Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

Mostrando postagens com marcador diva L.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diva L.. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de abril de 2015

Vitrola e Vinil

Revirando postagens que estão no rascunho do blog, me deparei com esta, escrita em junho de 2012. Acreditem, embora aparente passado, este post faz parte do meu presente. Há 30 dias mudei de cidade, estou longe da família e amigos. Uma experiência super nova, pois nunca fiquei distante tanto tempo, nem tão distante. Então, compartilho o texto e a música que hoje é a minha, digamos, cara. Boa leitura, direto do túnel do tempo...ou não!

PS: Trouxe os meus sapatos preferidos. :)

-------------------------------------------------------------------------

Sim, ainda temos uma vitrola aqui em casa e alguns vinis. Bem menos do que eu gostaria, mas temos. As relíquias que sobreviveram à inúmeros temporais, foram adquiridas pelo meu pai, e durante muito tempo foram preteridos, inclusive por mim, pois não entendia o real valor dos "bolachões".  Ainda restaram algumas raridades com chiadinhos e aranhões. Infelizmente, muitos se perderam, extraviaram com o tempo. 

Enfim, por que estou falando em vinil e vitrola? Simples, hoje fiz o meu ritual do desapego, lembram dele? Pois é! E adivinhem o que encontrei? Isso mesmo, um vinil fantástico do Sá e Guarabira. Não tenho certeza, mas acho que é da década de 90. Esse vinil é simplesmente inspirador. Por isso, resolvi compartilhar uma música com todos e espero que gostem tanto quanto eu.

Apreciem sem moderação!!!

O meu lar é onde estão os meus sapatos
Sá e Guarabira

Desde que me conheço
Desde que me conheço
Que sou assim
Mas não, não, não ria de mim,
Amigo de novidades sem ambição ou raiz
Mas isso não me faz infeliz
A gente tem que saber
Ser dono do seu destino
Partir se tem que parti
Ficar se tem que ficar
Meu lar é onde estão meus sapatos
Meu lar é onde estão meus sapatos
Um pouco em cada pedaço e lugar
Mas basta que você diga
Basta que você diga
Uma só palavra pra mim
Que sim, sim, sim.
E logo você vai ver
Que eu cheguei pra não mais sair
E vim, vim, vim.
A gente tem que saber
Ser dono do seu destino
Partir se tem que partir
Ficar se tem que ficar
Meu lar é onde estão meus sapatos
Meu lar é onde estão meus sapatos
Um pouco em cada pedaço e lugar

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O Poeta é um Fingidor














Tristeza, melancolia e dor
Assim como o Pessoa versou:
"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente(...)"

Pobre aprendiz sou eu
Que não mais me inspira a dor
Talvez tenha perdido o jeito
até de falar sobre o amor

Aos poetas que por aqui passam
Versando sem se preocupar
Se dores ou amores os inspiram
Escrevam e me façam chorar.

( Diva L.)

domingo, 11 de agosto de 2013

Vermelho


O salto é afiado e vermelho
Tão vermelho quanto o meu coração
Vermelho também já foram os meus olhos
Quando choravam de saudades do toque de tuas mãos

Meu sangue vermelho misturava-se ao teu
Quando sangravas ao morder tua língua
E ao ferir-te a alma desolada
Por sentir saudades dos teus beijos

Vermelhas eram as flores
Que enfeitavam teu caminho
Brilhantes como os raios de sol que iluminavam
Tua fronte sempre voltada para o norte

Hoje vermelhos são os meus lábios
Não mais sedentos de teus beijos e afagos
Quando em noite de lua 
A minh´alma fundia-se a tua


Vermelho é o vinho que te embriaga
A pimenta que te desperta a paixão, 
E o desejo que te consome 
Dilacera a mente e a alma, 
                                          que jamais alcançará novamente o meu coração


Elô Araújo


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Jóias

Sobre eles meu corpo seguro caminha
Sem amarras me leva para onde quero ir
Sempre conectado com os anseios do meu coração
Supera obstáculos e corre livre pela contra mão

Sabiamente me conduz
Sob eles, a terra de energia me alimenta
Se cansado o corpo reclama, 
Sem cerimônia se põem em alerta

Sem sapatos compartilham a força que emanam
Sobre pedras ou flores, nunca reclamam
Se por vezes as dores neles habitam
Sob chuva ou sol, altivos se refazem

Se os males deles se apoderam
Sangrando até, bravamente não desistem
Sim, mesmo não tão expostos 
São inspiradores os pés que me conduzem

Sustentam com altivez incomparável
Sinônimo de livre escolha
Sempre me levam para onde quero ir
Sim, meus pés
Simples jóias


Diva L.

"Muita produção pra pouca Broadway!"

Não, a frase não é minha. Sim, senti inveja de não tê-la pensado. Mas, enfim, achei o raciocínio super pertinente, sem falar que o sarcasmo, o toque de ironia e interpretação da exposição nas mídias sociais, para o caso ao qual se refere, ser extremamente inteligente. 

Ainda não captaram sobre o que estou falando? Sem problemas, explico com prazer.
A frase foi postada por um dos meus contatos no Facebook, e se referia a uma outra frase postada por uma amiga que "comunicava" ou "pensava alto" (Quem sabe?!), sobre o fim do uso de aparelho dentário, fato este programado para o dia seguinte. Daí o "muita produção pra pouca Broadway", sacaram?

Quando li o status e em seguida a explicação, confessque não segurei o risinho sarcástico e pensei: Pois é, quem manda se expor a este ponto? Pura maldade a minha!!! Bom, o acontecimento nos leva a pelo menos três linhas de raciocínio:
  • A primeira é que acredito que algumas pessoas ainda não se deram conta do alcance das redes sociais;
  • Segunda, até perceberam, mas se expõem porque querem viver seus minutos de fama, tipo um BBB fora da Globo;
  • Por último, e a que acho mais cruel é que, por que as pessoas utilizam as redes sociais para, de forma velada, agredirem os "amigos"?  Ou ainda, mensagens de auto-ajuda que em nada ajudam, apenas servem para alfinetar? Por que o ser humano teima em ser cada vez menos "humano"?
Se pararmos alguns minutos para observar comportamentos, frases, imagens e as estrondosas e zombeteiras risadas, é fácil constatar ques as pessoas estão cada vez mais solitárias e, por vezes - muitas vezes- mais tristes.

Voltando à frase, pensei em outras variáveis, tipo:
Muita purpurina pra pouca drag queen;
Muita orelha pra pouca feijoada;
Muito laquê pra pouco cabelo;
Muito chapéu pra pouco sol;
Muita onda pra pouco surfista;
Muita risada pra pouca piada;
Muita sombrinha pra pouca chuva.

Ih, melhor parar, né?!


Diva L.

domingo, 2 de dezembro de 2012

A Menina e as Estrelas

A menina olhando o céu
Noite após noite se põe a divagar
Deseja dentre todos os sonhos
Uma estrela poder tocar

Cintilando no infinito parecem no céu dançar
Para cada nova estrela um sorriso ecoa no ar
E os sonhos da menina tem pressa, pois o tempo
                                                                         não custa passar

Sem receios às estrelas sorridente aponta
Lendas e crendices não a impressionam
E o coração parece explodir
quando uma estrela cadente para ela se lança


Mas os anos passam e a menina cresce
Outros sonhos surgem a cada estrela que nasce
Como num pacto silencioso as estrelas se lançam ao mar
Na esperança que a menina não desista de com elas bailar

Nesse bailar elas se revezam todos os dias sem cansar
Umas nascem, outras perecem
ainda há estrelas
as mesmas que um dia a meiga menina
sonhou tocar


Diva L.

domingo, 18 de novembro de 2012

Para inspirar o dia...

... Um pouco de Drummond. 
Inspire-se!!!



sábado, 17 de novembro de 2012

Aos amigos leitores

Peço desculpas a todos pela ausência, principalmente aos que acompanham o blog diariamente.  Infelizmente, nos últimos dois meses passei por momentos difíceis que culminaram com o falecimento do meu pai. Por esta razão, mais uma vez peço desculpas aos leitores e amigos que sempre nos apoiam. Aos poucos retornarei para compartilhar com todos a beleza que é a poesia.

Um abraço a todos.

Elô Araújo

terça-feira, 6 de novembro de 2012

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Se você me ama...

Bom, para alguns hoje é apenas mais um feriadão, para outros, um dia especial para relembrar os que se foram. Não quero questionar a crença de uns ou "descrença" de alguns, pois temos escolhas. Quanto a mim, prefiro viver de acordo com o texto abaixo, que por sinal, peço desculpas aos que o conhecem, pois escrevi apenas o que recordo dele, a essência. Como já faz algum tempo que o li e não tenho cópias, compartilho o que tomei como base para muitas situações. Mesmo pequenino no tamanho, o conteúdo é imenso e, dependendo do contexto, pode ser um refrigério. Boa leitura.


Se você me ama, mostre-me!
Não espere até que eu morra,
para depois cinzelar
- sobre a tumba fria -
palavras quentes de amor.

Ame-me agora enquanto estou vivo,
enquanto posso reconhecer os seus
sentimentos de ternura e meiguice
que brotam de uma afeição genuína.

Se você encontra alguém 
com sede de água fresca,
tardará em levar? Irá devagar?
Por que negar-lhes o que
a natureza o fez desejar?

Se você pensa em mim com carinho,
por que não o manifesta?
Não sabe que me faria muito feliz?
Há corações sensíveis a sua volta,
carentes de amor e compreensão.

Eu não desejarei o seu amor
quando a erva crescer sobre o meu túmulo.
Não precisarei do seu carinho
no último lugar de repouso.

Por isso, se você me ama,
mesmo que seja pouco,
mostre-me agora, enquanto vivo
e eu o guardarei como um tesouro.


Autor desconhecido



Texto dedicado ao meu pai Evandro Araújo 
(Recife, 03 de setembro de 1928 - Recife, 27 de outubro de 2012). 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Jamais

Jamais perder o encanto,
Jamais perder o sorriso,
Jamais perder a esperança,
Jamais perder a fé,
Jamais perder a capacidade de sonhar.


Jamais me perder de mim... Jamais!!!

Diva L.

Que pena...

Quem dera que o meu desejo fosse o teu
E nossas almas se tornassem uma
Por um momento pensei que nos pertencíamos
que uma nova história seria contada
Mas a minha alma leve não conquistou a tua
Apenas a minha tola alma na tua mergulhou

Quem dera também fosse tua a louca paixão
E nossos corpos se consumissem
Em uma explosão tão insana
Que no mundo não houvesse espaço
para tantas e tantas loucuras

Que pena...
 

Diva L.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Poemeto para um desaparecido

"Escreve um poema pra mim..."
Disse você quase sussurrando.
Fechei os olhos e fui dormir
Amanhã o dia começa às 6h.


Diva L.

domingo, 30 de setembro de 2012

Ou não...


O que é a poesia senão o nosso dia-a-dia? Se colorida ou monocromática é o reflexo do que vivemos, sentimos, pensamos ou desejamos.  O que é o poeta senão um fingidor? Versejou o Pessoa. Finge ter, ser, saber, querer e, de forma simples,  consegue transcender  a magnitude do pensar. São muitos ou  nada são do todo, ou ainda, não são ninguém ao escrever sobre as agruras, venturas ou desventuras da vida. 

Não tenho a intenção de escrever bonito, já tive e acho que nem sei. Já me preocupei com rimas, que até bem pouco tempo odiava. Hoje as rimas soam até agradáveis, já não sinto rancor por elas. Sou mutante, mutável, errante, chega a ser desconcertante pensar quem sou. Apenas sou, sem definições ou intenções. Talvez nem uma rima eu seja...

Mas, o que é o poeta além de um ser despido de pretensões?
Ou quem sabe, um ser extremamente pretensioso e vaidoso? 

Um ser confuso que se desnuda sem pudores, das palavras é amigo e cúmplice. Quando estou triste recorro às mesmas que, em fração de segundos, aliviam minh´alma. 

Por que escrevi sobre os poetas? Não sei! Quem saberá explicar o que se passa na mente humana? Apenas escrevi...

Apenas escrevo... Assim é a vida.
Assim sou eu!



Diva L.

sábado, 22 de setembro de 2012

Aos seres apaixonados

Venham dos quatro cantos
seres apaixonados
Abram suas mentes
e dilacerem suas almas

Desfaçam os conceitos, preconceitos
fórmulas e métricas
Explodam em versos
inundem os áridos corações

Morram e renasçam
Façam poesia como quem faz amor
Esqueçam os pudores
e nos lábios amados
despejem seus corpos,
                         [suores e salivas

Dominem o mundo e o façam suspirar
ainda é tempo de resgate
Ainda é possível acreditar
que a poesia como uma soberana dama
Faz do poeta um mero instrumento,
                        [ submisso às suas vontades

Despertem, tolos poetas!
Ainda há tempo...
Ainda temos tempo
Façamos o mundo suspirar!


Diva L.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Funk da Lama

Simplesmente IM-PA-GÁ-VEL!!!!
Isso mesmo, com todas as exclamações possíveis e imagináveis. Só pra variar, Zeca Baleiro chega, surpreende, bate na cara dos hipócritas e diz porque é um ícone da MPB. Sarcástico e bem humorado, canta o que todos sabem, mas que não têm coragem de dizer. Dessa vez, o alvo são as músicas coreografadas.   


“Eu sinto que brasileiro gosta de uma coreografia. Não queria ficar pra trás, por isso, fiz essa canção”, disse Zeca durante show no HSBC, em São Paulo.  





A inteligência ímpar do Zeca é realmente estimulante. Pausa para ouvir, pensar e dançar com o Baleiro. Apreciem sem moderação!



Detalhe: A coreografia é do próprio Zeca. Ele tira onda, né??!! Show!!!


Diva L.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Caminhando e cantando...sempre!!!

Quem me conhece sabe que esta frase é praticamente a minha filosofia de vida, minha marca registrada:"Caminhando e cantando". Bom, nem sempre cantando, mas sempre caminhando!
"Pra não dizer que não falei das flores", tornou-se um hino nos tempos da ditadura e dos grandes festivais. Como avaliar ou analisar a inspiração do poeta? Em um dos mais sombrios momentos do país, surgiu em meio ao caos a poesia revolucionária de Geraldo Pedroso de Araújo Dias Vandregísilo ou, simplesmente, Geraldo Vandré.

O post é em comemoração aos 77 anos de Vandré, completados no dia 12 de setembro.  O cantor e compositor, um ícone, uma lenda made in João Pessoa, na Paraíba, tornou-se famoso pelas suas músicas que exprimiam a oposição ao regime militar na década de 60, embora seja negado por ele em diversas entrevistas.

É impossível ouvir esta canção e não se emocionar, pois através da letra carregada de luta e de protestos silenciados pela ditadura, Geraldo conseguiu tocar a nossa alma e nos fazer sentir a dor de toda a nação.

Para homenageá-lo, selecionei 3 versões do clássico "Pra não dizer que não falei das flores", ela que tem uma mensagem universal e que transcende as barreiras do tempo.

Espero que gostem!
"Pra não dizer que não falei das flores" com Emicida, Charlie Brown Jr e, claro, Vandré.








Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...


Geraldo Vandré

sábado, 15 de setembro de 2012

Só um pensamento

Com o tempo, alguns amigos - bem poucos -  passam a ser extensão da nossa alma.

Diva L.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O Homem é um ser social

Homem, ser humano, animal bípede da ordem dos primatas pertencente à subespécie Homo Sapiens. Ser dotado de inteligência capaz de ultrapassar os limites, de povoar a terra, de criar,  inventar, descobrir.

Um ser pensante que por ser frágil não sabe viver isolado, precisa da interação com seus semelhantes afim de buscar o seu auto-conhecimento, capta e guarda informações e portanto atinge níveis de consciência, melhorando, assim, o convívio social.
O homem é um ser social porque ainda não aprendeu a viver sozinho, somos sociais não apenas porque dependemos de outros para viver, mas porque os outros influenciam na maneira como convivemos conosco mesmos e com aquilo que fazemos.

Eugênio Mussak
Tomando café
  
Jantando no restaurante favorito
Visitando um museu

Numa lanchonete


Relaxando na praia


Em um encontro – Namorados


Dando uma volta pela cidade

 Reconhecemos o valor da tecnologia, mas quando não sabemos fazer bom uso, o isolamento social é gritante.  Precisamos interagir com as pessoas, afinal somos seres humanos e não máquinas.

Nota: Bom,  as imagens são parte de um e-mail enviado por minha amiga psicóloga, Ilma Melo. Não foi mera coincidência. Infelizmente me identifico em várias situações. Não me considero vítima da tecnologia, nem vilã. No entanto, é sempre bom atentar aos sinais e jamais trocar o olho no olho, o toque e os sentimentos, por qualquer outra tela, seja do PC ou do celular. O espelho da alma jamais mente. Incrível como nos habituamos  e nos deixamos levar pela urgência. Tudo passou a ser urgente e o excesso de tecnologia nos dá a sensação de que estamos tão rápidos que jamais ficaremos no meio do caminho, mas na verdade, urgente mesmo é viver.... sem pressa.

Obrigada, doutora Ilma.

Elô Araújo



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Todo mundo tá feliz!!! Nem tanto...

Sim, não é impressão, eu já falei sobre esse assunto. A recorrente "tirania" da felicidade é uma pauta constante entre amigos, filósofos e programas de auditório. Mas por que estou falando novamente sobre o assunto? Bom, recebi uma  ligação de uma amiga que assistiu um dos  últimos programas de Pedro Bial e, acreditem, lembrou de mim (Arghhhh!!!).  O fato é que não sou tão "eloquente" e "simpática" quanto ele (nem tenho tamanha pretensão), mas nós já tínhamos falado sobre o assunto inúmeras vezes aqui no blog, isto é, a explícita e escancarada necessidade de pessoas se mostrarem infinitamente mais felizes do que realmente são e estão.

Com a febre das redes sociais, parece que essa necessidade agigantou-se. Oops, não estou dizendo que devamos nos mostrar infelizes, vencidos, cansados e neuróticos, nada com exagero. Isso mesmo, exagero por si já cansa. Nada é tão colorido, nem tão tenebroso. Tudo tem uma medida, um meio termo. Optar por estar nas redes sociais é, logicamente, escolher compartilhar. Participar e trocar ideias, conhecimentos, bobagens, não implica que eu grite incansavelmente que estou felicíssima, coloridamente entusiasmada e com total ausência de problemas.

No entanto, é importante atentar para dois fatos que percebo em minhas observações diárias. Para alguns, as redes são redomas e lá dentro apenas os amigos ( inimigos ocultos ou declarados) e qualquer coisa que diga, não ultrapassará as fronteiras que eu visualizo. Para outros, é um verdadeiro reality show, tão em moda. Com isso, alguns se expõem (da pior maneira), e não se dão conta da imensa queimada de filme, sem falar que é algo tão forçado que torna-se desagradável.

No mais, estou na rede mas não fui "fisgada" por ela. Aliás, até fiquei por um tempo totalmente imersa na grande teia virtual, uma experiência inesquecível repleta de experiências, mas os pés voltaram para o chão que, diga-se de passagem, é o melhor lugar para estar. É sempre bom pensar... Pensem  nisso!


Diva L.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | JCpenney Printable Coupons