Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

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domingo, 11 de agosto de 2013

Vermelho


O salto é afiado e vermelho
Tão vermelho quanto o meu coração
Vermelho também já foram os meus olhos
Quando choravam de saudades do toque de tuas mãos

Meu sangue vermelho misturava-se ao teu
Quando sangravas ao morder tua língua
E ao ferir-te a alma desolada
Por sentir saudades dos teus beijos

Vermelhas eram as flores
Que enfeitavam teu caminho
Brilhantes como os raios de sol que iluminavam
Tua fronte sempre voltada para o norte

Hoje vermelhos são os meus lábios
Não mais sedentos de teus beijos e afagos
Quando em noite de lua 
A minh´alma fundia-se a tua


Vermelho é o vinho que te embriaga
A pimenta que te desperta a paixão, 
E o desejo que te consome 
Dilacera a mente e a alma, 
                                          que jamais alcançará novamente o meu coração


Elô Araújo


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Não me deixe ir

Não sou de dar conselhos
Também não detenho saberes
A eloquência não é o meu forte
Nem sempre sei o que dizer
Mas acredite,
Não me perca.
Não me deixe ir.
Talvez eu não seja o melhor  para você,
Nem a mais surpreendente das criaturas
Não sei cantar, muito menos versar
Nunca sei a direção, nem a altura
Por vezes pareço tonta e sem noção.
Mas acredite,
Ouça o que tenho a dizer:
Não me perca,
Nunca me deixe ir.
Não importa o que sonha ou deseja
Talvez eu nem me encaixe em teus projetos
E nossas diferenças sejam intransponíveis
Mas acredite, tenho absoluta convicção
Que posso até não ser o melhor para a tua vida
Mas nunca me perca de vista
Nunca me deixe partir.
Não se perca de mim
Pois sou  o teu norte,
Sou teu caminho e a luz no final do túnel
Sou o teu melhor sorriso, teu gozo,
Sou tuas crenças e oxigênio
Sou tua melhor composição
Acredite,
Não me perca,
Nunca me deixe ir.
Pois se eu me for
Nunca mais  você ouvirá o som da minha risada
Nem o brilho do meu olhar contemplará,
Não sentirá o aroma dos meus cabelos,
Nem o som da minha voz te consolará,
O toque das minhas mãos acalentando o teu sono
será apenas lembranças infidáveis
A você restará apenas ler os meus versos
e lamentar pelo o que foi só teu
Não mais a quatro mãos,
Não mais a dois corações,
Não mais olho no olho,
Não mais lábios sedentos,
Não mais toques profanos,
Não mais respiração descompassada,
Não mais trocas,
Nem risos bobos,
Não mais...
Acredite, posso não ser o melhor pra você,
Posso não me encaixar nos teus planos.
Mas nunca me perca de vista
Nunca se perca de mim,
Pois se eu me for,
Acredite, será para sempre!



Elô Araújo

domingo, 2 de dezembro de 2012

A Menina e as Estrelas

A menina olhando o céu
Noite após noite se põe a divagar
Deseja dentre todos os sonhos
Uma estrela poder tocar

Cintilando no infinito parecem no céu dançar
Para cada nova estrela um sorriso ecoa no ar
E os sonhos da menina tem pressa, pois o tempo
                                                                         não custa passar

Sem receios às estrelas sorridente aponta
Lendas e crendices não a impressionam
E o coração parece explodir
quando uma estrela cadente para ela se lança


Mas os anos passam e a menina cresce
Outros sonhos surgem a cada estrela que nasce
Como num pacto silencioso as estrelas se lançam ao mar
Na esperança que a menina não desista de com elas bailar

Nesse bailar elas se revezam todos os dias sem cansar
Umas nascem, outras perecem
ainda há estrelas
as mesmas que um dia a meiga menina
sonhou tocar


Diva L.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Jamais

Jamais perder o encanto,
Jamais perder o sorriso,
Jamais perder a esperança,
Jamais perder a fé,
Jamais perder a capacidade de sonhar.


Jamais me perder de mim... Jamais!!!

Diva L.

Que pena...

Quem dera que o meu desejo fosse o teu
E nossas almas se tornassem uma
Por um momento pensei que nos pertencíamos
que uma nova história seria contada
Mas a minha alma leve não conquistou a tua
Apenas a minha tola alma na tua mergulhou

Quem dera também fosse tua a louca paixão
E nossos corpos se consumissem
Em uma explosão tão insana
Que no mundo não houvesse espaço
para tantas e tantas loucuras

Que pena...
 

Diva L.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Poemeto para um desaparecido

"Escreve um poema pra mim..."
Disse você quase sussurrando.
Fechei os olhos e fui dormir
Amanhã o dia começa às 6h.


Diva L.

domingo, 30 de setembro de 2012

Ou não...


O que é a poesia senão o nosso dia-a-dia? Se colorida ou monocromática é o reflexo do que vivemos, sentimos, pensamos ou desejamos.  O que é o poeta senão um fingidor? Versejou o Pessoa. Finge ter, ser, saber, querer e, de forma simples,  consegue transcender  a magnitude do pensar. São muitos ou  nada são do todo, ou ainda, não são ninguém ao escrever sobre as agruras, venturas ou desventuras da vida. 

Não tenho a intenção de escrever bonito, já tive e acho que nem sei. Já me preocupei com rimas, que até bem pouco tempo odiava. Hoje as rimas soam até agradáveis, já não sinto rancor por elas. Sou mutante, mutável, errante, chega a ser desconcertante pensar quem sou. Apenas sou, sem definições ou intenções. Talvez nem uma rima eu seja...

Mas, o que é o poeta além de um ser despido de pretensões?
Ou quem sabe, um ser extremamente pretensioso e vaidoso? 

Um ser confuso que se desnuda sem pudores, das palavras é amigo e cúmplice. Quando estou triste recorro às mesmas que, em fração de segundos, aliviam minh´alma. 

Por que escrevi sobre os poetas? Não sei! Quem saberá explicar o que se passa na mente humana? Apenas escrevi...

Apenas escrevo... Assim é a vida.
Assim sou eu!



Diva L.

sábado, 15 de setembro de 2012

Só um pensamento

Com o tempo, alguns amigos - bem poucos -  passam a ser extensão da nossa alma.

Diva L.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Eu poesia

Ainda não era dia e entre sonhos e devaneios
a poesia sem pudores já me seduzia
Os raios do sol ainda não despontavam
e fui despertada com o seu sopro em minha nuca...
Sem reservas, tomou-me em seus braços
sussurou em meus ouvidos frases desconcertantes
Sem licença poética, invadiu meus pensamentos
e dominou os meus sentidos...
E eu, totalmente entregue aos seus desejos
Levitei ao encontro da satisfação
Envolvida e dominada, não pensei (nem quis pensar)
Sentir o toque suave das palavras é uma dádiva
E elas, entre suspiros me diziam baixinho:
Eu explosão e agonia
em um coração dilacerado e transparente,
Sou vontade que vem e passa,
Sou paixão que perturba e se desfaz, 
Sou encatamento e alquimia,
Sou simplesmente, poesia. 

Diva L.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

vinte minutos, uma tarde

durou vinte minutos a condução que me levou
de olinda até recife.
fazia um sol de rachar.
nos encontramos na praça do diário.

durou uma tarde nossa caminhada
pelas margens do beberibe, do capibaribe;
pelas ruas da união, do sol e da aurora.

numa esquina clarice, noutra carlos pena filho,
noutra bandeira, – meu bandeira!
e tantas estátuas espalhadas por ruas e calçadas.

me levaste pela rua da união até pasárgada
e me envenenaste de uma luz tão funda
que até hoje não achei palavra para agradecer.

ruas, rios, pontes, estátuas, risos, histórias.
não deu tempo de conhecer a torre malakoff
e, curiosamente, o dia acabou no marco zero

vinte minutos, uma tarde:
saudade...

poeminha dedicado à eloíde araújo,
pela companhia, disposição (tarde adentro)
e, sobretudo, pela amizade tão preciosa
e tão rara...


cristovam melo
 
 
Cada vez que leio (repetidas e repetidas vezes), parece que volto à dezembro... Tomada pela nostalgia, penso como seria bom se todos os dias fossem como aquela tarde. Como seria fantástico se todas as pessoas que conhecemos na net ou fora dela, tivessem a mesma sensibilidade que o poeta Cristovam Melo.
Meu amigo querido, não imaginas o quanto fiquei feliz ao ler teus versos e constatar que, mesmo em meio a tantos e tantos desencontros, ainda é possível encontrar poesia (no mais amplo sentido da palavra) no coração humano.
A simplicidade da tarde de dezembro, faz brilhar a minha alma. 
Ah, e a foto? A imagem que pra muitos pode não fazer sentido, pra mim representa saudade.  O dia em que o poeta pisou o Marco Zero e se despediu deixando imensa saudade. Muito obrigada pelo carinho. 



Elô Araújo

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Eu em Mim

E eu que já nem sei de mim
Volto no tempo, refaço o caminho
reviso os sonhos que já nem sei por onde se perderam
E eu perdida em mim
Visto a calça surrada, guardada e cheirando a mofo
O velho tênis está a minha espera para me conduzir de volta...
Ah, o caminho de volta...
Quão difícil é retornar,
retomar,
reviver,
reaprender,
O que pensei já não mais existir
Já nem sei como fazer
O eu em mim que por instantes se perdeu
E quando em mim o eu existia
Em meio aos desalentos de mim se esqueceu
E o eu que por mim sobrevivia
No caminho que outrora sorria,
Descoloriu, apagou e se desfez.

Diva L.

sábado, 2 de junho de 2012

Meu Pobre Coração

Meu coração
Pobre coração
Sofre com a minha irresponsabilidade
Com a minha insistente vontade de amar
Com a minha inconsequência no me deixar
Ir além do permitido
Do necessário
Fica assim
Cheio de marquinhas
Todo machucadinho
Inspirando tantos cuidados
Imaginando a minha próxima insanidade
Eu sei…
Está doendo,
Tá sim…
Muito…
E sem achar que valeu a pena.
Eu sei
Amar deveria sempre valer a pena
Mas hoje, nesse exato momento, não consigo.
Simplesmente não consigo.
Nem o que resta de sanidade em mim
Nem meu pobre coração,
Conseguem achar que foi bom enquanto durou
Talvez por ter sido um amor mal vivido
Não consumido
Não permitido
Incompleto
Só essa sensação existe em mim hoje
Incompletude
Amor mal resolvido
Mal vivido
Sentimentos não gastos
Não quero chorar
Não quero estar triste
Não quero sentir
Quero esquecer
Quero um abraço…
Quero colo…
Preciso de um colo…
Preciso de socorro…
Não preciso de você
Não quero você
Eu odeio você
Você e tudo o que você me faz sentir
Suma, desapareça
De dentro de mim,
Da minha vida
Das minhas lembranças
Meu coração não quer mais você
Quer se curar de você…
Vá viver a vida que você escolheu
Simplesmente vá
E esqueça que um dia me conheceu,
Me quis,
Me amou…
Suma
Morra
Desapareça…
E me deixe ser eu
De novo.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Paradoxos do Capibaribe

Já era noite na Rua da Aurora
E às margens do Capibaribe,
Um homem sentado em meio às baratas
Olhava o céu e falava sozinho.

O que será que pensava?
Seria poesia o que o homem fazia,
sentado em meio às baratas, 
às margens do Capibaribe?

O mesmo Capibaribe de Bandeira,
A mesma histórica Rua da Aurora,
Onde passeavam os boêmios poetas,
Ainda inspira os belos versos de outrora?

Por instantes observei os devaneios
Daquele homem sentado em meios às baratas,
Com um leve sorriso e falando sozinho,
Na rua da Aurora, às margens do Capibaribe.


Diva L.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Em busca de inspiração

Desato os nós
abro a janela
mergulho no eu
respiro fundo 
de volta a mim
rasgo papel
sinto o cheiro 
do jornal
de terra molhada
de livro novo
de lápis colorido
de vida que não para
de sonho que desponta
de sorriso que nasce
junto com o sol
o eu em mim
o nós





Diva L.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Segunda-Feira: Em paz...sempre!

Em um breve descuido e um rápido piscar de olhos, e lá estão as preocupações tentando se alojar. Como é bom acreditar que tudo é passageiro. Que tudo se renova, que não estamos sós e que Deus sempre vela pelo nosso sono.

Bom é crer. Em meu coração não há lugar para tolas perturbações ou intraquilidades. Mesmo que o meu corpo se abata, minha alma continuará altiva. Mesmo que dos meus olhos brotem lágrimas doridas, dos meus lábios apenas o sorriso. Não quero, não posso e não devo permitir que nada roube a minha paz. Não tenho o direito de entristecer, quando tantos e tantos não têm um só lugar para repousar. "Em paz me deito, logo durmo." Amém!!!




Boa Semaninha!!!


Diva L. 

sábado, 14 de abril de 2012

Passou

Quando o meu coração voltou a bater e a alma deu sinais de vida
Quando a solidão se fez companheira e ocupou todos os espaços
Quando encontrei em mim lugar pra me abrigar
Quando o pra sempre se foi sem deixar rastros...

Você volta e tenta desarrumar o lugar que já foi seu
Passou!!!


Diva L.
30/12/11

Não queiras

Não queiras saber
o que faço,
com quem faço
e se faço
Não queiras saber
se há rotina,
se gosto de rotina
Nem tentes adivinhar
 o que penso
se penso...
no que ou em quem penso
Penso que não interessa a você
saber sobre os meus dias
nem as noites,
se são ou não solitárias
Pra que tentar invadir
o que não te pertence?
Não queiras saber
se durmo
se caminho
se vivo
se choro
nem tentes desvendar
Não queiras saber de mim
pois não quero saber sobre ti


Diva L.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Apenas um...

Faz um verso pra mim?
Não precisa ser rimado
Nem apaixonado
Não quero um poema
Não quero um soneto

Apenas um verso simples
Apenas um verso que me alente
Faz um verso sem máscaras
Um verso verdadeiro que mostre por inteiro
o que insistes em negar

Faz um verso pra mim?
um verso sem palavras doces só para agradar
mesmo que este doa
mesmo que me mate
mas fala o que vai em tua mente

Faz um verso cristalino que transborde de tua alma
para que então eu te desvende 
e em paz siga o meu caminho 
Para que jamais, nunca mais
eu pense novamente em te encontrar

Diva L.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Transbordando...


Cá está você
De novo
Na minha vida,
No meu corpo,
No meu coração…
Chega assim, de mansinho,
Com esse seu jeito dengoso
Seu cheiro gostoso
Seu gosto …
Ah… simplesmente delicioso…
Aí, cá estou eu,
De novo,
Intoxicada,
Embevecida,
Enlouquecida,
Entorpecida,
Cheia,
Repleta,
Transbordando
De você…

Pati

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