Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Eu poesia

Ainda não era dia e entre sonhos e devaneios
a poesia sem pudores já me seduzia
Os raios do sol ainda não despontavam
e fui despertada com o seu sopro em minha nuca...
Sem reservas, tomou-me em seus braços
sussurou em meus ouvidos frases desconcertantes
Sem licença poética, invadiu meus pensamentos
e dominou os meus sentidos...
E eu, totalmente entregue aos seus desejos
Levitei ao encontro da satisfação
Envolvida e dominada, não pensei (nem quis pensar)
Sentir o toque suave das palavras é uma dádiva
E elas, entre suspiros me diziam baixinho:
Eu explosão e agonia
em um coração dilacerado e transparente,
Sou vontade que vem e passa,
Sou paixão que perturba e se desfaz, 
Sou encatamento e alquimia,
Sou simplesmente, poesia. 

Diva L.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

vinte minutos, uma tarde

durou vinte minutos a condução que me levou
de olinda até recife.
fazia um sol de rachar.
nos encontramos na praça do diário.

durou uma tarde nossa caminhada
pelas margens do beberibe, do capibaribe;
pelas ruas da união, do sol e da aurora.

numa esquina clarice, noutra carlos pena filho,
noutra bandeira, – meu bandeira!
e tantas estátuas espalhadas por ruas e calçadas.

me levaste pela rua da união até pasárgada
e me envenenaste de uma luz tão funda
que até hoje não achei palavra para agradecer.

ruas, rios, pontes, estátuas, risos, histórias.
não deu tempo de conhecer a torre malakoff
e, curiosamente, o dia acabou no marco zero

vinte minutos, uma tarde:
saudade...

poeminha dedicado à eloíde araújo,
pela companhia, disposição (tarde adentro)
e, sobretudo, pela amizade tão preciosa
e tão rara...


cristovam melo
 
 
Cada vez que leio (repetidas e repetidas vezes), parece que volto à dezembro... Tomada pela nostalgia, penso como seria bom se todos os dias fossem como aquela tarde. Como seria fantástico se todas as pessoas que conhecemos na net ou fora dela, tivessem a mesma sensibilidade que o poeta Cristovam Melo.
Meu amigo querido, não imaginas o quanto fiquei feliz ao ler teus versos e constatar que, mesmo em meio a tantos e tantos desencontros, ainda é possível encontrar poesia (no mais amplo sentido da palavra) no coração humano.
A simplicidade da tarde de dezembro, faz brilhar a minha alma. 
Ah, e a foto? A imagem que pra muitos pode não fazer sentido, pra mim representa saudade.  O dia em que o poeta pisou o Marco Zero e se despediu deixando imensa saudade. Muito obrigada pelo carinho. 



Elô Araújo

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aos amigos do Salto15...

Um abraço imenso!!!
 Feliz Dia do Amigo!!!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Dia a Dia, Lado a Lado

Uma música que tira os pés do chão... Às vezes (muitas vezes) flutuar é tudo o que precisamos.

Apenas feche os olhos e sinta...
 


Eu sonhei que estava exatamente aqui, olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui
'cê não sabe mais eu tava exatamente aqui, olhando pra você
'cê não sabe mais eu tava exatamente aqui
Pronto para despertar
Perto mesmo de explodir
Parto para não voltar
Pranto para estancar
Tanto para acordar
Tonto de tanto te ver
Perto mesmo de explodir
Prestes a saber por quê
Por que o sol se vai?
Por que um raio cai?
Se a nuvem vento vem
Por que você não vem?

Eu sonhei que estava exatamente aqui, olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui
'cê não sabe mais eu tava exatamente aqui, olhando pra você
'cê não sabe mais eu tava exatamente aqui
Pronto para despertar
Perto mesmo de explodir
Parto para não voltar
Pranto para estancar
Muito para acordar
Tonto de tanto te ver
Perto mesmo de explodir
Prestes a saber por quê
Por que um raio cai?
Por que que o sol se vai?
Se a nuvem vento vem
Por que você não vem?

Por que?... por que que um raio cai?
Por que?... por que que o sol se vai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

Nada a ver ficar assim sonhado separado
Se no fundo a gente quer o dia a dia lado a lado
Eu não vou deixar você com esse medo de se aproximar
Pra ter um fim toda história um dia tem que começar
Então me diz por que?... por que que um raio cai?
Por que o sol se vai?
Se não é pra gente perceber que um milagre assim se faz
Por que que o raio cai?
Nada, nada a ver a gente se conter se as ondas desse mar
Não param de bater se as ondas desse mar não param de jogar você no meu olhar.

Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Eu em Mim

E eu que já nem sei de mim
Volto no tempo, refaço o caminho
reviso os sonhos que já nem sei por onde se perderam
E eu perdida em mim
Visto a calça surrada, guardada e cheirando a mofo
O velho tênis está a minha espera para me conduzir de volta...
Ah, o caminho de volta...
Quão difícil é retornar,
retomar,
reviver,
reaprender,
O que pensei já não mais existir
Já nem sei como fazer
O eu em mim que por instantes se perdeu
E quando em mim o eu existia
Em meio aos desalentos de mim se esqueceu
E o eu que por mim sobrevivia
No caminho que outrora sorria,
Descoloriu, apagou e se desfez.

Diva L.

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