Ai Tarcísio, deixa de ser radical,
Quando eu falo em deus,
Eu não falo em Deus!
Abandone a si para enxergar o mundo...
O universo não é tão simples para seus devaneios
Nem tão pouco meticuloso para aplacar toda esta febre.
Sua sede, sua fome de vida que não cessa.
As noites vazias
As tardes de tédio
As claras manhãs de ilusões.
Acredita, engana-se, esquece, erra, perdoa, volta,
Nesta alvorada incerta
Procura o Norte. Encontra o nada.*
Ai Tarcísio,
Por que ainda questiona-se?
Abandona esta filosofia barata!
Esta garrafa de uísque!
Este ópio que o cega,
Cheio de porções pequenas amorfas de dúvidas.
Opróbrio das mulheres
Perdido em bares
Inebriado por palavras.
Engana-se mais uma vez.
Escolhe o mesmo caminho
Questiona-se até o infinito.
O que importa! Peque mais e mais- amém!
Embriague-se em adultérios
Continue este transtorno entre os seres.
Chore, ame, mesmo que as palavras não façam sentido algum.
Acreditas ainda no amor e em suas possibilidades,
E, se existe mesmo isso a que chamam coração
O seu é muito maior que toda a sua 'gigantisse'.
Pare por um momento, escute-o...
O que queres? Não sabe!
Você indaga tanto ao próximo quanto ao próprio conhecimento,
Mas e você, sabe quem é?
Ah, Tarcísio "vai ser gauche na vida"!
P.S: Poema feito para um Grande amigo em todos os sentidos... *Grifo do próprio Tarcísio.
Elaine Castro
Nota: Poema "sequestrado" do blog "Visões de um ser", da blogueira e poetisa Elaine Castro, cuja sensiblidade nos faz divagar em seus versos. Obrigada por imprimir no Salto15 esse transbordar que muito nos enriquece. É uma honra tê-la conosco.
Diva L.
21:00
Elô Araújo
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