Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Pós Natal

Pensem  numa saudade imensa. Pensaram? Pois bem, elevem ao cubo. Isso mesmo,  é o tamanho da saudade que estou de trocar idéias com vocês, mas enfim, minha ausência foi por uma causa justa: As comemorações do Natal. Agradeço a todos que por aqui passaram, as mensagens enviadas, os posts comentados. Esse compartilhar é o que faz a diferença e muito nos enriquecem.  

Sintam-se abraçados todos que acreditam e compartilham do nascimento do Cristo e, os que  não acreditam, mas respeitam, sintam-se abraçados também, pois o respeito às diferenças é a base da convivência. Liberdade de expressão e responsabilidade se complementam, uma vez que respeito gera respeito.  Independente das religiões e crenças, duvidem dos que zombam da fé alheia.

Espero que o Natal de todos tenha sido tão maravilhoso quanto o meu,  pois vivenciei momentos únicos que se eternizaram. Muitos foram os abraços, felicitações e presentes. Oops, o Audi não chegou, mas recebi verdadeiras preciosidades. A amizade compartilhada, não tem como avaliar

Como se não bastasse a alegria da família e dos amigos reunidos, ainda recebi a visita ilustre do meu amigo poetinha, Cristovam Melo. Aproveito o espaço para agradecer ao Cris a enorme surpresa. Lamento não ter subido e descido as ladeiras de Olinda como prometi, mas valeu o imensoooooooo tour pelo Recife.  Fico devendo, visse?!

Ah, um obrigada mais do que especial ao poeta Du Macário. Olhem o presente maravilhoso enviado por este cearense arretado: O livro Solidão devidamente autografado, dedicado, rotulado, carimbado e avaliado. Chic d+.  Obrigada Du, já iniciei a leitura e em breve compartilho aqui no blog.

No mais, recomendo a todos que acreditam que é possível fazem amigos virtuais e que já encontraram inúmeros na net, que saltem da telinha e passem momentos reais, compartilhem, toquem, olhem  nos olhos, retribuam os sorrisos, abracem, troquem figurinhas ao vivo e em cores. Eu, particularmente, adorei a experiência e espero repetir a dose em breve.

 
Sequências antológicas:
Na primeira, Cris extasiado diante da placa  da Rua do Sol, a mesma do poema "Evocação do Recife" de Manuel Bandeira, às margens do Capibaribe.



"(...) Rua da União...
Como eram lindos os nomes das ruas da minha infância Rua do Sol (Tenho medo que hoje se chame do Dr. Fulano de Tal)"
 














E o que dizer da expressão ao chegar ao Espaço Pasárgada? Lá o Bandeira viveu parte da sua infância. Logo ali, na Rua da União.

O  discípulo e o mestre









Diva L.






Em tempo: Foi no sobrado nº 263 da Rua da União, hoje Espaço Pasárgada, onde o poeta Manuel Bandeira viveu parte da sua infância, dos seis aos dez anos. O casarão em estilo neoclássico, de propriedade do avô de Bandeira, inspirou vários de seus poemas. Em um deles, “Evocação do Recife”, Bandeira retrata a cidade a partir da ótica de uma criança que começa a descobrir o mundo que existia…

Fonte: Fundarpe

quinta-feira, 17 de março de 2011

Solidão Du Macário

Uma notícia realmente fantástica. O meu amigo, poeta, blogueiro e parceiro, Eduardo Macário, ou Du Macário para os poetas ins-pirados, finalmente trouxe a luz o seu rebento.

O livro já está sendo comercializado na Internet. Mais informação é só clicar AQUI.
Ansiosa aguardo o lançamento, pois o meu quero autografadíssimo, afinal, não é todo dia que um amigo lança um livro, né não?
Parabéns, meu poeta mais do que querido, hoje você alegrou o meu dia.

Bom, agora só falta o herdeiro. :P

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Troca

Estou cansado de escrever!

Quero alguém que me leia só no olhar
Quero alguém que me entenda só no beijar
Quero alguém que me ame só no tocar

Se não for assim

Continuo escrevendo...


Dú Macário

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Lua, a minh´Alma e a Tua

Ah, essa lua!
Se esconde ao te ver, mas reaparece 
sempre para me lembrar que teus
olhos estão sempre comigo.

Ah, essa lua!
Não sabe ela que não só os 
meus olhos são teus
Contigo estão os meus pensamentos,
Minhas vontades, 
Meu ser,
Meu querer.

Deixe-me ser a tua luz, 
Te guiarei sempre nas noites escuras
Nas noites sem brilho,
Nas noites de frio

Te conduzirei por caminhos desconhecidos
Te elevarei aos montes mais altos
Te conduzirei aos mares mais bravios
Sombras não te assustarão

Te guiarei ao ápice da paixão
A luz dos teus olhos será o meu farol
e o reluzir do nosso amor o meu norte

Seremos um 
Intensos,
Sedentos,
Completos

E nos momentos mais quietos, 
quando pensares que estás só...
Estarei ao teu lado, quieto, calado, 
apenas velando o teu sono
Como se teu protetor fosse,
Teu anjo da guarda
Como se só existisse você

Então, quando abraçados observamos o mar e a lua
Lembre-se sempre que meu amor é o horizonte...
Unindo no infinito o meu amor e o teu

Unindo no infinito a minha alma na tua.


A oito maõs em um Sarau improvisado e inspirado. Pati, Diva L., Lexotan e Dú Macário.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Olhos e desejos


















Nunca imaginei encontrar olhos tão profundos como os teus
Que me invadem de tal forma
Que os meus olhos já não são meus,
São teus.

Me vejo em teus olhos e me alimento de tua alma
Já não me reconheço, pois nada existe além de ti.
Sorvo cada gota do teu olhar
E me embriago em ti.

O que eu posso fazer ante o mistério do teu olhar?
Se nem sei ao menos onde posso ir, em ti chegar...
Chega de mansinho, De levinho,
Com cuidado...

É como algo que te deixa como em dependência química!
É viciante! Sim, é sério!
Fiquei com saudades dos teus beijos,
Do teu carinho.

Como um veneno que paralisou o meu corpo,
Que causa excitação permanente.
Eu estou frágil.
Eu sou frágil!

Chega como brisa que invade o meu quarto sem pedir licença,
Que deita em minha cama sem pudor ou temor.
Vem, chega de mansinho...
Me faz tua e me invade,
E me consome...

Toma a minh´alma e meu corpo
E me faz tua,
Toda tua...
Tua a minha alma,
Imensamente tua.

Como o sol invade a terra que não reclama, só aceita
Nem que seja por um breve instante, mas tua...
Não consigo respirar,
Não consigo pensar...
fecho os olhos e só te vejo.

É só a minha loucura de querer-te,
Apesar do meu medo,
Da minha fragilidade.
E que seja infindo esse momento...tanto quanto lindo.

Pára!
Que nada disso é real!

Debby Macário, Cristovam Melo, Pati, Dú Macário e Lali.

Mais um momento inebriante no sarau e, desta vez, com uma participante especial. Debby Macário, irmã do nosso querido Dú, compartilhou conosco toda a sensibilidade desta alma embriagante. Obrigada por mais esta parceria...Simplesmente inesquecível!

sábado, 17 de julho de 2010

Resiliência























Há em mim algo que não entendo bem
Uma força, uma energia, que não sei de onde vem...
É dela que parte a segurança do amanhã,
É o que me diz, lá no fundo, que acordarei de manhã

A cada dia, sinto as dores da paixão,
Sinto o dissabor de um amor finito e uma sombria solidão
Sinto o peito rebentar-se em milhões, o vazio instalar-se
O peso do mundo me põe de joelhos, a acomodar-se

Sofro a cada dia e a cada dia sinto-me morrer!!!

Mas essa força em mim, grita, me levanta e a cada dia me faz renascer

Tengo Miedo
















Tenho medo!
Medo do vazio,
Medo de não ter medo...

A cada microsegundo que passa,
Meu maior temor se aproxima...
Tenho medo de envelhecer!
Para este não há solução.
Todos envelhecemos, é fato!

A solidão me assusta
E a solidão entra no vazio...
De volta ao começo!

Medo de não voltar a sorrir,
De não voltar a amar...
Tenho muito medo da tristeza!

Medo de não voltar a voltar
De não voltar a ir
De não voltar a levantar
De não voltar a cair

Dentre todos os medos,
o maior e o que me consome
É o medo da vida me tornar amarga

Mas há tantas coisas que não precisam voltar!
Podemos começar de uma nova maneira,
Podemos levantar de uma forma nova,
Ir com um novo passo.

Abri-se para o novo
Sem medo de errar,
De sofrer,
Chorar,
Perder...

Tenho medo do novo! Todos temos!
Mas o que é conhecido não é mais suficiente...

Tenho medo do antigo,
Que ele retorne e me devore
O antigo também é necessário
Ele ajudou a construir nossas bases

Novo ou antigo é só uma questão de tempo
É nossa referência,
Tempo de ser e de estar.

Para tudo há um tempo determinado
Acredito que também há um tempo
Para sentir medo...

Kakau, Lali, Dú Macário e Pati...Sarau!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lucidez e Loucura


Quando o negócio é amor,
O que é lucidez? O que é loucura?
Não entendo o que definem como loucura...


Lucidez é a certeza do sentimento,
a convicção!
A loucura...É a entrega!


É o mergulhar de cabeça
sem se preocupar com a profundidade.
Quero porque quero!
Amo porque amo!


Acredito que se houver lucidez
não dá pra ser amor.
Amor não é algo centrado,
é um pisar nas nuvens


Como sonhos desejados
Mas não alcançados,
No entanto, mesmo loucos
São maravilhosos.


A linha que separa a lucidez da loucura
é tão tênue que não dá pra definir...


Kakau, Dú Macário, Diva L. e Andréa... Devaneios...tantos e tantos devaneios!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mágoa

Olho teu reflexo na água
Tento te alcançar e te vais, como nuvem...
Ah, quem dera ter-te de volta,
Completar-me como homem...
Não! Já me basta o que ocorrera...
Molhaste-me de mágoa...

Que invadiu meu íntimo,
E como chaga se alastra,
Como prédio sem pilastra,
Derrubastes minhas defesas.
Eu, refém dos teus desmandos
Entreguei mesmo o último reduto

Para descobrir, no fim de tudo,
Que nada eras...

Diva L. e Dú Macário

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Querer

Quero-te toda para mim...
Teu olhar já me possui antes de ti
E em ti me perco...E me acho...
Sempre e sem fim.

Quero querer
Mas o querer em mim se perde
Porque de tanto te querer
O querer é pequeno

Frente ao imenso desejo
Que é te querer!

Diva L. e Dú Macário

Ilusão

Quando se está perdido
É mais fácil se achar
Basta olhar em volta
Sempre há uma estrada...

Um caminho,
Uma ponte...
Uma janela que se possa pular,
Uma porta a ser aberta.

Mas quando se está iludido
É difícil...
Mas o que é ilusão?
Talvez o silêncio?

É quando algo se faz existir aos seus olhos,
E se deixa tocar pelas suas mãos,
Mas no fundo não existe,
É pura quimera ao coração!

Ilusão é acreditar que você pode voar,
Mesmo estando acorrentado...
A fé ocorre quando você quebra esta corrente.
Talvez seja silenciar diante do medo da conquista,
Assim não corremos o risco de ter ou perder.

É bem mais fácil, porém, se reter...
E ter de escolher.
Mas sempre podemos escolher...
Esse é o ponto!

É o que nos gera um certo conforto,
E o que nos faz não se sentir morto,
E almejar o certo!
E esquecer o torto...

Kakau, Diva L., Cristovam Melo e Dú Macário. Sarau, sarau...Sarau!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Transbordar


Do nada do meu peito,
Surgiu o tudo que é o meu amor por ti
É o coração que vive no vazio
E de repente se enche de amor

Como uma taça cristalina
Se enche do mais doce vinho
Que tomo em pequenas doses
E degusto até o fundo do teu ser

De doses precisas esse amor transborda
E inunda sem pretensão o meu universo
Eu e você,
Só você...

Meu big bang,
Minha fonte de energia.
Nada além de você,
Nada após você

Só você... E nada mais!
Dentro e fora de mim
Só você
Dentro e fora de mim
Só nós dois

É estranho te ter longe
E sentir-te tão perto
É impossível não te ter perto
Juntos e únicos

Unidos,
Enlaçados,
Convertidos,
Embriagados...
Na taça de vinho jogados

Taça de vinho doce
Que para nós dois sempre está cheia
Eternamente, cheia
Como o meu peito que era nada
E hoje é tudo no teu amor...

Diva L. e Dú Macário. Mais um sarau...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sintonia

Sou tão somente amor
Sou tão somente você
Em você o amor sem medida
Desvairado, ensandecido
Despedaça em cor!

Pois sou assim fruto seu
Do amor desmedido,
coração querido e ferido
Que não teme a dor
Por ter amor como amigo

E sofre por não ter
O amigo como amor
Os dois dilaceram a alma
Mas sobrevive por fazer
Do amor também sua dor

E a dor vira amor
Prospera a vida e nos acalenta em seu calor
Sem seu furor mas com o torpor
E é apenas e seguramente o que me guia...
O amor!

Entrelaçam as palavras
E se resumem nas intempéries
Do que é o amor
Como brisa suave
Ou como tormenta

O amor me invade
E me consome
E me transborda
Faz de mim o que bem quer
E ele sempre quer
Me quer sem medida,
Sem limite,
Sem controle

Te quero em eterno
Pois já é parte de mim
E em presente
Pois é o meu guia
Da escuridão das sombras
À luz celestial

E faz de escuridão no meu sonhar
Para te ter junto a mim
E um sonho juntos bailar
Te esperarei aqui calado, você chegar
E se aproximar...E me tocar
Entorpecido pela essência que é te amar
Não há nada melhor, como te amar...

Pois já não sou mais dono de mim.


Falar de amor por cinco corações e 10 mãos, foi uma experiência única vivenciada no sarau de domingo (11/07). Pati, eu, Cristovam Melo, Dú Macário e o mais novo amigo, o poeta e blogueiro Hamilton H. Kubo, cujo cérebro perfumou e embriagou a todos. Obrigada aos pensadores por nos proporcionarem tão magnífico momento. A minh´alma, ainda em enlevo e ansiosa por novos encontros, agradece.

Edição: Diva L.

sábado, 10 de julho de 2010

Consolo
















Por que você está tão triste?
As lágrimas estão nos teus olhos
Saudades?
Vem, vem pra mim...
Eu enxugarei as tuas lágrimas
E acalmarei o teu coração

Consolarei as tuas dores
Espantarei a tua solidão
Te darei o meu amor
Confortarei a tua alma
Trarei de volta à calma
Espantarei pra sempre a tua dor

E de você
E em você
A paz que só eu sou capaz de te dar
Então, vem pra mim
Deixa pra trás o que te magoa
E me ama urgentemente
Avidamente,
Intensamente

Até que não exista mais nada
A não ser nós dois
Sendo um só
Pois o que virá é o amor,
E o amor em si já basta!


Entre uma dança e outra, a inspiração. Pati e Dú Macário em mais um belo momento no Sarau. Editado por Diva L.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Você, Cálice...Vinho!























Você...
Totalmente temperado,
Controlado,
Equilibrado...
Nada de sandices,
Sempre leve,
Observador...

Tento ser tudo isso,
Mas no fundo, no fundo não sou
Nada disso, ou tudo...
Ou não...

Acho que hoje somos mais tudo
Do que nada...
Ou não!
Tudo...
Uma série de coisas e seres inexplicáveis
Presos num só

Mas sempre somos tudo ou nada,
Depende do ponto de vista...
Sim, estamos cheios e vazios
E às vezes, na metade

Nem cheios,
Nem vazios...
Mas tudo dentro de um único cálice!
Blindado ou não...
O cálice blindado do meu coração...
O cálice de lágrimas derramadas!

Enxuguei as lágrimas e enchi de vinho
Do cálice do meu sofrimento,
bebi noites e noites em claro,
Secando as garrafas e o coração
Nada como a dor!

O cálice somos nós!
Não dá para se desfazer do cálice.
Sou um cálice de cristal fino,
Mas mesmo assim, nada me quebra
De cristal ou aço,
Me refaço a cada dia.

Ah, nobre poeta!
Não o deixe blindado para sempre
Assim fica impenetrável,
E o bom é ser invadido,
Sequestrado e embebido em vinho doce...
Vinho doce suave, forte, intenso.

Dá vontade de beber desse vinho em meu peito vazio...
Deleitar-se do vinho do outro é melhor que do próprio vinho.
Conhecer novos cheiros,
Texturas e sabores...




Pati e Dú Macário, parceria no sarau. Nasce uma poetisa.

domingo, 4 de julho de 2010

Pausa para o poeta...



















Dormir contigo é o caminho direto ao paraíso
Quero um amor assim...
Que me inflame,
Que me faça extrapolar o que sou,
Perder o norte e me jogar no desconhecido
Que me faça sentir ínfimo diante de sua força...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Falando de solidão

- Sentir solidão, mesmo acompanhado...
- Então, solidão é interna e independe
de estar com quem se ama?
Amores, amigos... Nada preenche?
- Sim, nada preenche!
- Seria uma patologia?
- Às vezes você passa dias, semanas, meses... anos
Com uma pessoa do seu lado
E não existe uma preocupação contigo
Na verdade, acho que o egoísmo vence
Na maioria das vezes, não é patologia
É sentimento...
- Explicar isso?
- É complicado!
Estar ao seu lado não quer dizer, estar contigo
Eu sinto assim!
- Mas será o que o outro também não sente o mesmo?
- Pode ser...
- Mas tento fazer com que não.
Sou desmedido,
Por isso sofro tanto...

















- A solidão é a eterna companheira do poeta
A solidão é fera!
- O resto é pura quimera...
- Acho que no meu caso é tudo acomodação
A solidão é acomodação!
Mas é uma acomodação que não dá pra escapar...
- Como não?
-Não sei!
Acho que é um conjunto de fatores
- Senti a asa do medo pousando em teu ombro
- É o medo de não sentir esse vazio
De não poder chorar através das palavras
De não esconder nos enredos dos textos que escrevo
E me mostrar como não sou...
É o medo de ser feliz!
- Mas o enredo não seria outro?
- Possivelmente...
Mas não gosto de escrever só sobre solidão
Gosto de coisas alegres,
De coisas bonitas.
Mas, há sempre um ponto negro no fundo de cada
tela que pinto, e quando menos espero,
toma conta de tudo e faz da pintura
uma esperança sombria...

Du Macário, Lali e Cristovam Melo, livre devaneio no Sarau.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Abismo



























Olhe bem nos meus olhos!
Olho,
Mergulho...
E me afogo!

Afogar-se no olhar
É o que há de mais romântico
É como sorver o néctar da flor
É como jogar-se no abismo
Esperando encontrá-lo no fim...

Deixe abrigar-me no fundo e ancorar
Em todo o universo, outro lugar não desejo
Repousar em tua retina, ansiosa latejo
Em êxtase me acomodo sob a luz do luar...


Diva L. e Dú Macário, em mais um breve momento no Sarau.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O amor a quatro mãos

Poemas sobre amores impossíveis
Esses são constantes na impossibilidade
da concretização [Eduardo Macário]

Mas o que é impossível? [Diva L.]

Alguns amores...[Eduardo Macário]

Nem sempre
Eu posso amar
Independente de ser correspondida
Então, o amor se torna possível [Diva L.]

Concordo, entretanto a impossibilidade está
na correspondência a esse amor...
O meu amor existe, o teu não...
Essa união é que é impossível [Eduardo Macário]

Mas o bom do amor, não é amar?
Já pensou se todos os amores fossem
correspondidos?
Não teria graça
Seria, talvez, a morte da poesia
O poeta ama
E, muitas vezes, não ser correspondido é o que o alimenta [Diva L.]

Na realidade, acho que mais que o amor,
o poeta se sustenta da dor [Eduardo Macário]

Bingo, nobre poeta!
Bingo!!! [Diva L.]


O texto é resultado das divagações e questionamentos com o poeta cearense, Eduardo Macário, em um breve encontro no sarau. Para muitos pode parecer devaneios (o que não deixa de ser), para outros apenas insanidades, mas para mim, foi resultado do encontro de cérebros que muito têm a dizer. Obrigada ao Du Macário por este breve momento. Que venham outros, outros e... inúmeros outros.

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