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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Neruda...

Soneto XVII

No te amo como se fueras rosa de sal, topacio
O flecha de claveles que propagan el fuego:
Te amo como se aman ciertas cosas oscuras,
Secretamente, entre la sombra y el alma.

Te amo como la planta que no florece y lleva
Dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,
Y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo
El apretado aroma que ascendió de la tierra.

Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,
Te amo directamente sin problemas ni orgullo:
Así te amo porque no sé amar de otra manera,

Sino así de este modo en que no soy ni eres,
Tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,
Tan cerca que se cierran tu ojos con mi sueño.

Pablo Neruda - Cien Sonetos de Amor

2 Devaneios:

Eduardo Macário disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eduardo Macário disse...

Lali, belíssimo texto!
Se me permite, coloco aqui também uma tradução livre de du Macário[ adorei este nome!!!] Beijos

[Soneto XVII]

Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
Ou flecha de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, escondida, a luz daquelas flores.
E graças a teu amor, vive oculto em meu corpo
O apertado aroma que ascende da terra.
.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
.
Senão assim deste modo em que não sou nem és
Tão perto que a tua mão sobre meu peito é minha
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

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