Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Nelson Rodrigues: 100 Anos do Anjo Pornográfico

O artista é um louco, como é louco o passarinho, como a estrela é louca, como é louca a flor. É louco, como o louco é amoroso, que vive do seu amor, absorvido egoisticamente no seu amor. O ato criador se basta. É como o homem que realiza o ato sexual, sem pensar em qualquer outra coisa do mundo. O resultado, no entanto, pode ser um filho, a existência de uma outra criatura. Na arte, igualmente, o movimento criador pode implicar em resultados posteriores, mas estes serão sempre alheios ao ato gerador. O artista é indiferente a todo e qualquer resultado que se segue ao ato de criação.  
Há 100 anos, nascia o escritor Nelson Rodrigues. Dramaturgo, jornalista e escritor,  considerado o mais influente dramaturgo brasileiro, enfrentou duras críticas e censuras ao seu trabalho ao mostrar a realidade do povo e da classe média.  Com estilo que afrontava a moral e os bons costumes, suas obras expunham as mais variadas taras humanas com uma naturalidade ultrajante para a época e ele próprio se intitulava um "anjo pornográfico".

Embora tenha passado a maior parte da vida no Rio de Janeiro, Nelson Rodrigues trazia até o final da vida parte do sotaque pernambucano e gírias que eram usadas apenas em sua terra natal. “Eu busquei mostrar a importância do Recife na vida dele. Ele não seria Nelson Rodrigues se não tivesse nascido no Recife. O desassombro, a coragem para expressar suas opiniões, a firmeza, ele ganhou aqui. Ele seria completamente diferente se tivesse nascido em outro lugar, o texto, a capacidade de observação, a ironia, não seria a mesma coisa”, acredita a filha do escritor.  G1
Exposição reúne acervos, jornais, pôsteres, revistas e entrevistas. (Foto: Ivson / Divulgação)

"Ele não seria Nelson Rodrigues se não tivesse nascido no Recife", diz Maria Lúcia Rodrigues, filha do dramaturgo - G1 

Para celebrar a data, a Torre Malakoff, no bairro do Recife Antigo, abre suas portas nesta noite (23) para esse pernambucano que nunca esqueceu suas origens com a exposição ‘Ocupação Nelson Rodrigues’.
 

Serviço:
Torre Malakoff - Praça Artur Oscar, Recife Antigo.
De 23 de agosto a 21 de outubro.
Terça a sexta, de 10h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.
Entrada gratuita.
Informações: (81) 3184-3180 / 3184-3181

Com informações do Portal G1 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O Homem é um ser social

Homem, ser humano, animal bípede da ordem dos primatas pertencente à subespécie Homo Sapiens. Ser dotado de inteligência capaz de ultrapassar os limites, de povoar a terra, de criar,  inventar, descobrir.

Um ser pensante que por ser frágil não sabe viver isolado, precisa da interação com seus semelhantes afim de buscar o seu auto-conhecimento, capta e guarda informações e portanto atinge níveis de consciência, melhorando, assim, o convívio social.
O homem é um ser social porque ainda não aprendeu a viver sozinho, somos sociais não apenas porque dependemos de outros para viver, mas porque os outros influenciam na maneira como convivemos conosco mesmos e com aquilo que fazemos.

Eugênio Mussak
Tomando café
  
Jantando no restaurante favorito
Visitando um museu

Numa lanchonete


Relaxando na praia


Em um encontro – Namorados


Dando uma volta pela cidade

 Reconhecemos o valor da tecnologia, mas quando não sabemos fazer bom uso, o isolamento social é gritante.  Precisamos interagir com as pessoas, afinal somos seres humanos e não máquinas.

Nota: Bom,  as imagens são parte de um e-mail enviado por minha amiga psicóloga, Ilma Melo. Não foi mera coincidência. Infelizmente me identifico em várias situações. Não me considero vítima da tecnologia, nem vilã. No entanto, é sempre bom atentar aos sinais e jamais trocar o olho no olho, o toque e os sentimentos, por qualquer outra tela, seja do PC ou do celular. O espelho da alma jamais mente. Incrível como nos habituamos  e nos deixamos levar pela urgência. Tudo passou a ser urgente e o excesso de tecnologia nos dá a sensação de que estamos tão rápidos que jamais ficaremos no meio do caminho, mas na verdade, urgente mesmo é viver.... sem pressa.

Obrigada, doutora Ilma.

Elô Araújo



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Todo mundo tá feliz!!! Nem tanto...

Sim, não é impressão, eu já falei sobre esse assunto. A recorrente "tirania" da felicidade é uma pauta constante entre amigos, filósofos e programas de auditório. Mas por que estou falando novamente sobre o assunto? Bom, recebi uma  ligação de uma amiga que assistiu um dos  últimos programas de Pedro Bial e, acreditem, lembrou de mim (Arghhhh!!!).  O fato é que não sou tão "eloquente" e "simpática" quanto ele (nem tenho tamanha pretensão), mas nós já tínhamos falado sobre o assunto inúmeras vezes aqui no blog, isto é, a explícita e escancarada necessidade de pessoas se mostrarem infinitamente mais felizes do que realmente são e estão.

Com a febre das redes sociais, parece que essa necessidade agigantou-se. Oops, não estou dizendo que devamos nos mostrar infelizes, vencidos, cansados e neuróticos, nada com exagero. Isso mesmo, exagero por si já cansa. Nada é tão colorido, nem tão tenebroso. Tudo tem uma medida, um meio termo. Optar por estar nas redes sociais é, logicamente, escolher compartilhar. Participar e trocar ideias, conhecimentos, bobagens, não implica que eu grite incansavelmente que estou felicíssima, coloridamente entusiasmada e com total ausência de problemas.

No entanto, é importante atentar para dois fatos que percebo em minhas observações diárias. Para alguns, as redes são redomas e lá dentro apenas os amigos ( inimigos ocultos ou declarados) e qualquer coisa que diga, não ultrapassará as fronteiras que eu visualizo. Para outros, é um verdadeiro reality show, tão em moda. Com isso, alguns se expõem (da pior maneira), e não se dão conta da imensa queimada de filme, sem falar que é algo tão forçado que torna-se desagradável.

No mais, estou na rede mas não fui "fisgada" por ela. Aliás, até fiquei por um tempo totalmente imersa na grande teia virtual, uma experiência inesquecível repleta de experiências, mas os pés voltaram para o chão que, diga-se de passagem, é o melhor lugar para estar. É sempre bom pensar... Pensem  nisso!


Diva L.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Eu poesia

Ainda não era dia e entre sonhos e devaneios
a poesia sem pudores já me seduzia
Os raios do sol ainda não despontavam
e fui despertada com o seu sopro em minha nuca...
Sem reservas, tomou-me em seus braços
sussurou em meus ouvidos frases desconcertantes
Sem licença poética, invadiu meus pensamentos
e dominou os meus sentidos...
E eu, totalmente entregue aos seus desejos
Levitei ao encontro da satisfação
Envolvida e dominada, não pensei (nem quis pensar)
Sentir o toque suave das palavras é uma dádiva
E elas, entre suspiros me diziam baixinho:
Eu explosão e agonia
em um coração dilacerado e transparente,
Sou vontade que vem e passa,
Sou paixão que perturba e se desfaz, 
Sou encatamento e alquimia,
Sou simplesmente, poesia. 

Diva L.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

vinte minutos, uma tarde

durou vinte minutos a condução que me levou
de olinda até recife.
fazia um sol de rachar.
nos encontramos na praça do diário.

durou uma tarde nossa caminhada
pelas margens do beberibe, do capibaribe;
pelas ruas da união, do sol e da aurora.

numa esquina clarice, noutra carlos pena filho,
noutra bandeira, – meu bandeira!
e tantas estátuas espalhadas por ruas e calçadas.

me levaste pela rua da união até pasárgada
e me envenenaste de uma luz tão funda
que até hoje não achei palavra para agradecer.

ruas, rios, pontes, estátuas, risos, histórias.
não deu tempo de conhecer a torre malakoff
e, curiosamente, o dia acabou no marco zero

vinte minutos, uma tarde:
saudade...

poeminha dedicado à eloíde araújo,
pela companhia, disposição (tarde adentro)
e, sobretudo, pela amizade tão preciosa
e tão rara...


cristovam melo
 
 
Cada vez que leio (repetidas e repetidas vezes), parece que volto à dezembro... Tomada pela nostalgia, penso como seria bom se todos os dias fossem como aquela tarde. Como seria fantástico se todas as pessoas que conhecemos na net ou fora dela, tivessem a mesma sensibilidade que o poeta Cristovam Melo.
Meu amigo querido, não imaginas o quanto fiquei feliz ao ler teus versos e constatar que, mesmo em meio a tantos e tantos desencontros, ainda é possível encontrar poesia (no mais amplo sentido da palavra) no coração humano.
A simplicidade da tarde de dezembro, faz brilhar a minha alma. 
Ah, e a foto? A imagem que pra muitos pode não fazer sentido, pra mim representa saudade.  O dia em que o poeta pisou o Marco Zero e se despediu deixando imensa saudade. Muito obrigada pelo carinho. 



Elô Araújo

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