Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A saga do Rock in Rio

O texto é imenso, mas vale a pena ler. Em uma visão bem humorada, o jornalista Thiago Soares mostrou a realidade da estrutura da qual dispomos e dos problemas que enfrentaremos, caso não haja investimento (com seriedade) para sediarmos a Copa e as Olimpíadas. Bom, não sei se é pra rir ou chorar...



Semana passada, fui para a abertura do Rock in Rio, aquele que é chamado o maior festival de música do mundo, tudo grande, imenso, distante. Fiz um “test drive” da loucura que é conseguir chegar à Cidade do Rock e relato aqui na coluna Agito.

Sim, “test drive”, porque se eu não sabia como chegaria no evento, também poucas pessoas tinham a “chave” deste segredo. Cheguei no Rio de Janeiro na sexta de manhã, tipo 10h. Já no desembarque no Aeroporto do Galeão, aquele caos: taxistas cobrando R$ 100 para uma corrida até o Flamengo (que custaria, no taxímetro, R$ 50) e o ônibus “Frescão” (é assim que os cariocas chamam o nosso “Geladinho” ou Opcional) com filas quilométricas.

Aliás, guarde essa palavrinha na sua cabeça: fila.

Mas, vamos em frente. Estou lá, mochila nas costas, na fila para pegar o “Frescão” quando um homem, afobado e gritando, pergunta, aos berros: “Quem vai para o Centro, Flamengo e Botafogo?”. Com medo daquela violência vocal, levanto meu dedo e digo um tímido “eu!”, quando o tal rapaz praticamente me empurra e solta, quase latindo: “Então entra nesse ônibus aí!”. O “ônibus aí” que ele estava me indicando para entrar estava en-tu-pi-do de gente. “Se não quiser ir nesse, vai esperar, no mínimo, mais uma hora!”, latiu ele de volta. Paguei os R$ 9,00 do “Frescão” e entrei. Obviamente que fui em pé, em meio a malas e sacolas de viajantes que chegavam ao Rio de Janeiro - sim, a cidade que vai receber uma Copa e uma Olimpíada nos próximos cinco anos. Como diz aquela hashtag do Twitter: #oremos.

A querida amiga que me hospedou deu a dica: pega o metrô no Flamengo, desce no ponto final em Ipanema e, de lá, faz a “integração” com o ônibus que vai te deixar no Terminal Alvorada - uma espécie de “ponto de integração” na Barra da Tijuca, de onde, de lá, partiam os circulares Rock in Rio, ônibus que nos deixariam a 1,8 km da Cidade do Rock. De lá até a entrada do evento, tudo a pé. Aliás, pelo jeito, seus pés serão muito importantes para se locomover nesta cidade que vai receber, em cinco anos, uma Copa e uma Olimpíada.

Peguei o metrô, tranqüilo, ufa!, mas quando cheguei em Ipanema, a figura onipresente neste festival me daria “olá”: ela, a fila. Uma imensa fila serpenteava a Praça General Osório, em Ipanema, para pegar o ônibus “Barra Expresso” rumo ao Terminal Alvorada. Sim, serpenteava.
Quando fui entrar no “Barra Expresso”, de novo, como naquela peça de Tennessee Williams, dependi da bondade de estranhos - cariocas. E um moço com a gentileza de uma jamanta me adverte: “se quiser ir neste ônibus até a Barra tem que ser em pé”. Meus pés urraram, mas eu não tinha tempo. Fui. Lá vou eu em pé de Ipanema até a Barra da Tijuca. Já no Leblon, bairro vizinho a Ipanema, engarrafamento. Ônibus parado. E eu em pé. Só me restava tuitar minha saga. Foi o que fiz...

Agora um longo parêntesis: sou eu, no ônibus parado, em pé, sem fazer nada. Ônibus lotado. E uma pessoa me diz: “não tem como ir ao Rock in Rio de carro, não tem estacionamento, só se pode chegar de ônibus ou de van”. E eu só pensava: este é o sistema viário que vai receber, em cinco anos, uma Copa e uma Olimpíada. Meu Deus, pode pedir para descer e voltar para casa?

Cheguei no Terminal Alvorada, na Barra, depois de mais duas horas. Equação de horários no trajeto Flamengo-Rock in Rio: saída do Flamengo às 16h, chegada no Terminal Alvorada (Barra da Tijuca) às 20h30. Ou seja: quatro horas e meia. E eu ainda tinha que ir até a Cidade do Rock.

No Terminal Alvorada, gente, cenas de um filme de terror. Na sexta-feira, dia de abertura do Rock in Rio, faltou luz por lá. Tudo escuro. Breu. Quando desci do ônibus, o terminal era iluminado somente pelos faróis dos coletivos e eu me senti numa cena de “A Lista de Schindler”, esperando que algum oficial nazista me levasse para a câmara de gás. Drama, ok. Mas a coisa estava feia.

Ouço berros de um homem “Rock in Rio por aqui!”. Sim, berros. Pensei: as pessoas que lidam com transporte não podem falar civilizadamente? Como homens que tangem bois, a multidão que descia dos ônibus no Terminal Alvorada era encaminhada para o Circular Rock in Rio como se estivesse numa manada. Sim, é essa gentileza que vai receber, em cinco anos, uma Copa e uma Olimpíada.

O motorista do Circular Rock in Rio fez, digamos, manobras bem rock’n roll no trajeto. Freios que equivaliam a um riff de guitarra, curvas que eram dramáticas que nem a batida de uma bateria e, na chegada, gritinhos de “ainda bem, chegamos!”. Descemos e fomos andando até lá.

No caminho, muitos cambistas. Os ingressos, que foram vendidos oficialmente por R$ 190, chegaram a ser comercializados por R$ 500.

Cheguei na Cidade do Rock às 21h40 e, para meu azar, mesmo com todo atraso, ainda peguei o show da Cláudia Leitte. Gente, aí é azar.


A Cidade do Rock é a materialização de um shopping center. Tem praça de alimentação, “praça de eventos”, área de lazer. Como num shopping, as pessoas vão para comprar coisas, se divertir. Mas e a música? No Rock in Rio, ela é um detalhe. Em alguns momentos, ela agrega. Em outros, a música é só “pano de fundo” para as pessoas fazerem fotos e postarem no Facebook e no Orkut - Facebook, né? Orkut é muito “pobrinho”...

Vou observar as coisas no Rock in Rio. A Cidade do Rock é uma “réplica” das ruas de New Orleans, o berço do jazz e do blues nos Estados Unidos. Mas, com uma estética de cidade cenográfica de enfeite de bolo de aniversário.

Guardou o termo “fila”, né? Sim, depois da minha saga para chegar ao Rock in Rio, bateu fome. E tinham vários quiosques da loja de fast food Bob’s. O problema seria descobrir em qual deles tinha a menor fila. Em suma: nenhum.

E ai que pena deu dela. Sem voz, sem clima, sem música que preenchesse aquela imensidão, a cantora de “Teenage Dream” parecia cantar em meio a um deserto. Mas a Katy Perry foi uma querida com os fãs. Na churrascaria Porcão, ela até posou para fotos ao lado de fãs (3).

Elton John fez aquele show incrível, mas o povo teen fãs da Katy Perry e da Rihanna não entende. E vaia. Culpa dessa “curadoria” gostosa do Rock in Rio que o coloca neste dia e não, por exemplo, na data de hoje, junto a Stevie Wonder.

Eu precisava comer. E daí desisti de hamburguer, pizza e coisas afins. Achei pouca fila - acredite - numa lojinha de frozen iogurte. Tomei um e peguei uma salada de fruta. Sem querer eu estava transformando a noite do Rock in Rio num verdadeiro spa.

Aí aquele atraso para começar o show da Rihanna. E sabe o motivo? Rihanna teve que ser atendida com dor de garganta. Pudera. Na noite anterior, ela se esbaldou, vestida com camiseta com motivos de maconha (2), na boate para lésbicas Le Girl, em Copacabana. E junto a Katy Perry.

No Rock in Rio, RiRi chegou de helicóptero, desceu de forma bem diva (4) e ainda esteve no táxi aéreo com batom mega-vermelho (5)! Amamos. O show dela foi incrível. Sem trocas de roupa, com pegada rock, sem grandes cenários ou estripulias visuais.

Na volta da Cidade do Rock, mais filas para pegar ônibus. Só vou dizer uma coisa: imagine cem mil pessoas saindo na mesma hora para pegar ônibus?

No dia seguinte, vou poupar vocês de contar a minha saga de novo. Não foi muito diferente. Cheguei na Cidade do Rock para ver um dos shows mais bacanas: Mike Patton, vocalista do Faith No More, no seu projeto Mondo Cane.

Entre vaias para o NX Zero, aplausos para a histeria do Capital Inicial e aquela coisa sem graça que foi o Snow Patrol, tudo se redimiu diante do Red Hot Chilli Peppers (1). Anthony Kieds sabe, como ninguém, controlar a multidão. Quando eles cantaram “Give it Away”, última música do show, meus pés pediam, inclementes, “vamos embora”. E era hora de chegar em casa e pegar o táxi de volta para o aeroporto do Galeão.

Essa é a cidade que vai receber, em cinco anos, uma Copa e uma Olimpíada. O Rock in Rio é a prova de que, gente, tem algo de muito errado no ar. Só nos resta: orar.

 Texto publicado na Coluna Agito em 29/09/11.





 Thiago Soares é jornalista e colunista da Folha de PE.




Oremos!!! Senhor, tende piedade de nós!!!

Voz, Corpo e Violão...Badi Assad

Badi Assad, nome artístico de Mariângela Assad Simão, irmã mais jovem dos violonistas Sérgio e Odair Assad ( o Duo Assad), também seguiu a carreira musical.

Seus estudos musicais começaram na infância, com um pequeno teclado. Aos catorze anos, começou a tocar violão para acompanhar o pai, bandolinista. Depois formou-se em violão (RJ) e, em 1984, venceu o Concurso Jovens Instrumentistas, a partir de então passou a explorar novas possibilidades com a voz e a percussão do próprio corpo.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Rock in Rio 4 ( 2011) - Até que não foi tão ruim e nem tão bom assim

Sinceramente não gostaria de escrever sobre o Rock n Rio 4, eu não fui e não vou em nenhum dia do evento, o motivo é muito simples :


*Desorganização.
*Não existe segurança
*Acho que erraram o nome do evento, pois Claudia Leite e Ivete Sangalo foram convidadas.
*Preços Abusivos
*Etc..

Muitos se perguntam, por que fulano está no palco mundo e sicrano não está?
Quem sabe essa resposta, deixe no comentario abaixo, pois essa vou ficar devendo para vocês.rs



Você deve está reclamando aí baixinho.  - O Leo Kidman, só está falando mal do Rock in Rio 4 !?!?
Também teve coisa boa, mas sem o merecido destaque, como a  Tarja Turunen, Mr. Ed Motta (mesmo não gostando da pessoa do mesmo, pois acho que ele cospe onde nasceu), mas isso é outro assunto, foi literalmente um "grande " show.

E o grande show com Matanza e B Negão, mais uma vez o técnico de som adormeceu na mesa. No palco principal, como não poderia ser diferente a banda MotorHead, os velhinhos roubaram  a cena, o mesmo fez a banda Metallica, que por muitos foi eleita a melhor banda da noite. E o pior foi a banda Gloria, que estava mais para uma banda de garagem que toca música covers. E no meio da apresentação do baterista, apresentaram o símbolo da besta (666), ou será GGG? Confira na música WALK em 3:41, acho que eles querem ser "mauzinhos", mas com esse solinho do baterista, não colou não!

Abaixo as notas (dadas por mim, claro!) e os vídeos de cada show:

***** TARJA TURUNEN - Na minha opinião umas das vozes mais belas de todos os tempos, sem contar sempre com um sorriso gostoso e sincero sempre em seu rosto, mesmo com o som do evento do Rock in Rio como sempre uma porcaria, mas o talento se fez superior.
Nota: 8

(O Angra não foi bem, o cantor que passa por problemas de saúde, não teve voz para cantar suas músicas. Mas o que vale é a vontade e o amor por seus fãs.)


*** Red Hot Chili Peppers - Lembro como se fosse hoje, há 10 anos atrás, com essa mesma banda, neste mesmo evento e com o mesmo som vergonhoso, a pergunta é simples: - Quem é o Sr. responsável pelo som do evento?
NOTA : 6


** Matanza e Bnegão - Mais uma vez, a falta de capacidade profissional, influenciou em um dos melhores shows do "palco não principal"
Matanza e Bnegão, deram conta do recado.
NOTA: 6


 -  Gloria  foi uma banda cover de metal, não convenceu e para mostrar seu lado metaleiro, mostrou o símbolo 666. Ou seria GGG? Dá no mesmo! rs
NOTA: 2


**** MOTORHEAD - Só assista o video e veja o verdadeiro Rock in Roll. A voz tá meio arranhada, mas vamos dar um crédito para esses velhinhos Roqueiros.
NOTA: 7


***** METALLICA - E para fechar com chave de ouro a banda METALLICA, que foi considerada o melhor show até o momento no Rock N rio.
NOTA: 8


Resumindo esse Rock n Rio 4, foi até legal, tirando as coisas ruins o que sobra são as boas.

É!!!

Não se concentre tanto nas minhas variações de humor, apenas insista em mim. Se eu calar, me encha de palavras, me faça querer dizer outra e outra vez sobre você, sobre nós, e todo esse amor. Se eu chorar, não me faça muitas perguntas, não precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz que você continuará comigo pra tudo, que tenho teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver assim, me envolva nos teus braços e diga que eu posso chorar, mas que você não sairá dali enquanto eu não sorrir.

Porque é isso que nos importa, não é? 
O sorriso um do outro. Não é? 


Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mais uma vez

Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o Sol já vem

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança

Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o Sol já vem

Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança


Renato Russo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Doe Palavras

Olhem só o que recebi de minha amiga psi. Confesso que não conhecia, mas adorei a ideia e, como tudo o que é bom deve ser compartilhado, segue o e-mail:









Projeto Doe Palavras

O Hospital Mário Penna em Belo Horizonte, que cuida de doentes de câncer,  lançou um projeto que se chama "DOE PALAVRAS".
Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho.

Você acessa o site http://www.doepalavras.com.br/, escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e ela aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento – na sala de quimioterapia.
Ou então basta mandar uma mensagem no Twitter com a hashtag #doepalavras

Podemos ajudar muitas pessoas em tratamento com as nossas mensagens. Essa ajuda acontece de muitas formas: apoio, reconforto, reprogramação mental, otimismo, e muitas outras...

Participem, não apenas hoje mas, todos os dias. Não custa nada e pode realmente trazer grandes benefícios aos que sofrem com essa doença e os terríveis efeitos colaterais do tratamento.
Vamos participar? Divulgue você também!!!
  

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Eu Lago Sou



Beth Mendes, Mario Lago Filho, Gracindo Júnior, Mario Lago Neto e Milton Gonçalves declamando o poema "Eu Lago sou" de Mário Lago.

Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora. 

Manuel Bandeira

sábado, 24 de setembro de 2011

Pensamento do dia

O que é especial não morre nunca, apenas silencia.

Diva L.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rock in Rio??? Fala sério!!!

Eita assuntozinho pra render, fala sério! Basta dar umas voltinhas pelo Google pra esbarrar em mais e mais, digamos, abobrinhas. Então, tropecei no site Lista10 e trouxe as 10 exigências inusitadas para o Rock In Rio. Vê se eu aguento? Melhor ficar em casa vendo o Chaves. Depois eu que sou pirada...rummm!!!














































Língua de sogra e água vulcânica, nem Freud explica :P
Duas árvores altas com muitas folhas pra cair e criar um clima zen? Ih, só espero que não queimem as bichinhas... Melhor não comentar.

Rock in Rio???

Cronômetro praticamente zerado. Apenas algumas horas para iniciar o Rock in Rio, e só agora me dei conta. Realmente, ando fora de sintonia, até Júpiter parece mais perto da Terra. Depois de ler e ouvir algumas piadas acerca do evento e de relembrar com o Leokidman as curiosidades das edições anteriores, resolvi espiar a programação e conferir se seria necessário comprar ou não o abadá (caso eu fosse).

Bom, dizer que sou apaixonada por rock é exagero, música pra mim é questão de química independente do ritmo ou estilo, daí decido se gosto ou não. Afinal, deixo o rock pra quem aprecia e entende, no caso do blog, para a Kakau e o Leo. Mesmo não sendo especialista, não entendi por qual motivo, causa ou circunstância a Ivete Sangalo e a Claudia Leite estão na programação. Caso alguém tenha essa informação, favor postar nos comentário, assim amplio o meu ângulo de visão e repertório. Eu não sabia nem que o som que elas fazem chega a ser considerado música. Vai entender!?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Codinome Beija-Flor



Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor



Codinome Beija-Flor é a uma faixa do primeiro álbum solo, Exagerado, do cantor Cazuza, lançado em 1985. É uma balada acústica, com a voz sendo acompanhada apenas por piano e violinos. A letra foi escrita por Cazuza quando deitado na cama do Hospital São Lucas, e observava beija-flores na janela.

"Codinome Beija-Flor" tornou-se não só um de seus maiores sucessos, mas também é reconhecida como uma obra-prima. Já foi regravada mais de vinte vezes pelos mais diversos artistas brasileiros.

Curiosidades
  • Muitos dizem que Cazuza fez essa música para Ney Matogrosso. Outros dizem, foi para Frejat.
  • "Dizer segredos de liquidificador" = Forma poética para "massagear sua orelha com a língua".

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Pausa para Coralina

Poeminha Amoroso

Este é um poema de amor

tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo..."

Cora Coralina

Pausa para Neruda

Se sou amado,
quanto mais amado
mais correspondo ao amor.

Se sou esquecido,

devo esquecer também,
Pois amor é feito espelho:
-tem que ter reflexo.


Pablo Neruda 

A descoberta do amor

   “[...] Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.
Até mais que treze anos, por exemplo, eu estava em atraso quanto ao que os americanos chamam de fatos da vida. Essa expressão se refere à relação profunda de amor entre um homem e uma mulher, da qual nascem os filhos. [...] Depois, com o decorrer de mais tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo como uma mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição. E também de grande delicadeza. Já então eu me transformara numa mocinha alta, pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante selvageria e muita timidez.
       Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri muito, o que poderia ter sido evitado se um adulto responsável se tivesse encarregado de me contar como era o amor. [...] Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto. Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino.
Pois juro que a vida é bonita.”


Clarice Lispector

Pausa para Quintana

Amar: 
Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro.

 
Mário Quintana 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A diva voltou...Ainda bem!!!

Para alegria de todos e felicidade geral das nações, depois de cinco anos sem ouvir novas canções com a diva Marisa Monte, eis que nesta quarta-feira (14) em seu site oficial no UOL, a cantora divulgou um vídeo com a primeira canção "Ainda Bem". No entanto, antes da divulgação, a música caiu na rede e já está bombando.

Escrita por Arnaldo Antunes, a canção fará parte do próximo álbum da  cantora.  Marisa Monte não lança um disco de estúdio desde 2006, ano em que editou «Infinito Particular» e «Universo ao Meu Redor». O novo álbum não tem, para já, título ou data de lançamento anunciados, mas pela "palhinha" dá pra perceber que este é mais um trabalho que promete fazer flutuar.

Ainda bem!!!



Letra cifrada --- Clique aqui---

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Um poema por dia

Um a cada nascer do sol
Isso te prometo!
Um a cada pássaro que cantar
Um a cada estrela que surja no infinito
Um  poema
Com isso, espero que acredites o quanto te amo
O quanto o meu coração espera pelo o teu
O quanto idealizo fundir minha´lma a tua
O quanto anseio pelos teus toques
O quanto suspiro pelo teus pensamentos

Como desejo acordar ao teu lado
e vislumbrar teus cabelos molhados de prazer
Ah, como espero!
Por isso, te prometo
Mesmo que me falte a luz dos olhos,
Mesmo que já não consiga pronunciar o teu nome
Mesmo que as forças se tenham esgotado
Te prometo por toda a minha vida
Um poema que fale do meu amor
por todos os meus dias



Diva L.

Cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue


Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue


Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta


Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue


Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa


Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue


De muito gorda a porca já não anda (Cálice!)
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade


Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue


Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)



Chico Buarque

sábado, 10 de setembro de 2011

Eu e você...


O tempo passou
E ainda estamos aqui
Eu e você
Juntos
E separados

Lágrimas, gozo
Tristezas e prazer
Um turbilhão de sentimentos
invade as nossas vidas
Não nos deixam 
Não nos afastam

Adoro te querer
Adoro te deixar
Adoro te adorar

E assim vamos continuar
Eu e você
Vivendo assim
Juntos
E também
Separados...


Pati
 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Poema Natural


Abro os olhos, não vi nada
Fecho os olhos, já vi tudo.
O meu mundo é muito grande
E tudo que penso acontece.
Aquela nuvem lá em cima?
Eu estou lá,
Ela sou eu.
Ontem com aquele calor
Eu subi, me condensei
E, se o calor aumentar, choverá e cairei.
Abro os olhos, vejo um mar,
Fecho os olhos e já sei.
Aquela alga boiando, à procura de uma pedra?
Eu estou lá,
Ela sou eu.
Cansei do fundo do mar, subi, me desamparei.
Quando a maré baixar, na areia secarei,
Mais tarde em pó tomarei.
Abro os olhos novamente
E vejo a grande montanha,
Fecho os olhos e comento:
Aquela pedra dormindo, parada dentro do tempo,
Recebendo sol e chuva, desmanchando-se ao vento?
Eu estou lá,
Ela sou eu. 


Adalgisa Nery

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Hino Nacional

Precisamos descobrir o Brasil!
Escondido atrás das florestas,
com a água dos rios no meio,
o Brasil está dormindo, coitado.
Precisamos colonizar o Brasil.

O que faremos importando francesas
muito louras, de pele macia,
alemãs gordas, russas nostálgicas para
garçonnettes dos restaurantes noturnos.
E virão sírias fidelíssimas.
Não convém desprezar as japonesas.

Precisamos educar o Brasil.
Compraremos professores e livros,
assimilaremos finas culturas,
abriremos dancings e subvencionaremos as elites.

Cada brasileiro terá sua casa
com fogão e aquecedor elétricos, piscina,
salão para conferências científicas.
E cuidaremos do Estado Técnico.

Precisamos louvar o Brasil.
Não é só um país sem igual.
Nossas revoluções são bem maiores
do que quaisquer outras; nossos erros também.
E nossas virtudes? A terra das sublimes paixões...
os Amazonas inenarráveis... os incríveis João-Pessoas...

Precisamos adorar o Brasil.
Se bem que seja difícil caber tanto oceano e tanta solidão
no pobre coração já cheio de compromissos...
se bem que seja difícil compreender o que querem esses homens,
por que motivo eles se ajuntaram e qual a razão de seus sofrimentos.

Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!
Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,
ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.
O Brasil não nos quer! Está farto de nós!
Nosso Brasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.
Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros?


    Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ainda que mal

Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Inconfesso Desejo

Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você                                          Carlos Drummond de Andrade 

Nada

O céu desabou sem avisar
Trevas por todos os lados
O dia se fez noite sem luar
Nenhum caminho se delineou
Nem sombras,
Nem um facho de luz chegou
Nada...

Pensamentos loucos e perdidos,
Interrogações sem tom,
Hora do adeus.
Não pensei  que fosse tão difícil
Cruzei a porta e não olhei pra trás
Lá deixei uma parte de mim...minha vida!
Doeu...

Ainda ouço o som de quando éramos felizes.
Fechei a porta e tranquei o coração...
Adeus!
O que encontrarei no caminho?
Qual direção tomar?
Sem endereço,
Sem identidade,
Sem ter pra onde voltar

Mais uma porta se abre,
Entro e torno a fechar.
Não há mais vontade,
O nada é o meu sobrenome
Mirar o céu é impossível
Nada mais existe
Não preciso acender a luz
Pois a escuridão está dentro de mim
Nada ilumina
Melhor dormir, talvez assim, eu acorde do pesadelo
E esqueça as tristes lembranças
E as boas lembranças também.

Novo dia,
Hora de levantar!
O pesadelo ainda continua
Já não tenho forças para me erguer
Sento na cama e olho para o nada
Miro meus pés cansados da longa caminhada
Mesmo sobre lágrimas e dor
É preciso continuar...
Eu preciso continuar!!!


Diva L.

Passado


Serei passado então
O amor fugaz de meses em exatidão

Serei enfim uma mera lembrança
Mesmo que em mim resida esperança

Serei um dia meras palavras que dediquei
Serei um sentimento a lamentar pois a ele abdiquei

Sou tristeza de uma distância incompreendida
Sou corpo e mente saudando a sua partida

A nobreza de um amor sincero
Relutando com o ódio nascente deste desespero

Serei parte do seu passado então
Do amor ao qual me entreguei e de mim abri mão

Sonhos, desejos e todas as saudades
São meus inquilinos agora, esta tem sido a única verdade...

Se uma suave brisa lhe tocar a face
Lembre-se serei eu lhe beijando sem mais disfarces...





Hamilton Kubo - Profundo Amar

domingo, 4 de setembro de 2011

Ao belo adormecido

Acorda, belo que insiste em adormecer diante da vida
Desperta teu coração dorido 
Não se mata o que morto já está
Esta é a lei, 
Esta é a regra.


Porque tentar apagar o que talvez nunca existiu?
A vida é breve, isso é fato!
O amor não se limita a conceitos ou meros desejos
O amor não é o que quero ou projeto
                    O amor é livre!
Ele se conduz!
Ele escolhe e tem vontade própria...


Somos meros expectadores de suas escolhas.
Em cada esquina sonhos nascem e se realizam,
                             sem carruagens ou princesas
Não culpe os deuses ou as fadas, 
os contos você escreve.


Não sublime as vontades e os anseios de teu coração.
Ser feliz é uma busca constante e requer vontade.
Desperta, belo adormecido!
Não espere por beijos salvadores
A boca que beija, se não houver verdade, 
                                        é a mesma que envenena
A vida corre livre do lado de fora 
da janela da tu´alma
Estende-lhe as mãos e corre junto com ela
Vive o que tiver de viver, 
sem culpas nem atentados contra o teu ser, 
                                          por vezes, ingênuo
Não se culpe por amar, apenas ame!
Poucos são os que conseguem tamanha graça.
Acorda! Desperta, belo adormecido!
                                                 A vida te espera,
E o amor não tem hora, 
Nem data pra chegar...
Mas um dia, ele chega. 
                                   Acredite!!!


Diva L.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | JCpenney Printable Coupons