Pra variar, encontrei esse vídeo vagando pelo YouTube. Inspirado no conto de Maíra Viana, o vídeo de Marcos Farion e interpretação de Fernando Anitelli de "O Teatro Mágico", nos transporta pelo universo sensível da poesia... Vale a pena!
A proposta é simplesmente de-li-cio-sa!!! Quando se mistura música, teatro e poesia, o resultado é realmente mágico. Com isso, surgiu em 2003 em Osasco, o grupo "O Teatro Mágico" (TM) que reúne músicos, atores e artistas de circo. Sob o comando de Fernando Anitelli, cujo cérebro instigante consegue, além da qualidade das músicas e ineditismo dos shows, nos transportar pelos caminhos surreais das poesias e melodias envolventes.
A trupe formada por 10 músicos e três artistas circenses, ocupa cada vez mais destaque no cenário musical pela campanha em favor da “música livre”. Referência no cenário de artistas independentes, o grupo já tem no currículo mais de 500 shows, dois álbuns e um DVD. A receita do sucesso junto ao público é o trabalho de divulgação “boca a boca” e com ações na Internet, especialmente por meio das redes sociais (destaque para twitter, Orkut, youtube e blog), canais que permitem a “viralização sem pagar jabá”, grande bandeira da trupe. Exemplo disso é a recente composição que Anitelli fez com a colaboração dos seguidores do TM no twitter. A canção já é um grande sucesso na Internet.
"Só enquanto respirar, vou me lembrar de você.
Só enquanto respirar..."
As músicas do TM são inspiradas nas obras do escritor alemão Hermann Hesse e versam sobre personagens que as pessoas assumem no cotidiano. "Quando li sobre o Teatro Mágico do Hesse percebi que era aquilo que eu gostaria de montar: um espetáculo que juntasse tudo numa coisa só, malabaristas, atores, cantores, poetas, palhaços, bailarinas e tudo mais que a minha imaginação pudesse criar. O TM é um lugar onde tudo é possível" conta."
Segundo publicado no site oficial, o grupo já projeta a criação da terceira etapa, buscando aprofundar ainda mais os dabates que cercam a sociedade desigual e desumana que nos rodeia, portanto, cada vez mais, se apresenta com um perfil mais questionador e contestador. Nesta nova fase, é como se chegasse no universo urbano com mais profundidade, como o cotidiano dos moradores de rua citados na canção “Cidadão de Papelão” ou a problemática da mecanização do trabalho, citada no “Mérito e o Monstro” entre várias outras abordagens. Indo mais além, há um debate sutil e, por vias opostas, mordaz, sobre o amontoado de informações que absorvemos, sem perceber, assistindo aos programas de TV. Essas transformações não poderiam, no entanto, encobrir o universo lúdico e fantasioso da trupe, mas sim, acrescentar uma pitada de realismo no conteúdo em geral, incorporando o lema de endurecer sem jamais perder a ternura.