Não falamos sobre moda, cultura é o nosso foco, poesia nossa inspiração. Sair do lugar comum é como ver o mundo de cima de um salto 15...Vermelho!!!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Diário de Bordo - Diva em surto: Lançamento, tietagem e gorilas!!! Parte 2

Oi, oi, oi, galera boa do Salto15Vermelho,  confesso que ando surtada, misturando datas, fatos...Tá tudo muito turvo. Não sei se é falta de óculos, só que nem sei mais o que é real ou fruto da minha imaginação. A culpa é desse mês que já se despede, mas deixa um saldo positivo de maravilhosos, bons e apopléticos momentos. 

Mas, como prometi um diário de bordo, e pra mim ajoelhou tanto bate até que fura (não nessa mesma ordem? Ih, esqueçam!), vou relatar o que primeiro surgir neste cérebro acelerado, por isso perdoem o assassinato cronológico, afinal, não gosto muito de datas e, como dizem que todo virginiano é metodicamente chato, cheio de blá-blá-blá organizadinho, resolvi contrariar o que dizem os astrólogos, astrônomos e farmacéuticos.

Meu diário é de ponta cabeça e se acharem o samba do crioulo doido, ou melhor, do afro-descendente com problemas neurológicos (copiei de uma piada que recebi de uma amiga psicóloga...hihihi), podem voltar ao começo e reler, mas nada de stress, não é nenhuma dissertação de pós-doutorado. 

Mas, falando em afro-descendente lembrei do dia da Consciência Negra, aliás, lembrei não, não esqueci. Só não postei nada a respeito porque dei bolo no meu amigo Djalma (mas a Kakau fez um poeminha lindo, aguardem), que havia me convidado para um evento em comemoração a data (acho que foi no Pátio de São Pedro). Não fui por um motivo além da minha compreensão e forças e que supera o meu entendimento: Fui atraída como um ímã para o ver o Zeca Baleirooooooo!!!!!!!


Isso mesmo, no dia 20 de novembro na Livraria Cultura, pertinho do monumento que me remete ao Lexotan, tarde de autógrafos do livro "Bala na Agulha" e dos CD´s "Trilhas" e "Concertos", lançados em comemoração aos 13 anos de carreira do Baleiro. Lá perdi o restinho de sanidade que existia neste cérebro cansado, se é que algum dia existiu. Mas, vamos aos fatos.

Amar

Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro.


Mário Quintana

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Maria de muitos adjetivos!

Maria!
Quantas Marias!
Maria do verbo
que atrai,
Maria igual
ao amor,
Maria que não teme o obscuro,
Maria que desafia a dor,
Maria que enfrenta Maria,
Maria de nosso senhor!
Maria que se fere no espinho,
Maria que colhe a flor.
Ave Maria!
Que bom seria,
Dizer tudo que está no caderno
e que por seus filhos,
descerias até o inferno
os limparia dos vícios
e neles colocaria um terno!


Diva_Kakau




( Dedicado a todas as mães, mulheres que sofrem
pelos seus filhos perdidos nas drogas ou no crime)

Apenas seja

Não perca tempo dando parte do seu tempo, 
para pessoas negativas, isso só azeda o seu dia.
Seja feliz e sem pressa. 
Felicidade requer disponibilidade, disposição e vontade. 
Seja feliz, incomode os amargos, azedos e aguados. 
Adoce a sua vida ao máximo, e isso se estenderá as outras pessoas que necessitam de sorrisos amigos. 
Mande o mau humor, a depressão e a inveja para escanteio. 
Seja feliz! 
Seja feliz!
Seja feliz!

"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade."
Carlos Drummond de Andrade

Boa semaninha!!!

sábado, 27 de novembro de 2010

Mente a mente

Como mente friamente
A mente do poeta
Comumente mente
        Intrigante o remanescente
     Mesmo enfrente erroneamente
       A mente que outrora mente
Sensível e ardentemente
Convincente
Impertinente
Inconsequente
            Indolente acredita-se
Em um inexistente
                  Amor
        Que frente
A mente
        Friamente
                   Mente
                         A mente
            Do poeta
Pobre poeta

Diva L.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Seu Nome

Quando essa boca disser o seu nome, venha voando
Mesmo que a boca só diga seu nome de vez em quando

Posso enxergar no seu rosto um dia tão claro e luminoso
Quero provar desse gosto ainda tão raro e misterioso do amor...


Quero que você me dê o que tiver de bom pra dar
Ficar junto de você é como ouvir o som do mar
Se você não vem me amar é maré cheia, amor
Ter você é ver o sol deitado na areia


Quando quiser entrar e encontrar o trinco trancado
Saiba que meu coração é um barraco de zinco todo cuidado

Não traga a tempestade depois que o sol se pôr
Nem venha com piedade porque piedade não é amor

Composição: Vander Lee
Interpretação: Luiza Possi

Obrigada Terê

Carinho é sempre bem-vindo 
e quando parte de pessoas como a Tere, 
é um presente incomparável.
Parabéns pelos 8 meses de encantamento. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Diário de bordo - Por onde andei? Parte 1


Teatro Guararapes - Centro de Convenções de Pernambuco
Vander Lee - O show

TPS (Tensão Pré-Show) - Cabelo, unha, batom...Todo um ritual (Me senti a própria Bridget Jones). Antes, ingressos praticamente esgotados, só consegui por um milagre (exagerada como sempre), Engarrafamentos (Sexta-feira, feriadão). E, pra completar, o show que estava previsto para às 21h30, só começou 15min depois. Arghhhhhh!!! Depois não entendem por que vivo surtada...Oush! 

O show - A ansiedade e a expectativa que já estavam as tapas,  evaporaram ao som dos primeiros acordes. Vander Lee é simplesmente ma-ra-vi-lho-so e surpreendente. Isso mesmo, surpreendente!!! A imagem que eu fazia de um mineiro quieto, tímido e tristinho desabou. No palco, ao vivo e em cores, o romantismo se mistura com a ginga, tiradas  e piadas. Ele dança, canta, toca violão como quem  flutua, além de nos fazer sorrir e viajar nas letras e  melodias. E a banda? Perfeita!!! Simplesmente músicos de primeira linha. Na realidade, tietagem à parte, não foi um pocket show, mas um mega show de 2 horas... Sentiram?

Composições - Muitas são as canções interpretadas por outros artistas, mas, diante do toque mineiro, parece que se agigantam. Um verdadeiro Rei Midas (perceberam que adoro o Midas, né?!). Quem já ouviu "Seu Nome" com a Luiza Possi, acredita que foi feita sob medida pra ela, devido a interpretação impecável. Ao ouvir o Vander Lee... meu pés saíram do chão. Só ouvindo para entender o que digo. Não dá pra descrever, afinal, sou uma pobre mortal.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Elaine Castro e o Prêmio Dardos

A iniciativa de indicar outros blogueiros e oferecer selos de amizade é sempre muito, mais muito bem-vinda. Afinal, qual a alegria do blogueiro? Ser lido, criar novas amizades, compartilhar, enriquecer e ser ser enriquecido. 

Como citei no post anterior, nós do Salto15 Vermelho ficamos felicíssimos com o Prêmio Dardos, oferecido por nossa amiga Elaine Castro do blog VISÕES DE UM SER. Retribuimos e a parabenizamos pela forma como se porta, sempre muito gentil e atenta.

Mas, uma pergunta que não quer calar: O que é o Prêmio Dardos
Conforme a Elaine, o selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, sendo uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web. É isso!!!




Regras básicas:
Ao receber o prêmio o blog deve também indicar outros blogs.
Aos indicados, para que este incentivo não acabe, pedimos que sigam as instruções:
1. Exibir a imagem do selo no seu blog;
2. Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação;
3. Escolher outros blogs para receber o Prêmio Dardos;
4. Avisar aos escolhidos.

Não é uma tarefa muito fácil escolher em meio a tantos blogs, pois os que nos seguem e os que acompanhamos são tão variados e, cada um dentro do seu estilo e assunto, demonstra cuidado e conhecimento. A seleção é composta por veteranos e blogueiros recém-chegados, sendo o mais importante a amizade e o respeito que tenho por todos.

Bom, então vamos aos indicados do Salto15 Vermelho: 

Marciano Vasques - Casa Azul da Literatura
Ji Salles - Photographie 
Terê -  Tere Poesias
Luís Coelho - Lidacoelho 
Rai - Rainbow Documentários 
Rodrigo Carioca - Carioca Baixe Aqui
Nei kS - A Estrovenga dos Corsários Efêmeros
Flávio Boneco - BonecoCartunista
Diva Kakau - Ideias e Ideais
Rockson Pessoa - Crônicas do Cotidiano
H2K Hamilton H. Kubo - Profundo Pensar
Fátima - Que Saudade da Amélia
Everson Russo - O Livro dos Dias Dois
Juvêncio Veloso - Baú do Veloso
Éverton Vidal - Re-Novidade!
Cristovam Melo - O Covil das Almas Encantadas
Ciça Lize - D´Salto Alto.Com - Desejos e Delírios
Vanessa Souza - Vem cá Luiza... Me dá a Tua Mão
Maria Gomes - Preciosa Maria
Thiago Azevedo - Descanso da Alma
Aninha GR - Pensamento Indelével
Beth Cerquinho - Beth Cerquinho Artesanando a Vida!!
Guilherme Bandeira - Fandangos Suicida!

A todos, o meu imenso carinho e sintam-se abraçados. 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Ói nóis aqui traveis!!!

"Se você pensa, que nós fomos embora,
Nós "enganemos" vocês,
Fingimos que fomos e 'vortemos',
'Ói nóis aqui traveis'."

Oi, oi, oi, galera boa do Salto15 Vermelho, saudades imensas dos nossos bate-papos, devaneios e saraus. Perdoem essa pobre diva, pois final de ano é complicadíssimo. Todos resolvem casar, aniversariar, festejar até o nascimento de estrelas, o que eu, particularmente, adoro e concordo!!!!  Temos mais é que comemorar a vida. E, pra completar, Recife ferve com inúmeros eventos. Nossa, tá difícil acompanhar a programação. São shows, palestras, feiras, espetáculos e coisitas e tals. 

Por esta razão, saí da telinha e me joguei...Nem querendo dava pra ficar de fora. Mas como diz os Demônios da Garoa: "Ói nóis aqui traveis!" Estou de volta com o gás renovado, as ideias arejadas e, o mais importante, o coração feliz e a alma leve.

Obrigada a todos que continuaram conferindo o blog, aos que chegaram e ficaram, aos que deixaram comentários. Obrigada mais que especial a Elaine Castro do blog Visões de Um Ser,  pela indicação do Prêmio Dardo, simplesmente me senti lisonjeada e agradeço em nome de todos que colaboram com o Salto15 Vermelho. 

Ai, ai, ai, já perceberam que continuo tagarela, né? Então, chega de tanto blá-blá-blá, sei que estão curiosos pra saber "por onde andei",  nessas minhas viagens pela Veneza Brasileira, "enquanto vocês me procuravam".   Fiz basicamente um "diário de bordo" com todos os registros (bom, nem todos...rs). Portanto, apertem os cintos e degustem comigo os próximos posts editados com carinho.

Diva L.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Esperem só mais um pouquinho...

...Já estou voltando!!!


Boa semaninha!!!
Diva L.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

As ruas ladrilhadas da minha infância

Se as ruas da minha vida falassem
contariam ao vento inúmeras histórias
Quando de passos ora lentos, ora apressados 
Enchi tantas delas de largos sorrisos

Se essas ruas por onde passei falassem
Relatariam meus momentos e pensamentos
Quando leve e displicente andava 
contando paralepípedos e tocando muros

Por essas ruas,  ainda pequena, passei invisível
Ninguém notava o olhar da tímida criança
Que entre soltos pensamentos 
Sozinha falava e continha as risadinhas

As ruas da minha infância aos poucos perderam a cor
Quando adolescente já não as notava perdida entre paixões
Mas, agora em silêncio, elas me acompanhavam
Observando que só a estatura havia crescido

Na sombra refletida nos muros, 
que outrora eram meus amigos
via-se os anseios da menina-moça 
a espera da eterna felicidade
feita de sonhos, castelos e príncipes

O tempo passou e as ruas continuam lá
Muitos moradores que me desejavam bom dia
já não mais sentam em frente as suas casas
a espera que eu passe para alegrar os seus dias

Ao passar por essas ruas, minhas ruas
ainda ouço o cantar das crianças
"Se essa rua, se essa rua fosse minha,
Eu mandava, eu mandava ladrilhar"

As lindas promessas não foram cumpridas...
As ruas não foram ladrilhadas com brilhantes pedras
Nem o meu amor por lá passou... 
Apenas, passou!

A minha inocência infantil
Brinca sob as sombras das árvores 
Reflete nos sorrisos das crianças 
que alegremente sonham em ladrilhar 
as ruas da minha infância...

As minhas ruas.

Diva L.

sábado, 13 de novembro de 2010

Pensando na vida...

Se sangro,
posso morrer um dia.
E quem disse
que sou imortal?
Quem disse que
o sangue que flui
em mim é diferente ou especial?
A inteligência é a capacidade
de pensar e criar
ou questionar
que Deus nos dá,
logo parei pra saborear,
a delinquência do intelecto,
que minha mente expôs ao meu deleitar e concluindo
o meu limitado pensar,
vejo ao mesmo tempo que:
Sou composta de sentimentos,
de carne, de temeridades,
argumentos, água, metal
e excrementos!
E quem disse que excrementos
são inutilidades?
Posso ser o adubo e
a fertilidade
e se tudo se transforma
em flores,animais,
degetos ou água da tempestade,
posso ser no futuro as flores do
campo ou as lágrimas de uma saudade.
E livre disso tudo,
ainda posso ser o neurônio
de sua intelectualide.

by Diva_kakau

O Camelo Extraviado

Um condutor de camelos perdeu seu camelo e,
encontrando um homem, perguntou:
- Por acaso, o senhor não encontrou um camelo extraviado?
O homem respondeu:
- Não é um camelo cego do olho esquerdo?
- Sim.
- Que perdeu o dente de cima?
- Sim.
- Que mancava da perna esquerda traseira?
- Sim!
- Que carrega milho de um lado e mel do outro?
- Sim! O senhor não precisa apresentar mais detalhes.
É exatamente o camelo que procuro. Estou com pressa. Onde o senhor viu?
- Eu não vi camelo nenhum - respondeu o homem.
- O senhor não viu? E como pode descrevê-lo tão detalhadamente?

- Porque sei me servir dos olhos para observar as coisas. A maioria das pessoas tem olhos que não lhes servem pra nada. Eu sabia que um camelo havia passado, porque vi seus rastros.

Sabia que mancava da pata esquerda traseira pelas marcas diferentes deixadas no chão do lado esquerdo. Sabia que era cego de um olho, porque só pastou o capim do lado direito do caminho.

Sabia que perdeu um dente de cima, porque deixou falha nas raízes que mordeu.
Notei que as aves comiam os grãos de milho que foram caindo do lado esquerdo.

Sei que o mel escorreu do lado direito, porque observei muitas moscas juntas desse lado. Sei sobre seu camelo, mas não o vi.

Autor: Mark Twain, pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens (1835-1910)escritor, humorista e romancista norte-americano.

Um batuque do bão!

Sábado, 1h40 (não tô no horário de verão :P) da madruga. Acabei de chegar, mas não dava pra me jogar nos braços do Morpheu sem compartilhar a minha alma leve, o meu sorriso bobo e esse completo êxtase que só a boa música e a poesia provocam.
O motivo: Show do Vander Lee!
Depois conto os detalhes...ZZzzZZ

Diva L.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Meu jardim

Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores                   
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores                              
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores      
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores

Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho                                
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho      
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho          
                    
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim


Vander Lee

Eu também...

Camafeu

Sou pedra fina e lapidada 
Em relevo me projeto
e em várias cores me dispo
Apaixonante e fria
Sedutora e mortal
Sou um camafeu
A procura de satisfação carnal
Encanto, enfeitiço...
Em meu corpo te prendo
Em meus punhos te algemo
Em meus lábios te afogo
A boca que te arrepia em um beijo
é a mesma que te faz explodir
em gemidos e desejos
Unhas que cravam
e rasgam a carne 
Mãos que exploram e sentem
O teu corpo que lateja e treme
A alma implora em um suspiro
Que aplaque o desejo voraz
Enquanto meus sentidos te devoram
Prolongo teu sofrimento
Ver-te sedento me satisfaz
Não me comovo nem volto atrás
De ti apenas o prazer
Nada mais 

Diva L.

Trova (Aonde Flores)



No céu azul nuvens nuas
No teu olhar céus febris
Passos maiores que as ruas
Canções que eu nunca fiz


Tu pisavas distraída
por entre os carros sem dor
andando pela avenida
como se andasse num andor


Pra onde fores eu vou
Aonde flores eu fujo
Te dou meu poema sujo
que eu não sei fazer toada
Menos que se quer é tudo
Tudo que se tem é nada

Zeca Baleiro

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Uma paixão por dia

Uma paixão por dia
Uma a cada nascer do sol
Outra quando o astro rei se pôr
A cada dia
Um novo olhar
Um novo beijo
Um novo verso

Uma paixão por dia
Um novo sonho
Um novo toque
Um novo sabor
Uma nova cor

Uma nova paixão
A cada bater de asas do beija-flor
A cada folha que cai
A cada onda que se forma
Uma paixão renovada

Uma paixão a cada dia
Apaixonar todos os dias
Coração acelerado e feliz
Quero andar nas nuvens
Flutuar no desejo

Quero a leveza das descobertas
Descobrir todos os dias 
Os pequenos detalhes
Que nunca envelhecerão

Uma paixão a cada dia
Sem planos
Sem regras
Sem nada

Apenas o arder do coração...

Diva L.

O revolucionário Itamar Assumpção

Underground, indecifrável, indefinível...Rotulado como artista de "vanguarda" e "maldito", começou a se apresentar em shows no final da década de 70, na Lira Paulistana em São Paulo, ao lado de Arrigo Barnabé, Premeditando o Breque e Grupo Rumo.

Ele misturou rock, samba, reggae, pop e funk, com poesia, vídeo, dança e teatro,  criando uma linguagem urbana e performances importantes para consolidar um espaço de experimentação
.  Gravou três discos independentes nos anos 80 antes de "Intercontinental! Quem Diria! Era Só o que Faltava...", lançado em 1988 pela Continental.

Abram alas para a genialidade deste que temperou de ginga a nossa música.


"Por mais que eu fume, 
fume não consigo estar imune
Incólume desse ciúme 
quando sinto o seu perfume"


  
Francisco José Itamar de Assumpção nasceu em Tietê, SP, em 13 de setembro de 1949, foi destaque na cena independente e alternativa de São Paulo nos anos 1980 e 1990.  Poeta e músico genial, viveu à margem da mídia, recusando-se inclusive a editar suas músicas e a entrar no que chamava de sistema. 

Negro, foi parar na cadeia com 23 anos de idade, quando esperava um ônibus na Rodoviária de Londrina com sua mala e um toca-fitas. Passou cinco dias preso e incomunicável, num cubículo com mais uns quinze caras lá dentro, todos de cócoras porque não havia espaço para deitar. Itamar afirmou que não usou essa experiência em música, no entanto é interessante notar que a primeira banda que formou chamava-se Isca de Polícia, e até hoje, é difícil alguém pensar em Itamar Assumpção sem chamar pelo Nego Dito.

Faleceu vítima de câncer, em 12 de junho de 2003 - mais do que um grande compositor, o Brasil perdeu um gênio, um mito, aquele que mais inovou a música paulista.



"Vou tirar você do dicionário", uma de suas mais belas canções interpretada pela filha, Anelis Assumpção e Zélia Duncan, que desde o seu primeiro disco, grava canções de Itamar e afirma que ele a ajuda fortalecer seu discurso e trabalho.

Fontes: Wikipédia, Cliquemusic, MPBNet, apoeticadezd.blogspot.com

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Parar pra seguir...

Apaguei as luzes,
Tranquei a porta,
Fechei os olhos,
Prendi a respiração...
Tento desligar os sentidos
Pensamentos multiplicam no escuro
Estou suspensa!

Não estou triste 
Apenas suspensa
Não tenho borboletas no estômago
Mas a inquietação me alcançou
Deito e não durmo por opção
São tantos pensamentos
Tantos desejos soltos
Tantas expectativas

O ano anuncia que já vai terminar
Mas ainda tenho tanto por fazer
Bem que ele podia esperar
Ainda não vivi um terço.

Diva L.

Chega de saudade

Vai minha tristeza,
e diz a ela que sem ela não pode ser,
diz-lhe, numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso mais sofrer.
Chega de saudade
a realidade, 

É que sem ela não há paz,
não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, 

não sai de mim, 
não sai
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca,
dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver sem mim


Vinícius de Moraes e Tom Jobim

O Poeta, a Lua e o Guardanapo

Noite quente, solitária e triste
A Lua cheia reina absoluta
Imensa no céu
Não há nuvens,
Nem estrelas...

Altiva com uma deusa romana
De cima contempla
o mundo aqui embaixo
As pessoas se movem,
O mundo se move,
As dores não...


Um mundo apressado
Por vezes não a percebe
Em cada fase uma mensagem
Cheia, nova, minguante, crescente
Ela vai e vem
Vem e vai


O vento a toca,
As nuvens a desejam,
As estrelas a invejam...
E ela sempre lá
Linda, fria e sozinha

Em uma mesa solitária
Em um botequim qualquer
Divago entre um copo e outro
derramo sobre um guardanapo
as ansiedades de todos os dias
Neles minhas dores verbalizo
Ao contemplar a Lua
Reflito nela a minha solidão

Lá de cima a brilhante e imponente lua
acompanha em silêncio a dor deste poeta
que entre copos reluzentes
afoga os pensamentos
E deseja ser o Rei Midas.
Ah, quem dera transformar em ouro 
a dor que invade e dilacera a minh´alma 

É nesse cenário iluminado por ela
que essa triste criatura
em meio as sombras refletidas,
transforma em versos
a vida sem contentamento
E as paixões outrora perdidas

Afogo em um guardanapo molhado
em meio as lágrimas doídas
A minha triste sina
Semelhante a Lua
Viver, passar, refletir
sempre solitária e fria. 

Diva L.

Desejo que você

Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la.
Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.
Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la.
Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência.
Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina,
Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas.
Seja um debatedor de idéias. Lute pelo que você ama.

Augusto Cury 

Boa semaninha!!!

domingo, 7 de novembro de 2010



Tô bem de baixo pra poder subir
Tô bem de cima pra poder cair
Tô dividindo pra poder sobrar
Desperdiçando pra poder faltar
Devagarinho pra poder caber
Bem de leve pra não perdoar
Tô estudando pra saber ignorar
Eu tô aqui comendo para vomitar

Eu tô te explicando
Pra te confundir
Eu tô te confundindo
Pra te esclarecer
Tô iluminando
Pra poder cegar
Tô ficando cego
Pra poder guiar

Suavemente pra poder rasgar
Olho fechado pra te ver melhor
Com alegria prá poder chorar
Desesperado pra ter paciência
Carinhoso pra poder ferir
Lentamente pra não atrasar
Atrás da vida pra poder morrer
Eu tô me despedindo pra poder voltar


Composição: Tom Zé 
Intérprete: Matheus Von Krüger

Fandangos Suicidas: Participa aé, galera!!!

Gente, saca o que o Fandangos Suicidas inventou agora.  Criou a Campanha de Reedição Tazos, adivinhem com quem? Ora essa, com ele próprio. Mas, para isso, ele precisa de nossa colaboração básica. Pra colocar o Fandanguinhos no saco (brincadeirinha) basta clicar aqui, se cadastrar e votar. Simples assim!

Pra quem não conhece o Fandangos Suicidas do cartunista, publicitário,  blogueiro e eterna criança, Guilherme Bandeira, uma palhinha. Deleitem-se mas não esqueçam de votar!


 Bora votar, galera!!! 
 
 

Pausa para Neruda...


Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo. 

Pablo Neruda

Indicação do meu querido amigo Lugus.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | JCpenney Printable Coupons