Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

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sábado, 14 de maio de 2011

6 Mãos


Batatinha quando nasce
Pata aqui, pata acolá
É rápido sem pensar
É fácil de falar
Pata aqui, pata acolá

E agora vamos rimar
Eu rimo daqui
Pata aqui, pata acolá
E tu rimas de lá

E tu gostas de batatinha?
A vez é tua, podes falar
Batatinha quando nasce
Pata aqui, pata acolá

Vamos todos pensar
Pata aqui, pata acolá


Marcella, Nicholas e Tia


Primeiros versos produzidos com os meus sarauzeiros do barulho (10/11/2011), Tchella (10 anos) e Nicholas (6 anos). Será que tem futuro? :P

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

SMS: Boa tarde, desejos e Pasárgada

A manhã se foi – a tarde chegou...
Tão depressa que eu nem vi chegar ao fim.
Nem mais um aceno por aqui o vento soprou...
Daquelas flores que colorem o meu jardim.

Daqui, o meu desejo que não cessa (ainda
Que simples) continua com a mesma intenção:
Que seja a tarde toda de calor, de anseio
                                             [e paixão...

Boa tarde, flores do meu jardim! [Cristovam Melo]


P.S.: Tamanha é minha solidão que eu quase
chego a escutar o eco das minhas palavras
e os sentimentos do meu coração... Eita!!! Gostei...


Culpa sua, nobre poeta
Que o dia começou com reunião
Elas se estenderam e aqui aportaram
Pondo fim à inspiração

Cansado o corpo já reclama
louca para em Pasárgada repousar
Vou-me embora sem aviso
E prometo lá navegar

Navegarei por entre versos
E em braços me perderei
Não sei se retorno
Ou pra sempre lá ficarei...
Vou-me embora!!! [Diva L.]

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Entre Papos e Paradoxos

O homem apaixonado não é nada
Não quero mais estar apaixonado 
Não desse jeito...
Estou no processo de desapego


A paixão só é boa quando tira o nosso norte
E os pés saem do chão
É verdade, mas quando os mundos 
                                                    são diferentes...
Nas diferenças nos completamos


Vivemos a espera de um grande amor 
E quando sentimos que, finalmente, 
                                                    vai acontecer
O medo se apresenta e estraga tudo...
Tudo o que poderia ser belo e único

Ah, me entrego tão fácil
Talvez esse seja o problema
São tantas teorias,
Tantas explicações

Preciso focar em outras coisas
O mundo parece que fica 
                                     pequeno demais
Apesar de não haver um lapso 
                                             na lei da gravidade
Amar vicia e às vezes pode fazer mal

Nunca fui de excessos
Mas sempre gostei 
                                de experimentar
E moderar...
E ponderar...

Não tenho amarras
Nem mesmo raízes
Não suportaria estar 
                         preso a um sentimento
Não quero me prender de forma alguma

Não tenho amarras
Nem mesmo raízes
Não suportaria viver sem um amor
Quero estar "presa" por vontade...
                                       O amor liberta!


Diva L. e Lugus - Parceria no Sarau 22/01/11, apenas falando de amor, encontros e desencontros, medos e outras cositas mais. Valeu, grande líder!!!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Medo

Medo de você,
Medo de te ter
E de te perder
Medo de ser  

                    com você

Medo de me perder 
                     em você
E de me prender a você
Medo de me perder
Quando te achar

Medo de deixar de ser
Quando me encontrar
Quando não puder 
                         mais ser
O que fazer?


Quero liberdade de sentir
E de não sentir
Não sei o que quero
Quando o que quero 
                          é você

Mas tem o medo

Você e o medo
O que faço com ele?
Você e o meu medo

O que faço sem você?

O meu norte se perdeu
O meu chão pra onde foi?
As estrelas não me guiam


O meu medo me cegou
Nem o sol me aquece
Pois o meu coração 
                              está frio


Eu e o frio
O frio da sua ausência

Eu e o medo
Como deixei você partir?

Minh´alma está perdida

Não sei pra onde vou
A vida está sem vida
Já nada sinto, frio ou pavor

Ai, minha alma doída
Sofre e chora e grita
Por você...

Escolhi o medo...

Perdi você!!!


Diva L. e Pati...Sarau 22/01/11. Valeu, Pati!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A paixão nas pontas dos dedos

Coloquei minha paixão
nas pontas dos dedos...
Tateei teus traços
no escuro, sem visão.
A ferro tatuei-me em ti;
Te marquei a carne,
o riso, o rosto, o corpo.
Te arranhei as costas,
e te molhei em gozo.

Como centenas de peça
de um quebra-cabeça,
cúmplices, nos encaixamos...

Súbito não havia mais
cheiro, nem cor, nem som...
Só eu e você num frenesi,
num doce e quente frisson...

Livre dos medos,
expulsei meus pensamentos
bárbaros e duvidosos;
Rasguei os tristes sonetos
esquecidos nas gavetas
empoeiradas dos armários
                    [obsoletos.

Reescrevemos nesse momento,
o encantamento de nós dois,
em versos livres e soltos
que brotavam – naturais,
do nosso amor...



(Poeminha em parceria com a amiga, poetisa e blogueira Diva L. Na verdade, o poema é dela!!! rs!!! Eu "roubei!!!'')
Nota: Texto publicado no Recanto das Letras e no Covil das Almas Encantadas. Fiquei surpresa com o resultado. O que era apenas um rascunho, nas mãos habilidosas do Cris, se tornou em um poema lindo e intenso. Sinto-me lisonjeada com essa parceria. Ao grande poeta, resta apenas agradecer. Quanto ao "roubo", lembro que a porta está sempre aberta. 

Diva L.

sábado, 17 de julho de 2010

Tengo Miedo
















Tenho medo!
Medo do vazio,
Medo de não ter medo...

A cada microsegundo que passa,
Meu maior temor se aproxima...
Tenho medo de envelhecer!
Para este não há solução.
Todos envelhecemos, é fato!

A solidão me assusta
E a solidão entra no vazio...
De volta ao começo!

Medo de não voltar a sorrir,
De não voltar a amar...
Tenho muito medo da tristeza!

Medo de não voltar a voltar
De não voltar a ir
De não voltar a levantar
De não voltar a cair

Dentre todos os medos,
o maior e o que me consome
É o medo da vida me tornar amarga

Mas há tantas coisas que não precisam voltar!
Podemos começar de uma nova maneira,
Podemos levantar de uma forma nova,
Ir com um novo passo.

Abri-se para o novo
Sem medo de errar,
De sofrer,
Chorar,
Perder...

Tenho medo do novo! Todos temos!
Mas o que é conhecido não é mais suficiente...

Tenho medo do antigo,
Que ele retorne e me devore
O antigo também é necessário
Ele ajudou a construir nossas bases

Novo ou antigo é só uma questão de tempo
É nossa referência,
Tempo de ser e de estar.

Para tudo há um tempo determinado
Acredito que também há um tempo
Para sentir medo...

Kakau, Lali, Dú Macário e Pati...Sarau!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Nostalgia

Saudades de momentos
Que não foram vividos
Anseios, desejos,
Sentir falta de alguém...

Um alguém jamais visto,
Jamais tocado,
Mas sentido...
Sei que existe!!!

Como pode não existir
Se o sinto tão perto?
O perfume reconheço de longe...
O calor da pele,
A firmeza das mãos...

Basta fechar os olhos para
Vislumbrar o brilho dos olhos
O encanto do sorriso...
Ah, o sorriso!!!

Loucuras, sandices?
Não pode ser...
Não pode ser apenas sonho!

É real!
Existe...
Pelo menos, dentro de mim!


Diva L. e Cristovam Melo

Momento de devaneio quando constatamos que, o fato de sentirmos saudades não nos credencia como loucos (ou não). Quem pode explicar o profundo sentimento nostálgico? Sentir saudades e não saber o porquê, nem de quem...Acredito que todos, pelo menos um dia, já se questionaram à respeito.

Lucidez e Loucura


Quando o negócio é amor,
O que é lucidez? O que é loucura?
Não entendo o que definem como loucura...


Lucidez é a certeza do sentimento,
a convicção!
A loucura...É a entrega!


É o mergulhar de cabeça
sem se preocupar com a profundidade.
Quero porque quero!
Amo porque amo!


Acredito que se houver lucidez
não dá pra ser amor.
Amor não é algo centrado,
é um pisar nas nuvens


Como sonhos desejados
Mas não alcançados,
No entanto, mesmo loucos
São maravilhosos.


A linha que separa a lucidez da loucura
é tão tênue que não dá pra definir...


Kakau, Dú Macário, Diva L. e Andréa... Devaneios...tantos e tantos devaneios!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mágoa

Olho teu reflexo na água
Tento te alcançar e te vais, como nuvem...
Ah, quem dera ter-te de volta,
Completar-me como homem...
Não! Já me basta o que ocorrera...
Molhaste-me de mágoa...

Que invadiu meu íntimo,
E como chaga se alastra,
Como prédio sem pilastra,
Derrubastes minhas defesas.
Eu, refém dos teus desmandos
Entreguei mesmo o último reduto

Para descobrir, no fim de tudo,
Que nada eras...

Diva L. e Dú Macário

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Querer

Quero-te toda para mim...
Teu olhar já me possui antes de ti
E em ti me perco...E me acho...
Sempre e sem fim.

Quero querer
Mas o querer em mim se perde
Porque de tanto te querer
O querer é pequeno

Frente ao imenso desejo
Que é te querer!

Diva L. e Dú Macário

Ilusão

Quando se está perdido
É mais fácil se achar
Basta olhar em volta
Sempre há uma estrada...

Um caminho,
Uma ponte...
Uma janela que se possa pular,
Uma porta a ser aberta.

Mas quando se está iludido
É difícil...
Mas o que é ilusão?
Talvez o silêncio?

É quando algo se faz existir aos seus olhos,
E se deixa tocar pelas suas mãos,
Mas no fundo não existe,
É pura quimera ao coração!

Ilusão é acreditar que você pode voar,
Mesmo estando acorrentado...
A fé ocorre quando você quebra esta corrente.
Talvez seja silenciar diante do medo da conquista,
Assim não corremos o risco de ter ou perder.

É bem mais fácil, porém, se reter...
E ter de escolher.
Mas sempre podemos escolher...
Esse é o ponto!

É o que nos gera um certo conforto,
E o que nos faz não se sentir morto,
E almejar o certo!
E esquecer o torto...

Kakau, Diva L., Cristovam Melo e Dú Macário. Sarau, sarau...Sarau!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sintonia

Sou tão somente amor
Sou tão somente você
Em você o amor sem medida
Desvairado, ensandecido
Despedaça em cor!

Pois sou assim fruto seu
Do amor desmedido,
coração querido e ferido
Que não teme a dor
Por ter amor como amigo

E sofre por não ter
O amigo como amor
Os dois dilaceram a alma
Mas sobrevive por fazer
Do amor também sua dor

E a dor vira amor
Prospera a vida e nos acalenta em seu calor
Sem seu furor mas com o torpor
E é apenas e seguramente o que me guia...
O amor!

Entrelaçam as palavras
E se resumem nas intempéries
Do que é o amor
Como brisa suave
Ou como tormenta

O amor me invade
E me consome
E me transborda
Faz de mim o que bem quer
E ele sempre quer
Me quer sem medida,
Sem limite,
Sem controle

Te quero em eterno
Pois já é parte de mim
E em presente
Pois é o meu guia
Da escuridão das sombras
À luz celestial

E faz de escuridão no meu sonhar
Para te ter junto a mim
E um sonho juntos bailar
Te esperarei aqui calado, você chegar
E se aproximar...E me tocar
Entorpecido pela essência que é te amar
Não há nada melhor, como te amar...

Pois já não sou mais dono de mim.


Falar de amor por cinco corações e 10 mãos, foi uma experiência única vivenciada no sarau de domingo (11/07). Pati, eu, Cristovam Melo, Dú Macário e o mais novo amigo, o poeta e blogueiro Hamilton H. Kubo, cujo cérebro perfumou e embriagou a todos. Obrigada aos pensadores por nos proporcionarem tão magnífico momento. A minh´alma, ainda em enlevo e ansiosa por novos encontros, agradece.

Edição: Diva L.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A dor...

















A dor inspira...
Vinícius já dizia:
"Pra se fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza".
É, isso é verdade!
Porque quando há rompimento de relação,
se tem uma obra prima pra consolidar.
Talvez porque as pessoas só parem para refletir
sobre a importância e intensidade de um sentimento com a crise.
É como os poetas, vivem da dor alheia.

Os momentos que mais criei e que fui mais intensa,
foram os momentos de dor.
Mas não só relacionada aos amores, mas as perdas.
É o momento que você está mais conectado consigo mesmo,
e com o que há de divino.

É como se fosse uma busca pra sobreviver, pra não afundar.
A força pra continuar vivendo, é o derramar, o colocar pra fora.
Dores, são tantas!
O meu momento de maior dor foi quando meu pai saiu
de casa e não me levou.
A dor que não é de amor, às vezes, é maior e
não tem nada a ver com o amor.

Quando eu perdi a minha mãe, pensei que morreria junto.
E acho que uma parte de mim morreu.
Dor não tem igual.
Um vazio...
Não tem tempo que apague. Amores se vão.
Chora hoje, se refaz amanhã.
Tudo passa. O tempo cura a dor do amor.
Mas essa perda, nunca cura. Nunca sara.

A interpretação antológica da Elis Regina deu o tom da noite... Simplesmente perfeita!



O texto é resultado da troca de experiências, dores e inspirações de Diva L., Pati, Cris e Andréa. Obrigada por mais este momento.

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