Badi Assad, nome artístico de Mariângela Assad Simão, irmã mais jovem dos violonistas Sérgio e Odair Assad ( o Duo Assad), também seguiu a carreira musical.
Seus estudos musicais começaram na infância, com um pequeno teclado. Aos catorze anos, começou a tocar violão para acompanhar o pai, bandolinista. Depois formou-se em violão (RJ) e, em 1984, venceu o Concurso Jovens Instrumentistas, a partir de então passou a explorar novas possibilidades com a voz e a percussão do próprio corpo.
Música, música e música. A inspiração que inspira, eleva, deleita. Assim foi o nosso Sarau neste sábado, 29/01, que, sem dúvida, ficará na memória e será lembrando quando pensarmos em momentos de prazer. A minha amiga sarauzeira, poetisa, moderadora e baiana arretada, Pati, meu agradecimento mais que especial, por tão preciosas parcerias e sons inesquecíveis.
Aos amantes da boa música, só uma palhinha de um sarau que começou com o rei Roberto Carlos, passeou com Maria Bethânia, Gal Costa, Elis Regina, Gonzaguinha (em homenagem ao poeta Cris), Alceu Valença, Cartola, Núbia Lafayette, Altemar Dutra, Alcione, Dolores Duran... Vixe!!! Um verdadeiro flashback de canções e compositores que perdurarão em nossas memórias passando de geração a geração. É isso!
Sentiram? Pois é...Isso é Sarau! Não programamos, apenas dançamos de acordo com o compasso. Se ficaram com gostinho de "quero mais", relaxem. Basta aparecer no sábado a partir das 22h, que estamos a sua espera. Pra entrar, não paga ingresso, apenas traga sensibilidade e bom humor. Se não gostaram, no problem...Acho que tem BBB no sábado, né?:P
Amanhã, A tristeza vai transformar-se em alegria, E o sol vai brilhar no céu de um novo dia, Vamos sair pelas ruas, pelas ruas da cidade, Peito aberto, Cara ao sol da felicidade.
E no canto de amor assim, Sempre vão surgir em mim, novas fantasias, Sinto vibrando no ar, E sei que não é vã, a cor da esperança, A esperança do amanhã.
Vai amigo E diga-lhe por favor Que não sei o que faço que já nem sei quem sou Diga-lhe que terminou Toda aquela vaidade e que sinto saudade Quero amá-la com mais fervor Lembro-me bem Um dia eu lhe disse uma grande tolice e nosso lar deixei Todos tem o seu drama Só não sofre quem não ama Pra amenizar meu castigo só você poderá, amigo.
Cartola
Homenagem aos 102 anos de nascimento do mestre do samba.
Chora, disfarça e chora
Aproveita a voz do lamento
Que já vem a aurora
A pessoa que tanto queria
Antes mesmo de raiar o dia
Deixou o ensaio por outra
Oh! triste senhora
Disfarça e chora
Todo o pranto tem hora
E eu vejo seu pranto cair
No momento mais certo
Olhar, gostar só de longe
Não faz ninguém chegar perto
E o seu pranto oh! Triste senhora
Vai molhar o deserto
Disfarça e chora
Em1964, o sambista e sua nova esposa, Dona Zica, abriram um restaurante na rua da Carioca, o Zicartola, que promovia encontros de samba e boa comida, reunindo a juventude da zona sul carioca e os sambistas do morro. O Zicartola fechou as portas algum tempo depois, e o compositor continuou com seu emprego público e compondo seus sambas.
Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos solo, e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como "As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá"(com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria". No final da década de 70, mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980. Fontes: Cliquemusic, Mpbnet, wikipédia
Junto com um grupo amigos sambistas do morro, Cartola criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira. O nome e as cores verde-rosa teriam sido escolhidos por Cartola, que compôs também o primeiro samba para a escola, "Chega de Demanda". Os sambas de Cartola se popularizaram na década de 1930, em vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Silvio Caldas. No início da década de 30, Cartola sumiu do cenário musical, só reaparecendo em 1956.
Neste período não há informações do seu paradeiro. O reponsável pelo retorno do sambista foi o jornalista Sérgio Porto (mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta) que o encontrou trabalhando como lavador de carros em Ipanema. Graças a ele, Cartola voltou a cantar, levando-o a programas de rádio e fazendo-o compor novos sambas para serem gravados. A partir daí, o compositor é redescoberto por uma nova safra de intérpretes.
Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 - Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980) foi um considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira. Ainda moleque tomou gosto pela música e pelo samba, quando aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão. Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a se mudar para o morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma incipiente favela.
Na Mangueira, logo conheceu e fez amizade com Carlos Cachaça - seis anos mais velho - e outros bambas, e se iniciaria no mundo da boemia, da malandragem e do samba. Aos 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos - tendo terminado apenas o primário. Arranjou emprego de servente de obra, e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima, com isso, ganhou dos colegas de trabalho o apelido de "Cartola". Fontes: Cliquemusic, Mpbnet, wikipédia
Os contornos modernos do samba viriam somente no final da década de 1920, a partir das inovações de um grupo de compositores dos blocos carnavalescos dos bairros do Estácio de Sá e Osvaldo Cruz, e dos morros da Mangueira, Salgueiro e São Carlos. Desde então, surgiriam grandes nomes do samba, entre alguns como Ismael Silva, Cartola, Ari Barroso, Noel Rosa, Ataulfo Alves, Wilson Batista, Geraldo Pereira, Zé Kéti, Ciro Monteiro, Nelson Cavaquinho, Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, entre muitos outros.
A medida que o samba se consolidava como uma expressão urbana e moderna, ele passou a ser tocado nas rádios, se espalhando pelos morros cariocas e bairros da zona sul do Rio de Janeiro. Inicialmente criminalizado e visto com preconceito, por suas origens negras, o samba conquistaria o público de classe média também.
Derivadas do samba, outras formas musicais ganharam denominações próprias, como o samba de gafieira, o samba enredo, o samba de breque, o samba-canção, o samba-rock, o partido alto, o pagode, entre outros. Em 2007, o Iphan declarou o samba um Patrimônio Cultural do Brasil.