O artista é um louco, como é louco o passarinho, como a estrela é louca, como é louca a flor. É louco, como o louco é amoroso, que vive do seu amor, absorvido egoisticamente no seu amor. O ato criador se basta. É como o homem que realiza o ato sexual, sem pensar em qualquer outra coisa do mundo. O resultado, no entanto, pode ser um filho, a existência de uma outra criatura. Na arte, igualmente, o movimento criador pode implicar em resultados posteriores, mas estes serão sempre alheios ao ato gerador. O artista é indiferente a todo e qualquer resultado que se segue ao ato de criação.
Embora tenha passado a maior parte da vida no Rio de Janeiro, Nelson Rodrigues trazia até o final da vida parte do sotaque pernambucano e gírias que eram usadas apenas em sua terra natal. “Eu busquei mostrar a importância do Recife na vida dele. Ele não seria Nelson Rodrigues se não tivesse nascido no Recife. O desassombro, a coragem para expressar suas opiniões, a firmeza, ele ganhou aqui. Ele seria completamente diferente se tivesse nascido em outro lugar, o texto, a capacidade de observação, a ironia, não seria a mesma coisa”, acredita a filha do escritor. G1
Exposição reúne acervos, jornais, pôsteres, revistas e entrevistas. (Foto: Ivson / Divulgação) "Ele não seria Nelson Rodrigues se não tivesse nascido no Recife", diz Maria Lúcia Rodrigues, filha do dramaturgo - G1
Torre Malakoff - Praça Artur Oscar, Recife Antigo.
De 23 de agosto a 21 de outubro.
Terça a sexta, de 10h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.
Entrada gratuita.
Informações: (81) 3184-3180 / 3184-3181
13:00
Elô Araújo


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