Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

quinta-feira, 3 de março de 2011

A Idade da Pedra

Confesso que sou um tanto cética com relação à coincidências, acredito que até uma folha que cai tem um motivo real. Hoje vindo para o trabalho, tropecei  em um outdoor, em fração de segundos o cérebro viajou a mil km/h. Em época de folia, é importante falarmos até a exaustão: Droga mata!
Para os apaixonados por carnaval e folia, não é necessário ficar “chapado” (nem sei se ainda usam essa gíria) ou “lombrado” (acho que essa é mais recente) para se divertir. Independente da época, se adultos, adolescentes ou crianças, droga mata sem piedade.
Mas voltando ao outdoor, trata-se da campanha da Bandeirantes Mídia Exterior que lançou em fevereiro um alerta sobre o problema social e de saúde que o crack gera. A peça, com a imagem de um senhor tem como título “A idade da Pedra”, seguido da marca “crack” e o texto “Quando você se omite, a Sociedade Regride”, fazendo referência aos tempos da Idade da Pedra.

Durante o trajeto até a empresa, vim pensando na mensagem, nem lembrei do blog ou de fazer um post a respeito, mas ao entrar no Salto15 percebi um novo seguidor e, como sempre faço, fui conferir a origem. Trata-se do blog “Só por hoje”. Rapidamente li alguns posts (antes que o chefe começasse a chicotear) e achei extremamente apropriado. Por esta razão, abro espaço no Salto15 para divulgar e convidar a todos a visitarem e divulgarem também. Não sou usuária, mas conheço pessoas queridas que são e precisam de ajuda.

É de amargar

Eu bem sabia que esse amor um dia
Também tinha seu fim
Essa vida vida é mesmo assim
Não penses que estou triste
Nem que vou chorar
Eu vou cair no frevo que é de amargar.
Eu já arranjei outra morena bonita
Anda bem vestida, cheia de laço de fita
Gosta de mim com toda emoção
E já se diz a dona do meu coração.
Eu bem sabia que esse amor um dia
Também tinha seu fim
Essa vida vida é mesmo assim
Não penses que estou triste
Nem que vou chorar
Eu vou cair no frevo que é de amargar.
Minha morena sempre diz, quando me vê
- Gosto de você, não sei como e porque.
Me faz carinhos a todo momento
Porém eu tenho medo do seu juramento.
Tenho uma coisa pra lhe dizer
Mas não digo não porque faz mal ao coração.
Tenho uma coisa pra lhe dizer
Mas não digo não porque faz mal ao coração.
Não confessarei o meu segredo
Só porque você é convencida
Pois se eu lhe contar você vai rir
E sem querer eu vou chorar por você, minha querida.
Tenho uma coisa pra lhe dizer
Mas não digo não porque faz mal ao coração.
Tenho uma coisa pra lhe dizer
Mas não digo não porque faz mal ao coração.
Eu sei que você gosta de outro
Mas eu lhe queria mesmo assim
O meu coração eu lhe darei
Porém com uma condição, se você disser que sim.

Capiba

quarta-feira, 2 de março de 2011

Capiba: O Poeta do Frevo

Filho de um maestro, nasceu em Pernambuco e mudou-se para a Paraíba na infância. Aprendeu música com o pai, assim como seus 12 irmãos. O apelido Capiba (que na gíria local designava "jumento") era extensivo a toda a família, e, segundo dizem, foi inaugurado pelo avô do compositor, que era baixinho e teimoso. Aos 16 anos atuava como pianista no cinema de Campina Grande, e nessa época chegou a pensar em seguir carreira como jogador de futebol. 

Aos 20 anos a família obrigou-o a abandonar a música e a bola para estudar. Foi para João Pessoa, mas continuou tocando e compondo, e em 1925, além de empregar-se mais uma vez como pianista de cinema, sua valsa "Meu Destino" foi editada. Em 1930 conseguiu um emprego no Banco do Brasil e foi para Recife. Lá entrou para a popular Jazz Band Acadêmica e compôs seu primeiro e mais famoso frevo, "É de Amargar", em 1934, vencendo um concurso de músicas de carnaval. O frevo foi gravado por Mário Reis no Rio de Janeiro, com enorme sucesso, e consagrou Capiba como expoente do gênero. 

Outros frevos de sucesso que se seguiram foram "Manda Essa Tristeza Embora" (1935) e "Quem Vai Pra Farol É o Bonde de Olinda" (1937). Ganhou diversos prêmios em concursos de música, tendo composições gravadas por intérpretes consagrados. Em 1943, Nelson Gonçalves lançou o samba-canção "Maria Bethânia", que rapidamente se tornou um sucesso nacional. Compôs para teatro, em peças de Ariano Suassuna, e com este integrou o Movimento Armorial na década de 70, escrevendo a "Grande Missa Armorial" e a peça "Terra sem Lei". 

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