SONETO LXXSe te censuram, não é teu defeito,
Porque a injúria os mais belos pretende;
Da graça o ornamento é vão, suspeito,
Enquanto fores bom, a injúria prova
Que tens valor, que o tempo te venera,
Pois o Verme na flor gozo renova, E em ti irrompe a mais pura primavera.
Da infância os maus tempos pular soubeste,
Mas não penses achar vantagem neste Fado, que a inveja alarga, é incessante.
Se a ti nada demanda de suspeita, És reino a que o coração se sujeita.
(William Shakespeare)
fonte: www.pensador.info/poemas/
10:10
Kakau


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