Que a voz do poeta nunca se levante
para ter ressonâncias nas alturas.
Que o canto, das contidas amarguras,
somente seja a gota transbordante.
Que ele, através das solidões escuras
do ser, deslize no preciso instante.
Saia da avena do pastor errante,
sem aplausos buscar de outras criaturas.
Que o canto simples, natural, rebente,
água da fonte límpida, do fundo
da alma, de amor e de humildade cheio.
Que o canto glorificará somente
a origem, quando mais ninguém no mundo
saiba ele de quem foi ou de onde veio.
Mauro Mota - Jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista, nasceu no Recife (PE), em 16 de agosto de 1911, e faleceu na mesma cidade em 22 de novembro de 1984.
01:08
Elô Araújo
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