Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Escolhas

Eu escolho ser poema de frases feitas de silêncio

E costuro pensamentos

Todos os que chegam com a brisa,

são levados com o vento.

:: ;: :: 

Eu, sim, escolho ser canção

Daquelas que acalentam a alma

e, em uma rima pobre

transborda o coração.

:: :: :: 

Eu escolho ser semente

Semente que brota em terra seca

E que muda a árida paisagem.

:: :: :: 

Escolho ser um sussurro ensurdecedor,

que em silêncio escreve frases trazidas pelo vento 

e escrevem canções que, mesmo advindas de uma rima pobre,

transbordam e acalentam o coração.


Elô Araújo

domingo, 9 de março de 2014

"Lepo, Lepo": Um som inspirador...SQN

Sim é verdade! A mais pura e genuína verdade. Para os que acompanham o blog (Se é que ainda alguém acompanha), tendo em vista que já faz um tempinho que não posto nada novo ou interessante, já deu para perceber que a minha inspiração anda abaixo da camada pré-sal.  Para onde foi a minha fome de poesia? Acredito que deveria estar perdida ou parada em algum engarrafamento, na correria diária ou nos busões sempre lotados.

No entanto, esta simples mortal, teoricamente, deu uma pausa neste feriadão de carnaval. Ficaram felizes, não é? Eu também, não imaginam o quanto, pois só de pensar em enfrentar os foliões e  romper as barreiras para chegar até a empresa, estava me causando pânico. Por esta razão, decidi aproveitar a folga para trabalhar em casa. Isso mesmo! Passei (ou pelo menos tentei) trabalhar home office. Chic, não? Não! Não mesmo, mas era o que eu tinha para os dias de momo.


INSPIRAÇÃO - Mas como a inspiração tem vontade própria, mesmo sem pretensão, eis que ela ressurgiu. Querem saber como? Não precisam responder, eu conto. Ao som do clássico "Lepo, lepo". Calma, sem tanto frisson, eu explico. Estava trabalhando em alguns relatórios, quando o meu vizinho (quem tem vizinho me entende), meu vi-zi-nho, me apresentou a música que tocou durante os 4 dias de folia. Independente do horário, lá estava o "Lepo, lepo". O incansável e estridente som me acompanhou por intermináveis horas e de tão ousado, invadiu até os meus sonhos, acreditam?!. Mas se isso foi ruim? Não, não foi! Foi maravilhoso ouvir a "melodia", a letra, uma composição digna de Grammy Latino, quicá do Troféu Imprensa (Aquele do Silvio Santos). Sim, estou com as sobrancelhas arqueadas, com um sorriso irônico e balançando a cabeça, fazer o que? É impossível disfarçar.

Pois é, a cada novo anúncio do "Lepo, lepo", o meu sentimento de impotência diante da mediocridade me esbofeteava, e com isso pensei (sim, eu ainda conseguia pensar), a culpa é minha e de todos os que não encontram em suas agendas concorridas alguns minutos para combater a mediocridade.  Não paramos para presentear os nossos  amigos, parentes ou ainda compartilhar em nossa rede o que há de sublime em nossa música, literatura, história. Imaginem como pode no berço dos poetas, na Veneza Brasileira, reduto de tantos e tantos intelectuais, compactuar com tanta mediocridade. Como pode na TERRA DO FREVO (com letras garrafais mesmo), ver pais incentivando seus pequenos filhos a se remexerem ao som dessa abominação "musical", e permanecermos inertes? A cada dia surgem mais e mais expressões advindas de cérebros vazios, almas vazias e me-dio-cres.

Tá, tudo bem! Nem sei quantas vezes repeti a palavra "mediocridade".  Sei que repetir palavras não faz parte de uma boa redação, mas desta vez foi de propósito para que assim eu jamais esqueça da necessidade de alimentar a minha alma com o que vale a pena e jamais, em tempo algum, emudecer diante de mais poderosa forma de dominação: A ignorância e, por consequência, a MEDIOCRIDADE!

Psiu, o texto ainda não terminou. Isso mesmo, vocês acham que o meu carnaval foi apenas "L... "- Ops!  não vou nem repetir porque isso gruda no cérebro feito chiclete - mas não foi não! Diante do famigerado som, procurei socorro nos meus arquivos cerebrais e recordei da frase de uma música que ouvi no busão: "Sei que você é o meus sol". Com isso, corri no Google e encontrei a composição do Vanguart, banda que já curto há algum tempo - e olha que eu nem sabia que era tema de Lili e Willian  -  e como não poderia deixar de ser, meu Carnaval foi salvo pelo Sol...Pelo meu Sol. Se seremos felizes para sempre? Ah, tenho certeza que sim.



Meu Sol
Vanguart

Minh'alma sabe que viver é se entregar
Sabendo que ninguém pode julgar
Se teve que olhar pra trás ou não
Talvez se a vida me trouxer o que eu pedi
Te encontro e faço tudo que quiser
Te dizendo: "o sol renasce amanhã. "
A vida é tão mais vida de manhã
Quando eu vejo você, é
Saiba você é meu sol

Ela tem entrelinhas fáceis de rimar
Me encosta o colo e fica onde quiser
E me molha como um rio que lava o chão
Só pra você eu tenho os olhos e meu coração
Espero o teu sorriso e as tuas mãos
Não esquece, o sol renasce amanhã
A vida enfim vivida de manhã, quando eu tenho você é
Sempre você é meu sol
Meu sol
Saiba você é
Meu sol
Sempre você, meu sol

Eu já me preparei demais e declaro
Agora é a hora, o amor profundo
O amor que salva
Vem depressa, não demora
Meu sol
Saiba você é, meu sol
Sempre você, meu sol

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dois presentes para começar o ano...

Morena do norte,
Mulher de aporte,
Sensual em galope,
Brilha como o sol, na luz o teu corte,

Impressionas com o gingado,
Ao poeta faz-lo maravilhado
Em tua beleza e essencia  mergulhado,
E na sombra da noite ter você ao lado,

Morena que incendeia a paixão,
És como mel para o coração,
Exausto sem vós, morreu a solidão,
Feliz esta o leão,
Por ter libertado essas linhas da prisão.

O dia está se fechando,
E estou te procurando,
Tua face, em mente contemplando,
No meu calor, em ti me refrescando,

No sorriso dessa mulata,
Encontro o descanso que falta,
E assim esse poema fala,
Da mulata tão cheia de graça,

O sol já se vai,
Contigo meu ego cai,
O coração se abstrai,
E fico a contemplar, ela, que atrai.

Aaaronnn - Recanto das Letras


Agradeço ao Aaaronnn - O Leão - por tão belos versos. Sinto-me lisonjeada e agradecida por tamanha receptividade com a qual  fui (e estou sendo) recebida neste reduto 
de grandes e inspirados poetas.

Elô Araújo

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz Sonho Novo...De novo!!!


Fique esperto!
Se ligue nos sinais.
Você que desejou um ano feliz,
Fez até simpatias para conquistá-lo,
Pulou ondas, comeu romã,
Anotou todas as metas,
Comprometeu-se com  dívidas infindáveis,
Fez incontáveis promessas,
Fique esperto, eu repito!
Não espere que a felicidade chegue montada em um cavalo branco,
Badalando sinos ou tocando sirenes.
Que tolo seria se assim acreditasse.
Felicidade é joia rara, não a tome por momentos passageiros.
Definitivamente, não a vulgarize com baladas, beijos que logo se apagam ou
Affairs delivery...
Felicidade chega sem avisar.
É como nos dias quentes de verão,
Sabe quando uma brisa leve refresca e alivia os incômodos do calor?
A felicidade é sutil, em alguns casos, chega até ser tímida.
Como é bom percebê-la e sentir o seu toque suave.
Ela não precisa de grandes anúncios,
Pois se aloja onde encontra lugar.
Dê lugar à felicidade!
Faça-a companheira,
Não a ignore,
Não desdenhe.
Apenas sinta e seja feliz,
Muito feliz,
Imensamente... Feliz Sonho Novo!


Elô Araújo

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Jóias

Sobre eles meu corpo seguro caminha
Sem amarras me leva para onde quero ir
Sempre conectado com os anseios do meu coração
Supera obstáculos e corre livre pela contra mão

Sabiamente me conduz
Sob eles, a terra de energia me alimenta
Se cansado o corpo reclama, 
Sem cerimônia se põem em alerta

Sem sapatos compartilham a força que emanam
Sobre pedras ou flores, nunca reclamam
Se por vezes as dores neles habitam
Sob chuva ou sol, altivos se refazem

Se os males deles se apoderam
Sangrando até, bravamente não desistem
Sim, mesmo não tão expostos 
São inspiradores os pés que me conduzem

Sustentam com altivez incomparável
Sinônimo de livre escolha
Sempre me levam para onde quero ir
Sim, meus pés
Simples jóias


Diva L.

"Muita produção pra pouca Broadway!"

Não, a frase não é minha. Sim, senti inveja de não tê-la pensado. Mas, enfim, achei o raciocínio super pertinente, sem falar que o sarcasmo, o toque de ironia e interpretação da exposição nas mídias sociais, para o caso ao qual se refere, ser extremamente inteligente. 

Ainda não captaram sobre o que estou falando? Sem problemas, explico com prazer.
A frase foi postada por um dos meus contatos no Facebook, e se referia a uma outra frase postada por uma amiga que "comunicava" ou "pensava alto" (Quem sabe?!), sobre o fim do uso de aparelho dentário, fato este programado para o dia seguinte. Daí o "muita produção pra pouca Broadway", sacaram?

Quando li o status e em seguida a explicação, confessque não segurei o risinho sarcástico e pensei: Pois é, quem manda se expor a este ponto? Pura maldade a minha!!! Bom, o acontecimento nos leva a pelo menos três linhas de raciocínio:
  • A primeira é que acredito que algumas pessoas ainda não se deram conta do alcance das redes sociais;
  • Segunda, até perceberam, mas se expõem porque querem viver seus minutos de fama, tipo um BBB fora da Globo;
  • Por último, e a que acho mais cruel é que, por que as pessoas utilizam as redes sociais para, de forma velada, agredirem os "amigos"?  Ou ainda, mensagens de auto-ajuda que em nada ajudam, apenas servem para alfinetar? Por que o ser humano teima em ser cada vez menos "humano"?
Se pararmos alguns minutos para observar comportamentos, frases, imagens e as estrondosas e zombeteiras risadas, é fácil constatar ques as pessoas estão cada vez mais solitárias e, por vezes - muitas vezes- mais tristes.

Voltando à frase, pensei em outras variáveis, tipo:
Muita purpurina pra pouca drag queen;
Muita orelha pra pouca feijoada;
Muito laquê pra pouco cabelo;
Muito chapéu pra pouco sol;
Muita onda pra pouco surfista;
Muita risada pra pouca piada;
Muita sombrinha pra pouca chuva.

Ih, melhor parar, né?!


Diva L.

Para o dia de hoje

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.


Autor desconhecido

sábado, 15 de dezembro de 2012

Anos 80: Não esqueço jamais!


Se você dançou ao som do Kid Abelha, compartilha, curte, revive! Afinal, só sentimos saudades de coisas que nos fizeram bem.

"Eu quero você como eu queroooo!!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Rei do Baião - Homenagem

Gente, olha a homenagem do Google ao centenário do nascimento do nosso Gonzagão. Adorei!


domingo, 18 de novembro de 2012

Para inspirar o dia...

... Um pouco de Drummond. 
Inspire-se!!!



sábado, 17 de novembro de 2012

Aos amigos leitores

Peço desculpas a todos pela ausência, principalmente aos que acompanham o blog diariamente.  Infelizmente, nos últimos dois meses passei por momentos difíceis que culminaram com o falecimento do meu pai. Por esta razão, mais uma vez peço desculpas aos leitores e amigos que sempre nos apoiam. Aos poucos retornarei para compartilhar com todos a beleza que é a poesia.

Um abraço a todos.

Elô Araújo

terça-feira, 6 de novembro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Jamais

Jamais perder o encanto,
Jamais perder o sorriso,
Jamais perder a esperança,
Jamais perder a fé,
Jamais perder a capacidade de sonhar.


Jamais me perder de mim... Jamais!!!

Diva L.

Que pena...

Quem dera que o meu desejo fosse o teu
E nossas almas se tornassem uma
Por um momento pensei que nos pertencíamos
que uma nova história seria contada
Mas a minha alma leve não conquistou a tua
Apenas a minha tola alma na tua mergulhou

Quem dera também fosse tua a louca paixão
E nossos corpos se consumissem
Em uma explosão tão insana
Que no mundo não houvesse espaço
para tantas e tantas loucuras

Que pena...
 

Diva L.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Poemeto para um desaparecido

"Escreve um poema pra mim..."
Disse você quase sussurrando.
Fechei os olhos e fui dormir
Amanhã o dia começa às 6h.


Diva L.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Funk da Lama

Simplesmente IM-PA-GÁ-VEL!!!!
Isso mesmo, com todas as exclamações possíveis e imagináveis. Só pra variar, Zeca Baleiro chega, surpreende, bate na cara dos hipócritas e diz porque é um ícone da MPB. Sarcástico e bem humorado, canta o que todos sabem, mas que não têm coragem de dizer. Dessa vez, o alvo são as músicas coreografadas.   


“Eu sinto que brasileiro gosta de uma coreografia. Não queria ficar pra trás, por isso, fiz essa canção”, disse Zeca durante show no HSBC, em São Paulo.  





A inteligência ímpar do Zeca é realmente estimulante. Pausa para ouvir, pensar e dançar com o Baleiro. Apreciem sem moderação!



Detalhe: A coreografia é do próprio Zeca. Ele tira onda, né??!! Show!!!


Diva L.

sábado, 15 de setembro de 2012

Só um pensamento

Com o tempo, alguns amigos - bem poucos -  passam a ser extensão da nossa alma.

Diva L.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

vinte minutos, uma tarde

durou vinte minutos a condução que me levou
de olinda até recife.
fazia um sol de rachar.
nos encontramos na praça do diário.

durou uma tarde nossa caminhada
pelas margens do beberibe, do capibaribe;
pelas ruas da união, do sol e da aurora.

numa esquina clarice, noutra carlos pena filho,
noutra bandeira, – meu bandeira!
e tantas estátuas espalhadas por ruas e calçadas.

me levaste pela rua da união até pasárgada
e me envenenaste de uma luz tão funda
que até hoje não achei palavra para agradecer.

ruas, rios, pontes, estátuas, risos, histórias.
não deu tempo de conhecer a torre malakoff
e, curiosamente, o dia acabou no marco zero

vinte minutos, uma tarde:
saudade...

poeminha dedicado à eloíde araújo,
pela companhia, disposição (tarde adentro)
e, sobretudo, pela amizade tão preciosa
e tão rara...


cristovam melo
 
 
Cada vez que leio (repetidas e repetidas vezes), parece que volto à dezembro... Tomada pela nostalgia, penso como seria bom se todos os dias fossem como aquela tarde. Como seria fantástico se todas as pessoas que conhecemos na net ou fora dela, tivessem a mesma sensibilidade que o poeta Cristovam Melo.
Meu amigo querido, não imaginas o quanto fiquei feliz ao ler teus versos e constatar que, mesmo em meio a tantos e tantos desencontros, ainda é possível encontrar poesia (no mais amplo sentido da palavra) no coração humano.
A simplicidade da tarde de dezembro, faz brilhar a minha alma. 
Ah, e a foto? A imagem que pra muitos pode não fazer sentido, pra mim representa saudade.  O dia em que o poeta pisou o Marco Zero e se despediu deixando imensa saudade. Muito obrigada pelo carinho. 



Elô Araújo

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