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terça-feira, 20 de outubro de 2009

O mestre Pixinguinha

Considerado um dos maiores gênios da música popular brasileira e mundial, Pixinguinha, o Alfredo da Rocha Vianna Jr. (1897 - 1973), revolucionou a maneira de se fazer música no Brasil sob vários aspectos. Como compositor, arranjador e instrumentista, sua atuação foi decisiva nos rumos que a música brasileira tomou. O apelido "Pizindim" vem da infância, era como a avó africana o chamava, querendo dizer "menino bom". O pai era flautista amador, e foi pela flauta que Pixinguinha começou sua ligação mais séria com a música, depois de ter aprendido um pouco de cavaquinho.

Logo começou a tocar em orquestras, choperias, peças musicais e a participar de gravações ao lado dos irmãos Henrique e Otávio (China), que tocavam violão. Rapidamente criou fama como flautista graças aos improvisos e floreados que tirava do instrumento, que causavam grande impressão no público quando aliados à sua pouca idade. Começou a compor os primeiro choros, polcas e valsas ainda na década de 10, formando seu próprio conjunto, o Grupo do Pixinguinha, que mais tarde se tornou o prestigiado Os Oito Batutas. Com os Batutas fez uma célebre excursão pela Europa no início dos anos 20, com o propósito de divulgar a música brasileira. Os conjuntos liderados por Pixinguinha tiveram grande importância na história da indústria fonográfica brasileira.A Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, que organizou em 1928 junto com o compositor e sambista Donga, participou de várias gravações para a Parlophon, numa época em que o sistema elétrico de gravação era uma grande novidade. Liderou também os Diabos do Céu, a Guarda Velha e a Orquestra Columbia de Pixinguinha. Nos anos 30 e 40 gravou como flautista e saxofonista (em dueto com o flautista Benedito Lacerda) diversas peças que se tornaram a base do repertório de choro, para solista e acompanhamento. Algumas delas são "Segura Ele", "Ainda Me Recordo", "1 x 0", "Proezas de Solon", "Naquele Tempo", "Abraçando Jacaré", "Os Oito Batutas", "As Proezas do Nolasco", "Sofres Porque Queres", gravadas mais tarde por intérpretes de vários instrumentos.

Em 1940, indicado por Villa-Lobos, foi o responsável pela seleção dos músicos populares que participaram da célebre gravação para o maestro Leopold Stokowski, que divulgou a música brasileira nos Estados Unidos. Como arranjador, atividade que começou a exercer na orquestra da gravadora Victor em 1929, incorporou elementos brasileiros a um meio bastante influenciado por técnicas estrangeiras, mudando a maneira de se fazer orquestração e arranjo. Trocou de instrumento definitivamente pelo saxofone em 1946, o que, segundo alguns biógrafos, aconteceu porque Pixinguinha teria perdido a embocadura para a flauta devido a problemas com bebida.

Mesmo assim não parou de compor nem mesmo quando teve o primeiro enfarte, em 1964, que o obrigou a permanecer 20 dias no hospital. Daí surgiram músicas com títulos "de ocasião", como "Fala Baixinho" Mais Quinze Dias", "No Elevador", "Mais Três Dias", "Vou pra Casa". Depois de sua morte, em 1973, uma série de homenagens em discos e shows foi produzida. A Prefeitura do Rio de Janeiro produziu também grandes eventos em 1988 e 1998, quando completaria 90 e 100 anos. Algumas músicas de Pixinguinha ganharam letra antes ou depois de sua morte, sendo a mais famosa "Carinhoso", composta em 1917, gravada pela primeira vez em 1928, de forma instrumental, e cuja letra João de Barro escreveu em 1937, para gravação de Orlando Silva. Outras que ganharam letras foram "Rosa" (Otávio de Souza), "Lamento" (Vinicius de Moraes) e "Isso É Que É Viver" (Hermínio Bello de Carvalho).

Fonte: Cliquemusic

Nos primórdios do samba

Ernesto Joaquim Maria dos Santos, conhecido como Donga, (Rio de Janeiro, 5 de abril de 1890 - Rio de Janeiro, 25 de agosto de 1974) foi um músico, compositor e violonista brasileiro. Participava das rodas de música na casa da lendária Tia Ciata, ao lado de João da Baiana, Pixinguinha outros. Em 1917 consagrou a gravação de Pelo Telefone, considerado o primeiro samba gravado na história.

Heitor dos Prazeres (Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 1898 - Rio de Janeiro, 4 de outubro de 1966) foi um compositor, cantor e pintor autodidata brasileiro. Dominava o clarinete e o cavaquinho, e seus sambas e marchinhas alcançaram projeção nacional. Um dos pioneiros do samba carioca, compôs seu maior sucesso, Pierrô Apaixonado, em parceria com Noel Rosa. Foi um dos fundadores da escola de samba Vai Como Pode, que mais tarde chamou-se GRES Portela. Adotou a pintura como hábito após a morte da esposa e teve seu trabalho reconhecido no Brasil e no exterior, com obras presentes em numerosas exposições.

João da Baiana, nome artístico de João Machado Guedes (Rio de Janeiro, 17 de maio de 1887 - Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 1974), era o mais novo de uma família baiana de 12 irmãos. Participou de blocos carnavalescos e é tido como introdutor do pandeiro no samba e sua especialidade era prato e faca, populares nas gravações da época. Algumas de suas composições: "Pelo Amor da Mulata", "Mulher Cruel", "Pedindo Vingança" e "O Futuro É uma Caveira". Em 1968 gravou com Pixinguinha e Clementina de Jesus.

José Barbosa da Silva
mais popularmente conhecido como Sinhô (18 de setembro de 1888 - 4 de agosto de 1930), foi um compositor brasileiro. Considerado um dos mais talentosos compositores de samba, para muitos o maior, da primeira fase do samba carioca. Filho de pintor, foi estimulado pela família a estudar flauta, piano e violão. Casou-se cedo, aos 17 anos, com a portuguesa Henriqueta Ferreira, tendo que labutar para sustentar os três filhos. Tornou-se pianista profissional, animando os bailes de agremiações dançantes. Não perdia nenhuma roda de samba na casa da baiana Tia Ciata, onde encontrava os também sambistas Germano Lopes da Silva, João da Mata, Hilário Jovino Ferreira e Donga. Os seus grandes sambas, como “Ora Vejam Só” e “Gosto que me Enrosco”, parceria com Heitor dos Prazeres, com quem mais tarde brigaria na justiça por direitos autorais.


Fontes: Wikipédia e sites relacionados ao tema

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