Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fios e pegadas

(Já que ninguém visita meu humilde blog... posto aqui... preciso ser lido!! meus dedos estão engasgados!!! rsrs... Muito obrigado pelo espaço, Lali... Beijos!!)


Fios e pegadas (Alsife Ezá)


"Viagem de cerca de duas horas. Caminho longo, cheio de curvas, já sabia o quanto seria entediante e desconfortável a jornada de volta naquele circular intermunicipal. Esperei que todos entrassem, até mesmo a senhora que chegou depois, meio ofegante, trazendo duas bolsas cheias de coisas valorosas, a julgar pela força com que se agarrava a elas. Paguei a tarifa, me sentei do lado direito, acomodei a mochila e o guarda chuva, para que não dançassem a cada curva apressada. Tirei o livro da mochila, aquele que comecei há dois dias e que me impelia à leitura urgente, quase viciada. Livro bom é como entorpecente. Abri, mudei o marcador para o meio do livro, li o último parágrafo já lido, a fim de reavivar a intensidade sensorial abruptamente cortada pela chegada do ônibus e pelo tilintar coletivo das moedas. Falatório em redor não atrapalha, mas sons financeiramente metálicos desconcentram minha leitura; vai entender. A iluminação é ruim, e procuro em volta um lugar melhor e logo ali, no lado esquerdo, um pouco à frente, um lugar vago, na verdade os dois, bem embaixo da melhor lâmpada lateral, que mais iluminava. Parecia reservado para mim. Juntei mochila, guarda-chuva, livro fechado entre o polegar e o médio, com o indicador marcando a posição. Sentei, acomodei, voltei no mesmo parágrafo revitalizador e segui a leitura.

Pessoas entram e saem, sentam e levantam, rostos comuns e indiferentes. Solavancos e paradas constantes me desviam da leitura por alguns instantes, é quando percebo a troca de rostos. Normalmente procuro por belos rostos e formas, para amenizar a chateação da viagem e descansar os olhos da leitura sob a luz deficiente. Mas neste itinerário, difícil se deleitar com belas visões, o que me faz voltar à leitura em poucos segundos. Realmente, o livro consegue ser muito mais fascinante que qualquer acaso feminino no momento, se considerar que meus olhos têm vontade própria em relação ao gênero oposto.

domingo, 18 de julho de 2010

Égoda

Canto I

O primeiro é naturalmente rosto;
Produzido, o segundo mascara.
Já cola-se à derme, se torna chaga,
E ao prurir, em si, o pior desgosto.

Foi engenho, pr’á que fosse oposto;
Um sobre o outro, o que não agrada,
Furtar um ser que a si mesmo enfada
E criar outro, em detrimento ao tosco.

E o novo, à luz, ganha, assim, a vida
Que o oculto, na sombra, não verá,
Por uma natureza fraca, contida.

Com razão, o segundo chora, pede
Ao primeiro que suma, que se vá,
Que permita à mascara ser pele.

Alsife Ezá - Surtos do Legi

sábado, 29 de maio de 2010

Ser ou não ser o que mesmo??


PC SIQUEIRA FDP!!!!!! Isso mesmo!!! Ele é um FDP!!! Descobri os vídeos dele ontem, a Lali do Salto me mandou, dizendo que era a minha cara... de fato, é a minha cara, sim... adorei os vídeos... me identifiquei demais com o estilo de humor, etc... isso, nos primeiros 3 vídeos... já era tarde. Desliguei o pc e dormi.. fui trabalhar, cheguei em casa, comi os salgados que comprei no caminho, liguei o pc, e fui ver os vídeos desde o começo... tava empolgado, já tava achando que finalmente tinha encontrado alguém legal pra seguir na net, quem sabe a projeção do meu alter ego... entrei na lista, e comecei a ver desde o primeiro, por ordem cronológica...
O cara é nerd mesmo, não se pode negar... tem o genuíno humor nerd, que só outro nerd aprecia, e principalmente, entende...

http://www.youtube.com/watch?v=YCMK2nelTUo



Com o passar do tempo, fui vendo que a nerdice dele é algo genuíno demais... e aí comecei a ficar mal comigo mesmo... aos 29 anos, finalmente me aceito como nerd... batalha dura... um trabalho mental realmente foda... não é fácil se aceitar nerd, qdo vc cresce sem amigos nerds... anos e anos tentando esconder isso, observando e aprendendo com os outros como não ser nerd... nunca funcionou... mas eu tentei... ao observar o PC, descobri que não sou tão nerd assim...
E toda essa busca da minha psique forjada me fez ficar diferente... hj sou um híbrido... ao me comparar com o PC, vi que não sou mais nerd... tb não sou descolado... não tenho mais identidade...
Voltei a estaca zero... mais um ponto que me remete à certeza de que sou um homem-quase (o que é diferente de quase homem... qqr dia discorro sobre o tema)... nem nerd consigo ser mais!!!
Bem... na verdade, o Fábio já tinha me definido há muito tempo atrás... sou igual a ele... sou um neo-nerd... Darwin certamente nos colocaria na escala evolutiva dos nerds... só não sei se abaixo ou acima... bebo, fumo, gosto de sexo... saio pouco, mas qdo saio é pra chegar em casa só depois do sol alto... não gosto de HQ, tenho verdadeira aversão a RPG, e tenho vontade de bater em quem diz gostar disso... nunca gostei de videogames, não curto rock estrangeiro, não sou urbano... adoro natureza, mato, cachoeira, acampar... não tenho medo de gente, embora goste de ficar sozinho, sou altamente sociável, até mais do que eu mesmo posso imaginar... mas gosto de coisas intelectuais... não gosto de pessoas burras... sou eskisito, magrelo, pálido, baixinho, cabeçudo, feio, uso óculos... as pessoas me olham estranhamente, intrigadas com algumas coisas que falo...
Enfim... sei lá... só sei que desde a infância tinha tudo pra ser um nerd de verdade... ou ser um descolado de verdade... e hj não consigo ser nenhum dos dois... mas nunca tinha percebido isso de verdade... eu achava que era nerd... e hj vi que não sou...
continuo adorando os vídeos do PC, mas se eu o visse na rua, quebraria a cara dele... prefiro pensar que ele não existe, que é computação gráfica... assim tenho menos raiva...
PC Siqueira... vc é fodástico!!!!! Mas não deixa de ser um filho da puta!!! Vai tomar no meio do olho do seu cu!!!

(escrito direto, sem parar, sem revisar... e postado do jeito que ficou... culpa do PC)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Outrar = Fazer outro (neologismo)


Já que Dona Diva tá dodói, me incumbo de manter o brógui atualizado... Lá vai mais um texto de meus grandes amigos Alsife Ezá e Casulo Pupa, que, ineditamente pela primeira vez sem haver outras vezes antes da vez anterior, escreveram algo em conjunto. Eis o que duas mentes de uma são capazes de fazer quando a mente original se parte em duas:



“OUTRAR” - (Alsife Ezá / Casulo Pupa)

Não quero ser inteligente, nem burro, nem bonito, nem feio, nem bom, nem mau...
Quero trilhar caminhos comuns e conhecidos, gostar de clichês, crer no que a maioria crê, fazer o que a maioria faz, pensar o que a maioria pensa.
Não quero entender o que ninguém entende, quero fazer cara de paisagem ante um assunto complicado...
Acreditar em coisas inacreditáveis, quero ter fé... por mais ilógica que seja.
Me iludir só com coisas iludíveis...
Não mais medir forças para provar o improvável.
Quero errar, e repetir o erro, varias vezes... e me revoltar com isso... e jamais aprender...
Que o fantasma da razão não me atormente com auto-análises cáusticas, muito menos com análises, ainda mais ácidas, sobre tudo que me cerca.
Esquecer os males recebidos, também os enviados.
Quero não saber que tudo pode se repetir, para não mais temer em seguir em frente...
Aprender a perdoar, pedir perdão... Aceitar que tudo é como é, e que não posso fazer nada, só aceitar...
Não quero estacar num ponto da vida, e perder o que não posso perder, mesmo que não faça a mínima idéia do que seja.
Ah... quero gozar da volubilidade, dessa tão confortável volubilidade...
Sem crises de consciência! Quero errar, e não perceber que errei, mesmo que me falem...
Sem me preocupar com evoluções internas, se machucarei alguém, antes que isso aconteça... Principalmente, sem me preocupar se serei machucado.
Não quero pensar em mais nada... Nem mesmo quero pensar!!!
Quero ficar em silencio, e ouvir, dentro de minha cabeça, somente grilos cantando...
Não quero criar teorias sobre fatos e comportamentos, não quero entender como e porquê coisas acontecem e atos são feitos.
Quero repetir jargões, ditos populares, como se fossem a filosofia mais exata possível (e talvez até sejam), quero pertencer ao senso-comum. Quero sê-lo!
Sentir o corpo arder, e confundir com sentimento puro.
Me enganar, acreditar que cada fato aparentemente novo é, de fato, novo.
Que as semelhanças me pareçam diferentes, e que as diferenças me pareçam semelhantes...
Ser semelhante aos que me são diferentes, e diferente de meus semelhantes...
Errar em conclusões, acertar no que nem pensei.
Quero ver, e somente ver... Sentir, e somente sentir... Só quero dividendos de operações matemáticas, talvez nem delas...
Não mais perder tempo em escrever textos afetados, dúbios, confusos, incoerentes... Quero matar o lirismo poético, que não me serve de nada... nada que seja útil de fato.
Não quero mais querer.Quero fugir de mim, descansar... Para só depois me abrigar em mim mesmo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ensaio sobre Caramelos Marinhos


Fico pensando sobre as relações linfáticas... Serão meros desesperos grelo-sociais? Talvez não, talvez sim... Mas a questão principal é: de que forma os taturanamentos góticos podem vistoriar as caçambas imperiais? Sei lá... Isso me engravida... Me torna peralvilho antes os alvéolos suburbanos do crepúsculo madrugadesco.

Entre tantas pigmentações, penso que nada poderia esborrachear o fado cinético e tempestuoso da calmaria amarela... É como se em cada soberbismo fático houvesse uma organela fétida, conjurada por fetiços harrypotteranos...
Enfim... Nada se consome em tudo... E aqui fica minha dica...

(Escrito em 2 minutos, com a lentidão necessária pra se fazer direito)

sábado, 27 de junho de 2009

Sociedade dos Poetas Vivos e Loucos

A cada dia me surpreendo e me apaixono mais pelos "loucos poetas" que frequentam o blog. É impressionante como em um simples papo, poesias e pensamentos filosóficos brotam sem grandes pretensões, e sem os mesmos se darem conta.

Sociedade dos Poetas Vivos será um post constante. A cada novo papo, devaneios e loucuras, compartilho com todos.
Boa viagem!


Se fiz as pazes?
Fiz sim, ainda bem que nos amamos.
Fica bem mais fácil fazer as pazes quando
a saudade bate...
Amor amadurecido?
Nem tão amadurecido assim
Não sei dizer se sou maduro pra isso.
Vou te confessar uma coisa:
Dá pra ficar sem falar?
Se vamos conviver, temos que exercitar o perdão.

Se você não se sente completo com alguém,
Por que tem que se prender a ele?
Você tem mais é que ser feliz.
Se é pra amar, que seja completo...
Não dá certo viver pela metade.

Ah, estão distantes fisicamente? E daí?
O amor me deu um outro olhar do mundo...
Percebi que não posso ficar me privando de viver,
apenas porque algo me segura.
Ou melhor ...não era algo que me segurava,
era eu quem segurava algo...

Se você tem medo de quebrar a cara, foda-se o mundo!
Somos resilientes, lembra?
Temos o fator X da regeneração
Todos somos um pouco Wolverines...
Sei lá, como estou transbordando de amor,
quero que todos amem também.

Legionário
(Texto copilado por Lali)

Mais um lance virtual que toma forma e salta da tela pra realidade.
Bravo, nobre poeta!
Parabéns, Legi! Felicidades!!

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