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domingo, 9 de outubro de 2011

Muito prazer, eu sou Péri! Parte 1

Cada vez que dou uma pausa nas atribuições e turbulências do dia a dia e me jogo com a mente aberta, desprendida de conceitos e sedenta de novos sons,  não dá outra, acabo por me apaixonar por compositores ou cantores desconhecidos (oops, correção: compositores ou cantores desconhecidos pra mim, pobre mortal, que desconheço 99,99% da riqueza musical de nossa terra). Falando em riqueza musical e em “novos” compositores, esbarrei em Periandro Cordeiro Nogueira.
Ele traz na voz o dengo baiano e na alma a sensibilidade de um poeta nato. O estilo e postura oscilam da malemolência à interpretações ousadas e atrevidas. Com um leve toque que faz lembrar o Caetano Veloso, Péri, (como é conhecido) é cantor, músico e compositor , cuja influência musical, segundo pesquisado, surgiu ainda menino, quando em Salvador cresceu escutando o som dos blocos e batucadas tradicionais.

Bom, mesmo sendo uma mera aprendiz, que nada entendo de música, eu diria que ele faz o que chamo de “música de verdade”, música criada pra fazer pensar e sentir. Por não deter tantos conhecimentos acerca do Péri, fiz a lição de casa direitinho. Portanto, após esbarrar no moço, como citei no começo do post, vasculhei tudo o que achei para compartilhar com vocês e, também, seduzi-los pelos acordes e harmonia desse que, ao meu ver, é uma das grandes figuras da nossa MPB. Afinal, o que é bom, tem e deve ser espalhado. 

Portanto, apaixonem-se! Esse é Periandro Cordeiro Nogueira, o Péri.


 "A crítica elogiou: MPB moderna, voz privilegiada, letras inspiradas e melodias sutis"
O cantor, compositor e músico Péri (Periandro Cordeiro Nogueira) nasceu  em Salvador, capital da Bahia, no dia 14 de setembro de 1965, onde escutava ainda menino, o som dos blocos de batucada mais tradicionais do bairro, "Secos e Molhados" e "Apaches do Tororó", que se concentravam nos dias de Carnaval na porta da casa de seus avós, na rua da Capelinha, quintal da igreja de Nossa Senhora da Conceição do Amparo do Tororó.

Despertado o interesse pela música, aprendeu as primeiras noções de violão com o seu tio-avô, o violonista Amilton Ferreira. Montou em seguida a Banda Deita e Rola com amigos do Bairro do Acupe (Chico Nascimento, Paulinho Mesquita, Luiz Galvão e Adno Rezende) Foi o passo inicial para os festivais de escola, apresentações como crooner de boate, bares, em bailes e em carnaval, quando cantou na Banda Pike em 86 e 87. Em seguida, já na carreira solo se apresentou em algumas casas tradicionais da capital baiana: Teatro Castro Alves, Concha Acústica e os teatros do ICBA e da Acbeu, Bar Canoa, Bar Berimbau, etc...

Reconhecidas suas qualidades, Péri foi destaque nas edições de 86 e 90 do Troféu Caymmi - o mais respeitado e concorrido da música baiana -, levando os prêmios de melhor compositor, intérprete, produção, show, iluminação e banda. 

Chegando em São Paulo em 1991, após a fase de adaptação, Péri volta aos palcos - esteve no Crowne, Hall, Piccolo, Memorial, Melograno, Sesc Pompeia. Foram muitos shows até a primeira experiência em estúdio...

 “A cama e a tv” 1997
Dos prêmios ganhos na Bahia, tira inspiração para o primeiro CD solo e independente, “A Cama e a TV”, de 97, com composições próprias e parcerias com Beto Pellegrino e Aninha Franco, além de releituras e uma composição inédita de Péricles Cavalcanti. Péri assinou a produção e os arranjos. Ali, ele aparecia nacionalmente. A crítica elogiou: MPB moderna, voz privilegiada, letras inspiradas e melodias sutis. 

 “Morda minha língua” 2000
 Em 99, Péri foi levado para uma temporada em Los Angeles. A convite do selo americano Snow Creek, trancou-se em estúdios, experimentou tudo que tinha direito nas novas canções e em fevereiro de 2000, gravou e finalizou o disco nos Studios Red Zone, em Los Angeles, o seu 2º cd “Morda Minha Língua”, lançado em Hollywood em setembro de 2000, no Projeto Brazilian Nites, ao lado de Geraldo Azevedo e Elba Ramalho. O disco revelou um Péri amadurecido musicalmente, mais detalhista com letras e arranjos e se valendo de efeitos eletrônicos como samplers e grooves, usados com critério, e sempre como ferramenta de valorização da canção. Entre 2001 e 2002, além de shows em algumas grandes casas das capitais brasileiras, (Teatro Castro Alves, Sesc Pompéia, Concha Acústica, entre outras), Morda Minha Língua também foi apresentado no Festival Internacional de VIC/Barcelona.



"Fale minha língua
Morda minha língua
Pra você aprender tem que experimentar
Fale minha língua
Morda minha língua
Pra nossa gramática se misturar"


Fontes: Youtube, Site Oficial

4 Devaneios:

Elaine Castro. disse...

Ei Diva,

Gostei muito da dica, também não o conhecia, mas com toda certeza de agora em diante fará parte do meu repertório musical.
A letra do beijo e a apologia feita com a gramática é perfeita.

Beijão e bom domingo.

Diva L. disse...

Oi, minha linda!
Que bom que colaboramos para ampliar o teu repertório. Como disse, eu também não conhecia e, ao primeiro vídeo, me encantei. E olha que tem muito mais pra gente compartilhar sobre ele durante a semana.
É sempre muito bom vê-la por aqui. Obrigada por comentar.

Bjo grande e abraço na alma.
Diva L.

BLOG DE POESIAS DO PROFEX disse...

Diva, de novo por aqui. E acompanhando com curiosidade suas dicas inéditas.
Abraços...

Diva L. disse...

Ah, Profex, que bom vê-lo por aqui.
Volte sempre e fique à vontade.

Bjo grande e abraço na alma.
Diva L.

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