terça-feira, 10 de agosto de 2010

Poetas também choram

Poetas também choram:
Choram por sentimentos reais.
Não apenas por amores projetados,
nem tão pouco pelos seus ideais…

Mas por amores rejeitados,
amores perdidos,
amores doídos,
amores engendrados.

Amores intensos e verdadeiros;
Ou, quem sabe, amores fingidos,
amores aventureiros,
amores banais.

Poetas se rasgam,
- se rasgam como papel -
se estragam de doçura,
se castigam de fel.

Poetas se abandonam,
se retalham em postas;
Poetas se inflamam
às tristezas impostas...

Poetas são reais porque são iguais;
São iguais porque de amar se devoram...
Poeta são tolos, quiçá, banais...
No fundo, poetas também choram.


A quatro mãos, Cristovam Melo e Diva L.

2 comentários:

  1. Ah e como choram os poetas, choram em versos, choram em prosas.
    Vezes sonetos, vezes cânticos À bohemia de outrora.
    Como choram poetas, mas estes choram em palavras...

    Perfeita poesia a quatro mãos!

    Beijos

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  2. choro de emoção
    por ver tanta energia
    transmitida, pela
    inspiração dos poetas
    que contemplam a vida!!!

    bjussssssss....

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