom deve ser compartilhado, eis que a dupla Cris e Diva L. (me fez lembrar Batman e Robin, Dom Quixote e Sancho Pança, A corda e a caneca, Unha e cutícula..ih, parou!) se tornou um trio, isto é, formamos um triângulo de apaixonados por poesia, uma quadrilha subversiva de orgias-poéticas-matinais (definição do Cris).Com a chegada da Pati para compartilhar e divagar conosco, o resultado não poderia ser outro: manhãs poéticas a três.O Cris sempre muito surtado, já propôs ampliarmos o número de participantes, tipo a "A Corrente do Bem". Eu, particularmente, aprovo tudo que inove e me coloque em sintonia com outras pessoas. Bom, mas isso já é outro post.

Pra marcar este importantíssimo momento, abaixo os e-mails secretos que coloriram a nossa manhã.
Detalhe, cada poema é trocado em uma cor que caracteriza o autor. A escolha se deu sem inteção, mas ficou legal...rs


Aquele BOM DIA básico seja o meu desejo 
nessa manhã de segunda-feira (Dia da ressaca... preguiça... e tudo mais)
Mas, enfim... Bola pra frente, minhas flores!!!
No mais, estamos aí!!!

beijos,

Cristovam Melo
 _______________________________________

Bom dia básico?
Comigo não funciona!!!
BOM DIA tem que ser florido, colorido e animado
Ressaca já se foi, não a quero do meu lado
Se quiser um BOM DIA vai ter que falar rimado
Favor não rimar com dor
nem de stress comentar
Meu dia acordou lindo
Tô pronta pra batalhar

Viver é sempre bom
Não importa que dia for
Vamos juntos nesta segunda
Plantar e colher amor...amor e mais amorrrrrrrr!!!!!!!!

BOM DIAAAAAAAAAAAA, POETAS DO MEU COREEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!
Diva L.
 

________________________________________

Meu bom dia está básico.
Eu estou básica.
Flores na roupa, bijus douradas,
mas coração básico.

Começo a segunda sem pretensões.
Básica.
Sem esperanças
Básica.

Muito trabalho,
pouco dinheiro,
contas a pagar
e material escolar.

Básico.

Sem fortes emoções,
Sem grandes decepções
Simplesmente básica.

Será tão ruim assim ser básica?

Pati
________________________________________

Que seja o dia básico,
mas que não seja raso:
que seja fundo nos mistérios do amor,
que seja livre do tédio e do dissabor;
Que seja intenso de tudo quanto seja
                                              [raro
que seja imenso...
que tenha cor...
que seja claro...

Beijos...

Cristovam Melo
________________________________________

Ruim eu não diria
nem dá pra avaliar
Se o básico satisfaz
nem posso questionar

Mas procuro fugir
Não quero me contentar
A roupa pode ser básica
mas o coração tem que voar

Tenho contas pra pagar
e a grana nem comento
Mas a alma está leve
tal penugem ao vento

O tom da poetisa básico não está
Mesmo sendo direta pode-se notar
Que embora sem pretensões
Escreve  com o pensar

Assim tem que ser a vida
Básica não rima com infeliz
Viver a vida é o que o sábio
sempre com olhos postos nos diz

Diva L. 

Pausa pra traquinar...

Só pra quebrar a seriedade,
deixa eu contar
meu chefe tá surtado
já, já começa a se rasgar

Eu com cara de paisagem
nem quero me estressar
Pra endoidar falta pouco
acho que vou ajudar

Tô pensando em dar rebite
com coca-cola ou guaraná
Assim ele rasga dinheiro
E vai logo se internar...

Hehehe, sou muito mala, fala sério!! kkkkkkkkk

Diva L.
 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A casa da minha infância

 A casa em que eu me criei,
             desde menino,
             era  a  casa
             da minha avó:

Daquela casa

     [de outrora
em que eu corria
pelos corredores
e escoava sonhos
azuis pela minha
cabeça sonhadora
     [de criança,
     [não restou
quase nada, além
do cansaço
e da fadiga
     [estampados
   - nas rugas
     em relevo -
     no rosto sofrido
     da minha avó.

Longe daqueles tempos...

  - de vassouras, de
    panelas  areadas -
sem tantas exigências,
relembro com dor e com saudades
            [de rostos e gestos:
Dos olhos esverdeados de meu avô
aos gritos inclementes por ordem,
sempre vociferados, por minha avó,
das minhas tias e primas
todas reunidas a se reversarem
nos afazeres domésticos,
cada qual trazendo consigo
seus sonhos e seus amores (estes,
quase todos falhados...)

Lembro de nomes:


José e Maria. Antônio, Sônia

              [e a turma do ete:
                         Salete
                      Margarete
              "Tedete" e Gorete;
    Adaíta
    Ana, Carlos e Luciana.
    Lêda
   "Mêda" e "Didito".
sem nunca esquecer, todavia,
do Marlom
da tia "Corrinha"
do Moacir
da Marcela
da Brenda
da Catarina
                 [e da tia "Belinha".
cacilda! quase ia esquecendo da tia
                           [Ernilda.
São tantos que eu nem posso lembrar;
e talvez, por um descuido, esquecer.
(Claro que eu vou esquecer! Perdão!)

Que é, hoje, do menino franzino

que vivia, dia e noite, a sonhar
sentado à beira calçada da casa?
                  Que é da casa?
Ainda (sub)existem...
Com outras caras e outras formas.
Cristovam Melo

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Poema para Manuel Bandeira

Em verdade,
         o que morreu contigo, não sei...
                            De fato, não sei...
                            Não sinto...
Terá sido aquele menino que avistaste
                     (diante do teu espelho?
Terá sido teu quarto voltado para
                                   (o nascente?
                                       teu beco?
                                         Não sei...
Terá sido teu Recife? Tua rua? Teu avô?
a casa – impregnada de eternidade –
                                      (do teu avô?
Terá sido o sofrimento tísico de teus pulmões?
ou a tua vida solitária
e cheia de limitações?
                              Não sei...
                  De fato, não sei...
                           Não sinto...

O que sei e o que sinto é desse veneno
correndo quente em minh’alma, uivando
nos altos das minhas noites tão solitárias
                                       (e tão frias,
    de sortilégios...
    de encantamentos...

Foste tu, em toda tua vida, tão distante
de mim, ó alma monstruosa de escuridão
                                      (e rutilância
chamada (simplesmente) Manuel...

que eu, pobre alma esquecida no mundo, sou
felicíssimo de te ter em mim, pelo fruto
da esperança, a inspiração de um poema
                                 (despretensioso...
em tua homenagem, hoje, dia 13.

(Obrigado, Manuel, pela tua companhia...)


Cristovam Melo
Obrigada ao Cris pela homenagem a um dos maiores ícones da poesia pernambucana.



Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (Recife, 19 de abril de 1886 - Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968) foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro.

 


 Estátua de Manuel Bandeira às margens do Rio Capibaribe no Recife, Pernambuco.
A casa de número 732 da rua Ventura, atual Joaquim Nabuco, nas Graças, onde Manuel Bandeira nasceu,  também abrigou durante anos, o restaurante Mafuá do Malungo, nome dado em referência ao livro editado em Barcelona, 1948 (Editor João Cabral de Melo Neto). Tombado como Patrimônio Histórico, atualmente funciona o Centro de Atendimento ao Aluno, da Faculdade Maurício de Nassau.

 
 

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