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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Escolhas

Eu escolho ser poema de frases feitas de silêncio

E costuro pensamentos

Todos os que chegam com a brisa,

são levados com o vento.

:: ;: :: 

Eu, sim, escolho ser canção

Daquelas que acalentam a alma

e, em uma rima pobre

transborda o coração.

:: :: :: 

Eu escolho ser semente

Semente que brota em terra seca

E que muda a árida paisagem.

:: :: :: 

Escolho ser um sussurro ensurdecedor,

que em silêncio escreve frases trazidas pelo vento 

e escrevem canções que, mesmo advindas de uma rima pobre,

transbordam e acalentam o coração.


Elô Araújo

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Lua, a minh´Alma e a Tua

Ah, essa lua!
Se esconde ao te ver, mas reaparece 
sempre para me lembrar que teus
olhos estão sempre comigo.

Ah, essa lua!
Não sabe ela que não só os 
meus olhos são teus
Contigo estão os meus pensamentos,
Minhas vontades, 
Meu ser,
Meu querer.

Deixe-me ser a tua luz, 
Te guiarei sempre nas noites escuras
Nas noites sem brilho,
Nas noites de frio

Te conduzirei por caminhos desconhecidos
Te elevarei aos montes mais altos
Te conduzirei aos mares mais bravios
Sombras não te assustarão

Te guiarei ao ápice da paixão
A luz dos teus olhos será o meu farol
e o reluzir do nosso amor o meu norte

Seremos um 
Intensos,
Sedentos,
Completos

E nos momentos mais quietos, 
quando pensares que estás só...
Estarei ao teu lado, quieto, calado, 
apenas velando o teu sono
Como se teu protetor fosse,
Teu anjo da guarda
Como se só existisse você

Então, quando abraçados observamos o mar e a lua
Lembre-se sempre que meu amor é o horizonte...
Unindo no infinito o meu amor e o teu

Unindo no infinito a minha alma na tua.


A oito maõs em um Sarau improvisado e inspirado. Pati, Diva L., Lexotan e Dú Macário.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Entre o ser e as coisas

Onda e amor, onde amor, ando indagando
ao largo vento e à rocha imperativa,
e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva.

Às almas, não, as almas vão pairando,

e, esquecendo a lição que já se esquiva,
tornam amor humor, e vago e brando
o que é de natureza corrosiva.

N´água e na pedra amor deixa gravados

seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas e mais nuas.

E nem os elementos encantados

sabem do amor que os punge e que é, pungindo,
uma fogueira a arder no dia findo.


1951 - CLARO ENIGMA
Carlos Drummond de Andrade

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