Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Mafalda chega aos 50 anos

Impossível deixar passar o aniversário desta fonte inesgotável de inspiração, cujos questionamentos continuam atuais e pertinentes, mesmo depois de 50 anos. Preocupada com a humanindade e com paz mundial que se rebela com o estado atual do mundo, a pequena grande filósofa nos leva a questionar se neste período o mundo não mudou ou ela sempre esteve a frente do seu tempo? 
Em 15 de março de 1962, Joaquin Salvador Lavado, mais conhecido como "Quino", criou a personagem para publicitar uma marca de eletrodomésticos. Mas nunca essa imagem ‘publicitária’ de Mafalda viu a luz. Dois anos mais tarde, "Quino" usou a menina como o protagonista da sua história em quadrinhos.
A primeira publicação foi em 29 de setembro de 1964, no jornal Primera Plana. Aquela é a data de nascimento do seu autor, "Quino", e não da Mafalda. "Na vida real eu nasci em 15 de março de 1962".
Desde a primeira publicação em 1964 até a sua partida quase dez anos depois, em 1973, Mafalda acumulou 1.928 tiras em quadrinhos.


Em janeiro do ano passado foi inaugurada uma estátua de Mafalda, no bairro de San Telmo, em Buenos Aires. A figura esculpida está sentada num banco.


segunda-feira, 12 de março de 2012

Olinda (Sonho de Valsa)



Ladeira da Misericórdia - Olinda/PE/Brasil
Olinda
Tens a paz dos Mosteiros da Índia
Tu és linda
Pra mim és ainda
Minha mulher
Calada
O silêncio rompe a madrugada
Já não somos aflitos nem nada
Minha mulher
Tu voltas
Entre frutas, verão e tu voltas
Abriremos janelas e portas
Minha mulher

Alceu Valença

Uma homenagem aos 477 anos da cidade de Olinda

Evocação do Recife

Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
- Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância
A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado
e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas
Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê
na ponta do nariz
Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras
mexericos namoros risadas
A gente brincava no meio da rua
Os meninos gritavam:
Coelho sai!
Não sai!

A distância as vozes macias das meninas politonavam:
Roseira dá-me uma rosa
Craveiro dá-me um botão

(Dessas rosas muita rosa
Terá morrido em botão...)
De repente
nos longos da noite
um sino
Uma pessoa grande dizia:
Fogo em Santo Antônio!
Outra contrariava: São José!
Totônio Rodrigues achava sempre que era são José.
Os homens punham o chapéu saíam fumando
E eu tinha raiva de ser menino porque não podia ir ver o fogo.

Rua da União...
Como eram lindos os montes das ruas da minha infância
Rua do Sol
(Tenho medo que hoje se chame de dr. Fulano de Tal)
Atrás de casa ficava a Rua da Saudade...
...onde se ia fumar escondido
Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora...
...onde se ia pescar escondido
Capiberibe
- Capiberibe
Lá longe o sertãozinho de Caxangá
Banheiros de palha
Um dia eu vi uma moça nuinha no banho
Fiquei parado o coração batendo
Ela se riu
Foi o meu primeiro alumbramento
Cheia! As cheias! Barro boi morto árvores destroços redemoinho sumiu
E nos pegões da ponte do trem de ferro
os caboclos destemidos em jangadas de bananeiras

Novenas
Cavalhadas
E eu me deitei no colo da menina e ela começou
a passar a mão nos meus cabelos
Capiberibe
- Capiberibe
Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas
Com o xale vistoso de pano da Costa
E o vendedor de roletes de cana
O de amendoim
que se chamava midubim e não era torrado era cozido
Me lembro de todos os pregões:
Ovos frescos e baratos
Dez ovos por uma pataca
Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.


Manuel Bandeira

Uma homenagem aos 475 anos da cidade do Recife - 12 de Março

Recife e Olinda


Uma para a outra! 
As duas para o Mundo!

Uma é mar, ladeiras e coqueirais,
a outra mar, rios, pontes e manguezais
Se uma é poesia,
a outra é prosa e verso.
Uma é frevo,
a outra ciranda, coco, mangue e maracatu
Se uma é amor, a outra é paixão
Uma é Nassau, outra é Duarte

Se uma é história, a outra também
Recife e Olinda
Olinda e Recife
Cidades irmãs
Berços da cultura nordestina,
Plantadas às margens do mar
Os bonecos gigantes e
as sombrinhas de frevo
O Alto da Sé,
A Casa da Cultura
Capibaribe, Beberibe
Cidade Alta
Ladeira da Misericórdia

Cidades que se misturam,
Histórias que se confundem
Culturas entrelaçadas que se fundem
Arraigadas em sua gente
Tradição e evocação
Rimam sem intenção
Dançam com o vento
Artesanando a vida

Irmãs de filhos ilustres,
Filhos nascidos,
Filhos do coração,
Filhos adotados vindos do interior
e de outras capitais
São tantos e tantos apaixonados
Filhos Escritores, Cantadores,
Pensadores e Poetas,
Cantores, Músicos e Repentistas,
Cineastas, Escultores e Filósofos,
E tantos anônimos trabalhadores
que lutam e nunca se entregam

Carlos Pena Filho, Manuel Bandeira,
João Cabral de Melo Neto, Joaquim Nabuco,
Raimundo Carrero, Lourdes Sarmento,
Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues,
Clarice Lispector, Mestre Salustiano, Chico Science,
Capiba, Reginaldo Rossi, Alceu Valença,
Caju e Castanha, Siba e Bajado
Camilo Cavalcanti, Jomard Muniz de Brito,
Kleber Mendonça, Sandra Ribeiro,
Claudio Assis, Lírio Ferreira, Léo Falcão,
Lenine, Otto, Devotos e Adilson Ramos
Maestro Duda, Maestro Forró e Spok,
Fred 04, Zé da Flauta, Jeová da Gaita,
Francisco Brennand, Abelardo da Hora, Gilberto Freyre,
Geraldo Azevedo, Almir Rouche, André Rios, Roberto Cruz,
Petrúcio Amorim, Geraldinho Lins,
Alcymar Monteiro, Nádia Maia, Santana, Luiz Gonzaga...
São tantos que nos fazem perder o fôlego

Não, Recife não é a Cidade Maravilhosa
Maravilhosa e cheia de encantos é a cidade do Rio de Janeiro
O coração do Brasil não bate em Olinda,
Pois encontrou em São Paulo o seu lugar

Olinda, Marim dos Caetés,
é arte em toda parte,
Recife, o reduto dos filósofos,
a Veneza Brasileira
Recife e Olinda são história
que fazem história.

É cultura
É poesia
É sangue quente
É abraço
É sombra e aconchego
É andar pelas ruas
e abraçar o passado
É lutar pelo presente
e vislumbrar o futuro
sem nunca esquecer as raízes

Recife e Olinda juntas
somam quase mil anos de história
Cidades irmãs,
Cidades guerreiras,
Cidades apaixonantes.

Parabéns, Recife!
Parabéns, Olinda!




UMA HOMENAGEM AS CIDADES IRMÃS
12 DE MARÇO ANIVERSÁRIO DE OLINDA E RECIFE





Elô Araújo é uma jornalista nascida no Recife,
enamorada por Olinda e apaixonada por toda
a história que envolve a cultura do povo brasileiro.


Fotos:JC Online

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sem perder a doçura


Parabéns à todas nós que nascemos mulheres, e assumimos todos os ganhos e perdas. Perdas, sim! Pois não é fácil viver sob o preconceito, discriminação e rótulos, mas nem por isso nos esquivamos da luta.

Não sou feminista, mas sou mulher, tenho virtudes e defeitos, tenho fraquezas e, por vezes, a insegurança insiste em aparecer. Não abro mão da minha condição de ser mulher feminina e, diante das adversidades, enfrento sem jamais perder a doçura, pois vejo o fato de ter nascido mulher, como uma das maiores dádivas já recebida.


Maria, Maria
Fernando Brant/ Milton Nascimento
Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida...

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria...

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

terça-feira, 15 de março de 2011

Ser e Querer


[Não sou mais o que vejo,
Não sou mais o quero,
Não sou mais o que desejo
Sou apenas o dia a dia que supero]
[Du Macário]

[Sou você em um longo beijo
Com você em paz me vejo
Ter você é o elixir da vida
Só você é o meu desejo]
[Diva L.]

[Desejo de com você estar
E a você me entregar
Sem medos ou receios
E simplesmente te amar.]
[Pati]

[Não sei mais no que acredito
nem o que me espera no porvir;
Hoje, não sou menino nem rei – sou írrito!
Apenas um ser na arte de chorar e de sorrir...]
[Cristovam Melo]

Sou poema e poesia
Sou loucura e paixão
Sou poeta em desatino
Às vezes sou razão
Sou elixir da vida
E quase sempre solidão
[Diva L.]


Poeminha produzido para a blogagem coletiva em homenagem ao Dia da Poesia, no blog do meu amigo querido Xipan Zeca, mas infelizmente não chegou a tempo, pois as postagens foram programadas. Então, só pra variar, nos atrasamos... :(


Tatto, meu querido, ficamos devendo um mais que especial e pontual, combinado?! Beijo grande. Diva L.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Mulheres no traço

Março se despede, mas com certeza nos deixou mais ricos. Viajamos em vários posts e, não por coincidência, esse mês conhecemos mais sobre mulheres de diversas áreas. Cada uma com uma história, um papel.

No entanto, ainda restam inúmeras lacunas a serem preenchida e, entre elas, as das maravilhosas mulheres dos quadrinhos. São tantas e com tantos dotes e "poderes" que fica até difícil selecionar.

Então, a proposta é que indiquem a personagem preferida e com a qual mais se identificam. Oops! Não dá pra indicar apenas uma? No problem! Indiquem quantas desejar, o espaço é de todos.

A minha lista é imensa, mas selecionei as que me acompanham desde a infância e que sempre me influenciaram.Pra quem achou que a minha personagem preferida era a peituda Jessica Rabbit, errouuuuuu!!! Admito que ela é o poder, mas as minhas eternas fontes de inspiração, são as poderosas logo abaixo e qualquer semelhança não é mera coincidência!

Mafalda é uma tira de histórias em quadrinhos escritas e desenhadas pelo cartunista argentino Quino. As histórias, apresentando uma menina (Mafalda) preocupada com a Humanidade e a paz mundial que se rebela com o estado atual do mundo, apareceram de 1964 a 1973, usufruindo de uma altíssima popularidade na América Latina e Europa.Em matéria de preocupação com a Paz e o bem da Humanidade, sou quase uma miss universo...hehehe
Mônica personagem criada por Maurício de Sousa, ela é uma menina forte, decidida, que não leva desaforo pra casa mas, ao mesmo tempo, tem momentos de feminilidade e poesia. Extremamente forte, briguenta e impaciente, sempre anda com o seu brinquedo inseparável: seu coelho de pelúcia Sansão. É dentuça, gorducha e baixinha.
Favor desconsiderar o "dentuça, gorducha e baixinha"
Margarida (Daisy Duck no original), é uma das personagens de Walt Disney. Ela foi criada como a contraparte feminina e namorada do Pato Donald, apareceu pela primeira vez no cartoon “Mr. Duck Steps Out" em 1940. Margarida tem o temperamento de Donald, mas tem um grande controle sobre este, e tende a ser mais sofisticada que seu namorado, com o qual mostra grande afinidade.
Temperamento do Donald, nem tanto, só na TPM...hihihi


E você, com qual personagem se identifica?

terça-feira, 2 de março de 2010

Março de grandes Mulheres

Em 6 dias estaremos comemorando o Dia Internacional da Mulher, por isso, jamais em tempo algum, poderíamos deixar passar sem referência especial.

Favor não confundir mulher com fruta, objeto, nem produto de consumo. "Desce uma Lali gelada", ou ainda, "Uma Kakau com gelo e açúcar, por favor". Não nos resumimos a comerciais de cervejas, nem nos definimos como peito e bunda.

Falo de mulheres reais, que honram os saltos. Mulheres que pensam, amam, adminstram, choram e riem. Mulheres que fazem acontecer.

Por isso, temos inúmeros motivos para homenagear tão misteriosas criaturas, mas vou citar apenas um:

Somos únicas tudo!

Por esta razão, esse mês é nosso! É isso!!!

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