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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Por onde andam Diana Pequeno e Taiguara?

Baiana de Salvador, estudou Engenharia Elétrica, teatro e música no interior. Mas, foi em São Paulo no final da década de 70 que lançou-se como cantora e, foi nesse primeiro disco, que a voz melodiosa de Diana Pequeno se perpetuaram, e foi bastante elogiada pela crítica ao interpretar a versão Blowin' In The Wind, de Bob Dylan.

Na década de 80 participou de festivais na extinta TV Tupi e na Globo, além de apresentar-se, ao longo de seus mais de vinte anos de carreira, em diversos países, entre os quais, o Japão, onde recebeu o prêmio originalidade com a música "Papagaio dos cajueiros". Com repertório eclético, em seus diversos discos já gravou baião, xote, música latina e pop.

No final da década, mais precisamente, em 89 gravou o LP "O mistério das estrelas" , só retornando em 2001, quando lançou seu sétimo disco, pelo selo Rádio Mec, com clássicos da música popular brasileira de autoria de Carlos Gomes, Villa-Lobos, Chiquinha Gonzaga e Guerra Peixe, além de canções folclóricas e algumas mais novas de Edu Lobo e Dorival Caymmi que se integram perfeitamente às demais. Dizem que ficou mais de um ano pesquisando repertório.

Em 2003, apresentou-se no programa "A vida é um show", apresentado por Miéle na TVE, quando falou de sua vida e de sua carreira.

A última aparição pública conhecida de Dianna Pequeno foi em sua terra natal, no ano de 2005. Mais precisamente no projeto "Pelourinho Dia e Noite". Desde então, ela sumiu. Apenas pessoas amigas e íntimas dela, como o percussionista Papete, o Zeca (moderador de sua comunidade no Orkut) e o Zé Roberto(presidente do fã-clube), possuem contato com ela. Alguns dizem que Dianna fechou-se como profissional de engenharia. Outros, que ela encontra-se em projetos futuros. A verdade, só ela e a irmã sabem.

Atualmente, ela mora no Rio de Janeiro. Por conta da saúde do sobrinho, Yuri, a família acabou saindo de São Paulo (ele sofre de asma e a poluição de "Sampa" não lhe fazia bem).

Uruguaio de Montevidéu, Taiguara Chalar da Silva, ou simplesmente, Taiguara, veio para o Brasil com 4 anos. Na década de 60 fez carreira em festivais, tendo se firmado como compositor de baladas até meados dos anos 70.

Considerado um dos símbolos da resistência, foi um dos compositores mais censurados na historia da MPB, tendo cerca de 100 canções vetadas. Nesta época, muitas de suas composições foram creditandas a sua mulher para conseguir liberação das faixas. Tendo morado em diferentes países (Brasil, Inglaterra, Etiópia, França, Tanzânia), a música de Taiguara assimilou diversas influências.

Os problemas com a censura eventualmente o levaram a se auto-exilar na Inglaterra em meados de 1973 e, em 75, voltou ao Brasil, mas o espetáculo de lançamento do seu disco foi cancelado, e todas as cópias recolhidas. Em seguida, partiu para o segundo auto-exílio que o levaria à África e à Europa por vários anos.
Em meados dos anos 80, voltou ao Brasil, gravando guarânias paraguaias e outros ritmos latinos. Também pesquisou a música africana para lançar "Brasil Afri" em 1994. Alguns de seus sucessos são "Hoje", "Universo do Teu Corpo", "Viagem".

Faleceu em 1996 devido a um persistente câncer na bexiga.

Fonte: All Brazilian Music, Por onde canta

Por onde andam?

Música é atemporal, digo, música boa, compositores e intérpretes. No entanto, a mídia por muitas vezes é extremamente injusta, e relega ao esquecimento verdadeiras jóias raras. Quem lembra da Diana Pequeno? Hum, acredito que não muitos. Mas temos casos e casos de muitos que explodiram e foram sucesso, cantados em cada esquina, mas que o tempo foi cruel.

Por onde andam Beto Mi, Sá e Guarabira, Beto Guedes, Ednardo, Joyce, Tetê Espíndola, Kleyton e Kledir, Belchior, Cláudia, Tunay, Flávio Venturini? Sem falar nos que se foram mas que eternizaram momentos e canções como Taiguara, Jessé, Zé Rodrix, Gonzaguinha. Nossa, são tantos! Haja saudades!

Opa, calma aê! Não é preciso ter passeado no Jardim do Éden, para apreciar boa música. Passado só é passado pra quem insiste em não ter memória. Conceitos e preconceitos muitas vezes nos privam de apreciar o que sobrepõe aos ditos 'estilos'. E mais, congelar opiniões é uma das maiores mancadas que se possa cometer.

Enfim, como hoje, 30 de novembro, acordei pura nostalgia com imensa saudade de algo que não sei explicar, talvez de momentos que não vivi, convido a todos a entrarem comigo num túnel do tempo que nem eu sei onde vai parar. Vou apenas me jogar nos braços da música e seguir o compasso da melodia. Boa viagem!

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