Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Apenas sentir

Quando paramos para ouvir o silêncio...
Ahhh, o silêncio!!!
Por vezes, ele tem tanto, mas tanto para nos dizer e ensinar.
Ouvir e sentir o silêncio,
Ler o olhar,
Traduzir a falta do toque.
Palavras não ditas.

Apenas sentir...




Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.

domingo, 25 de outubro de 2015

Ao poeta com saudades


Poeta menino,
Tão frágil que, por vezes, teme o destino
Poeta medroso,
Sente medo da dor,
de doença,
de agulha,
de multidão,
tem medo do escuro,
Mas gosta da noite,
gosta tanto que por ela se aventura em versos.

Poeta sem juízo e sem amarras
Mas que se amarra a um amor doentio
Poeta iludido que pensa que se aprisionando
viverá uma linda e eterna história de amor

Poeta complacente que abre mão da alma de poeta
E no silêncio se justifica e morre,
e mata,
e chora,
e sofre
Poeta que em agonia se mantém
em favor de um alguém
que a ele não respeita
Sim, que respeito pode existir
se destruo o que tens de melhor?

Poeta, de barulho tua alma é feita
No barulho das almas encantadas
sobrevive a tua alma que encanta
Poeta, não morra!
Não se mate!
Não nos mutile! 

Até sofra, 
pois no sofrimento transbordas em versos
Grita, poeta!
Liberta-te, poeta!
Verseja, poeta!
Invade-nos, poeta!
Invada-se, poeta!
Invada-me, meu querido poeta!


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Quando não mais...



Passarei a ver com clareza o que desejo e espero do presente e futuro
Não mais, nunca mais me aterei ao passado porque, redundantemente, passou
Passou como tudo passa - ou como deveria passar
Fecho os olhos e nada vejo além da triste e solitária solidão

Confuso, como pode a solidão ser algo além de solitária?
Sem explicações, por favor!
Pelo menos agora, respeite o meu momento de devaneio.
Claro que não! Jamais usei nem ao menos precisei de entorpecentes

Tinha o mais poderoso entorpecente em meus braços
Bastava fechar os olhos para sentir o aroma que exalava de sua alma
Ainda ouço sua rasgada risada, que rima tão pobre e sem conteúdo, não!
Desculpe-me, foi involuntário...

Aliás, quão involuntária sou quando o assunto é você
Penso e resolvo que não te quero e jamais te desejarei novamente
Determino a resolução como uma sentença que deve ser cumprida
Mas...A mente, a alma e o corpo, não possuem sintonia

E eu, neste grande redemoinho reviro na cama
Controlo a respiração e tento, juro que tento
Não mais pensar sequer no passado que passou
Talvez eu consiga, quem saberá?

Talvez eu consiga todas as proezas
quando um dia eu não mais te amar.

Diva L.

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